A tsikoudia é feita com o bagaço que sobra da prensagem das uvas: cascas, sementes e restos de polpa. O bagaço fermenta e vai para o alambique, onde é destilado. Como em outras aguardentes de bagaço, o destilador separa a primeira parte, a "cabeça", e a última, a "cauda", e guarda o "coração", a parte do meio. Em Creta, a bebida é feita sem anis e fica transparente.
A indicação geográfica Tsikoudia de Creta está na lista oficial das bebidas espirituosas gregas e cobre a ilha inteira. Em Creta, a mesma bebida também é chamada de raki, nome que não deve ser confundido com o rakı turco, que leva anis.
A destilação acontece no outono (setembro a novembro), depois da vindima e da produção do vinho, e se estende até novembro. O turismo da Região de Creta descreve os caldeirões fumegando nos povoados nessa época e a protoraki, a primeira tsikoudia que sai do alambique, de teor alcoólico muito alto. Os dias de destilação, chamados rakokazana ou kazanemata, reúnem vizinhos e parentes em volta do alambique, com comida e música, sobretudo nos povoados da região de Rethymno.
Na mesa, a tsikoudia é servida gelada, em copos pequenos, com petiscos. É oferecida como boas-vindas ao visitante e chega também no fim da refeição, com frutas ou um doce.