
Caesar
Coquetel de vodca com suco de tomate e de mariscos, molho inglês e molho de pimenta, servido num copo alto com a borda de sal de aipo, um talo de aipo e limão. Foi criado em Calgary em 1969 e é considerado o coquetel nacional do Canadá.
Comida típica · Canadá
O bagel e o smoked meat de Montreal, a poutine e a cidra de gelo de Quebec, o peameal bacon de Toronto, o vinho de gelo do Niágara, o Caesar de Calgary e a Nanaimo bar da ilha de Vancouver.
Na foto: Rocher Percé, Gaspésie
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
A cozinha
A comida do Canadá reúne tradições de muitas origens: a dos povos indígenas, a dos colonos franceses e britânicos e a das ondas de imigração que chegaram do Leste Europeu, da Ásia e de outras partes do mundo. Em cada região, o clima, o mar, os rios, os pomares e as pradarias pesam no que vai à mesa, e muitas receitas nasceram da adaptação de pratos antigos aos ingredientes e ao gosto do lugar.
Em Quebec, de língua francesa, a poutine virou símbolo da província: batata frita, queijo fresco em grãos e molho quente. O frio do inverno entra na receita da cidre de glace du Québec, a cidra licorosa feita com suco de maçã concentrado pelo frio natural. Em Montreal, imigrantes judeus do Leste Europeu deixaram duas marcas da cidade: o bagel enrolado à mão e assado em forno a lenha e o smoked meat, servido em fatias altas no pão de centeio.
Em Ontário, a butter tart, tortinha de recheio de manteiga, açúcar e ovo, tem roteiros de padarias e festivais. Toronto adotou o sanduíche de peameal bacon, lombo de porco curado e empanado em fubá, como prato da cidade. Em Niagara-on-the-Lake, entre o lago Ontário e o rio Niágara, as vinícolas fazem o Icewine, o vinho de gelo de uvas colhidas congeladas.
Mais a oeste, Calgary, em Alberta, deu ao país o Caesar, coquetel de vodca com suco de tomate e de mariscos, e o ginger beef, prato dos restaurantes sino-canadenses. Na Colúmbia Britânica, a cidade de Nanaimo, na ilha de Vancouver, dá nome à Nanaimo bar, um doce em três camadas que não vai ao forno.
10 sabores

Coquetel de vodca com suco de tomate e de mariscos, molho inglês e molho de pimenta, servido num copo alto com a borda de sal de aipo, um talo de aipo e limão. Foi criado em Calgary em 1969 e é considerado o coquetel nacional do Canadá.

Tiras de carne bovina empanadas e fritas até ficarem crocantes, envolvidas num molho agridoce e picante com gengibre, alho e pimenta, com legumes salteados e arroz. Criado em Calgary nos anos 1970, num restaurante sino-canadense, espalhou-se pelas Pradarias e pelo país.

Bagel menor, mais compacto e um pouco adocicado, enrolado à mão, mergulhado em água fervente com mel e assado em forno a lenha. Chegou a Montreal com imigrantes judeus do Leste Europeu no começo do século XX e virou uma das marcas da cidade.

Peito bovino curado com sal e especiarias, defumado e cozido, servido em fatias altas no pão de centeio com mostarda. Trazido a Montreal por imigrantes judeus do Leste Europeu entre o fim do século XIX e o começo do XX, é um dos pratos mais ligados à cidade.

Doce em três camadas que não vai ao forno: base de biscoito, cacau, coco e amêndoas, creme amarelo de baunilha no meio e chocolate por cima. Leva o nome da cidade de Nanaimo, na ilha de Vancouver, que escolheu uma receita oficial na década de 1980.

Vinho de sobremesa feito com uvas que congelam naturalmente no pé e são colhidas e prensadas congeladas, o que concentra açúcar e acidez. Em Niagara-on-the-Lake, na Península do Niágara, as vinícolas o produzem e a cidade recebe um festival dedicado a ele no inverno.

Tortinha individual de massa de torta com recheio de manteiga, açúcar, xarope e ovo, que fica cremoso por dentro e mais firme por cima. A primeira receita impressa conhecida é de 1900, de Barrie, e a tortinha tem roteiros de padarias e festivais em Ontário.

Cidra licorosa feita só com maçãs de Quebec, cujo açúcar é concentrado pelo frio natural do inverno. Protegida como indicação geográfica, tem aromas de maçã fresca e cozida, mel e frutas secas.

Batata frita coberta com queijo fresco em grãos, que range nos dentes, e molho quente. Surgiu em lanchonetes do interior de Quebec no fim dos anos 1950 e virou um dos símbolos da cozinha da província.

Sanduíche de lombo de porco curado e não defumado, empanado em fubá, grelhado e servido quente num pão macio, em geral com mostarda. Ligado à história da carne de porco em Toronto, foi declarado prato-assinatura da cidade em 2016.
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Tire suas dúvidas
Não há um prato único: a cozinha canadense varia de região para região. Algumas especialidades são muito ligadas a lugares, como a poutine de Quebec, o bagel e o smoked meat de Montreal, a butter tart de Ontário, o peameal bacon de Toronto, o Caesar e o ginger beef de Calgary e a Nanaimo bar, da ilha de Vancouver.
Em Quebec ela está em toda parte, de lanchonetes de estrada a restaurantes, e também aparece nos cardápios do resto do Canadá. A base é sempre batata frita, queijo em grãos e molho quente.
É um vinho de sobremesa feito com uvas que congelam naturalmente na videira e são colhidas e prensadas congeladas, o que concentra o açúcar. Em Ontário, a produção segue regras próprias e se concentra na Península do Niágara. Em Quebec, a mesma ideia é aplicada às maçãs, na cidre de glace.
O Caesar, criado em Calgary em 1969: vodca, suco de tomate e de mariscos, molho inglês e pimenta, num copo com a borda de sal de aipo. É considerado o coquetel nacional.