
Gravlax
Filé de salmão curado cru numa mistura de sal, açúcar e endro, fatiado bem fino e servido com hovmästarsås, um molho doce de mostarda e endro. O nome significa salmão enterrado e lembra o antigo método de conservar o peixe sob a terra.
Sabores · Västernorrland
Arenque do Báltico levemente salgado e fermentado, enlatado no verão, de cheiro forte e sabor salgado e ácido. É comido no pão fino tunnbröd, com batata, cebola-roxa e creme azedo, numa refeição de confraternização no fim do verão. A tradição liga o prato à costa de Norrland e à ilha de Ulvön, na Höga Kusten.
Prato típico de Västernorrland
Também chamado: Surströmmingen, arenque fermentado do Báltico, fermented Baltic herring
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Surströmming — Västernorrland, Suécia
O surströmming, arenque azedo, é o arenque do Báltico conservado por fermentação. Conservar o peixe deixando-o fermentar é uma das técnicas mais antigas da Suécia, e o surströmming é conhecido pelo menos desde o século 16, quando já era vendido como alimento de reserva. Por muito tempo foi comida comum dos camponeses e dos pescadores do norte; no século 19 passou a ser apreciado por outros grupos e, com o tempo, virou prato de festa.
A tradição local conta que a produção começou na ilha de Ulvön, ao largo de Örnsköldsvik, na Höga Kusten, num verão de pesca farta em que faltou sal e o peixe acabou fermentando. No século 18, o arenque fermentado ganhou importância como provisão de longa duração para o exército. No século 19, o enlatamento ajudou a distribuir o surströmming por toda a Suécia. A ilha mantém uma salgadeira em funcionamento, e na costa da Höga Kusten, em Skeppsmalen, fica um museu dedicado ao prato.
O arenque é pescado na primavera, antes da desova, deixado alguns dias em salmoura forte e depois em barris com salmoura mais fraca, onde fermenta por semanas. No verão, é enlatado, e a fermentação continua na lata, que às vezes estufa. Desde 1940, a temporada começa na terceira quinta-feira de agosto; a data foi fixada porque peixe ainda não fermentado estava sendo vendido, e valeu por lei até o fim do século 20. Continua sendo a data tradicional de abertura.
O cheiro é intenso, e por isso a lata costuma ser aberta ao ar livre ou dentro de um balde com água. O jeito mais comum de comer é a surströmmingsklämma: o peixe limpo sobre o tunnbröd, o pão fino do norte, com batata, cebola-roxa picada, creme azedo e às vezes tomate e endro, tudo enrolado. A refeição, chamada surströmmingsskiva, reúne amigos e famílias em volta de mesas no quintal, no fim do verão.
Västernorrland
A tradição associa o surströmming à ilha de Ulvön, na Höga Kusten; na mesma costa, em Skeppsmalen, há um museu dedicado ao prato.
Arenque do Báltico e sal, fermentados em salmoura e enlatados; para servir, pão fino tunnbröd (macio ou crocante), batata cozida, cebola-roxa, creme azedo (gräddfil), tomate e endro.
O peixe é limpo e posto sobre o tunnbröd, com batata, cebola-roxa e creme azedo; o pão é enrolado como um sanduíche. A lata costuma ser aberta ao ar livre ou dentro de um balde com água.
Refeição de confraternização do fim do verão, a surströmmingsskiva, com a abertura tradicional da temporada na terceira quinta-feira de agosto.
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Pela tradição, na terceira quinta-feira de agosto. A data foi fixada em 1940 para evitar a venda de peixe ainda não fermentado.
Sobre o pão fino tunnbröd, com batata, cebola-roxa e creme azedo, enrolado como um sanduíche, a surströmmingsklämma.
Porque a fermentação continua dentro da lata e o cheiro é muito forte. Muitos abrem a lata dentro de um balde com água.
A tradição conta que a produção começou na ilha, na Höga Kusten, e uma salgadeira de Ulvön esteve entre as primeiras a enlatar o peixe, por volta de 1890.
Sabores da Suécia

Filé de salmão curado cru numa mistura de sal, açúcar e endro, fatiado bem fino e servido com hovmästarsås, um molho doce de mostarda e endro. O nome significa salmão enterrado e lembra o antigo método de conservar o peixe sob a terra.

Pão doce de massa fermentada com cardamomo, enrolado com manteiga, açúcar e canela e coberto de açúcar em grânulos. É o doce mais ligado à fika, a pausa para o café, e tem dia próprio no calendário sueco, o Kanelbullens dag, em 4 de outubro.

Almôndegas pequenas de carne moída, fritas na manteiga e servidas com molho de creme, batata, geleia de mirtilo-vermelho e pepino em conserva. São o prato de casa mais conhecido da Suécia, com a primeira receita impressa num livro de cozinha de 1755.

Bolo em forma de cúpula, com camadas de pão de ló, geleia de framboesa, creme de baunilha e muito chantilly, coberto por uma folha de marzipã verde e decorado com uma rosa cor-de-rosa. O nome lembra as três princesas filhas do príncipe Carlos, alunas de Jenny Åkerström, autora da receita.

Pão de trigo com cardamomo, aberto no topo, recheado com pasta de amêndoa e chantilly e coberto com a tampa polvilhada de açúcar. É o doce da fettisdagen, a terça-feira gorda, e descende do hetvägg, o pão comido mergulhado em leite quente.

Bolo alto, oco e rendado, feito de ovos, açúcar e fécula de batata, que é derramado aos poucos sobre um espeto girando diante do calor, camada por camada. Decorado com glacê branco ou rosa, é um doce de festa da Escânia, e o nome Skånsk spettkaka é protegido pela União Europeia.

Cubos de filé-mignon, batata e cebola dourados separadamente e servidos lado a lado, com uma gema crua no centro e mostarda ou creme de mostarda. Leva o nome do Hotel Rydberg, que funcionou na praça Gustav Adolfs torg, em Estocolmo, de onde o prato teria saído.

Torta assada de arroz-doce com açafrão, ovos, creme e amêndoas, de cor amarela, servida morna ou fria com geleia de salmbär e chantilly. Apesar do nome de panqueca, vai ao forno numa forma. É o doce mais associado à ilha de Gotland.

Bala de açúcar em bastão, branca, com listras vermelhas em espiral e sabor de hortelã-pimenta, puxada e torcida à mão. Nasceu em Gränna, à beira do lago Vättern, onde a viúva Amalia Eriksson obteve licença para fazê-la em 1859, e a cidade segue como o centro da sua produção.

Sobremesa assada de leite coalhado com coalho, enriquecida com ovos, creme, açúcar e amêndoas, de textura úmida e granulada. Servida morna com geleia e chantilly, é a especialidade de festa mais associada à região de Småland, com registros suecos desde o século 16.

Bolinhos grandes de massa de batata com recheio de toucinho ou carne de porco e cebola, cozidos em água e servidos com manteiga derretida e geleia de mirtilo-vermelho. A versão de Öland, cinzenta, de batata crua, e a de Småland, mais clara, de batata cozida, são as mais conhecidas.

Bolinho cozido de batata crua ralada e farinha de trigo ou de cevada, recheado de carne de porco, servido com manteiga e geleia de mirtilo-vermelho. É comida de todo dia no norte da Suécia, e o nome vem da cidade de Piteå, considerada o centro sueco do palt.