Na Idade Média, Monemvasia era um porto fortificado num rochedo do sul do Peloponeso, e os francos e os venezianos a chamavam de Malvasia. O vinho doce embarcado ali ficou conhecido pelo mesmo nome e circulou pelos portos da Europa. O Greek Gastronomy Guide diz que esse vinho já era produzido antes do século 13.
Depois que a cidade passou ao domínio otomano, no século 16, a produção se deslocou para Creta e seguiu ali até por volta de 1800. Em Monemvasia, o vinho praticamente desapareceu. A retomada veio de um plano de recuperação de cerca de 14 anos, que levou ao reconhecimento da denominação de origem protegida Monemvasia-Malvasia em 2010.
A denominação admite dois tipos: o vinho doce de uvas secas ao sol e o vinho licoroso. As uvas são locais: pelo menos 51% de Monemvasia, completada com Kidonitsa, Asproudes e Assyrtiko. Depois da secagem e da fermentação, o vinho envelhece em barril por pelo menos dois anos, em contato com o ar, o que lhe dá cor âmbar e aroma de mel, frutas secas e casca de laranja.
A zona de produção abrange Monemvasia e os municípios vizinhos de Asopos, Vies e Molai. O nome duplo, com a cidade e a forma franca, é obrigatório no rótulo.