O Mavrodafni de Patras é um vinho tinto doce. Durante a fermentação, o produtor acrescenta álcool vínico ao mosto: a fermentação para, parte do açúcar da uva fica no vinho e o teor alcoólico sobe. Depois o vinho passa anos em barris de madeira, muitas vezes em contato com o ar, e ganha cor de tijolo e aromas de passas, ameixa seca, café e chocolate.
A uva Mavrodafni é cultivada no norte do Peloponeso, na Acaia, região de Patras, e nas ilhas Jônicas. A denominação de origem protegida Mavrodafni Patron cobre os vinhedos em volta da cidade e define a uva, o método e o tempo mínimo em barril. As versões mais jovens são frutadas; as envelhecidas por muitos anos ficam mais secas no aroma e mais complexas.
A história moderna do vinho passa pelo bávaro Gustav Clauss, que se instalou em Patras em meados do século 19 e fundou uma vinícola em 1861. Sobre o nome há duas versões. Uma lenda conta que Clauss batizou o vinho em memória de uma noiva chamada Dafni. A outra explicação é a do próprio nome em grego: mavro quer dizer "negro" e dafni, "louro", e a uva teria sido chamada assim pela cor escura.
Em Patras, o vinho é servido no fim da refeição, com sobremesas, chocolate e queijos curados.