
Gravlax
Filé de salmão curado cru numa mistura de sal, açúcar e endro, fatiado bem fino e servido com hovmästarsås, um molho doce de mostarda e endro. O nome significa salmão enterrado e lembra o antigo método de conservar o peixe sob a terra.
Sabores · Gränna
Bala de açúcar em bastão, branca, com listras vermelhas em espiral e sabor de hortelã-pimenta, puxada e torcida à mão. Nasceu em Gränna, à beira do lago Vättern, onde a viúva Amalia Eriksson obteve licença para fazê-la em 1859, e a cidade segue como o centro da sua produção.
Doce típico de Gränna, Jönköping
Também chamado: Polkagrisar (plural), Äkta Gränna Polkagrisar, Gränna polkagris
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Polkagris — Gränna, Suécia
A polkagris é a bala em bastão mais conhecida da Suécia: branca, com uma espiral vermelha ao longo do comprimento e sabor de hortelã-pimenta. Sua terra é Gränna, à beira do lago Vättern, no condado de Jönköping, onde a bala é feita à mão desde meados do século 19, de um jeito muito parecido com o original. Confeiteiros de outras partes do país aprenderam o ofício ali.
A criação é atribuída a Amalia Eriksson (1824–1923). Viúva pouco depois do nascimento da filha, ela pediu ao magistrado de Gränna permissão para abrir uma confeitaria e vender doces, entre eles a polkagris, e a licença foi concedida em 10 de janeiro de 1859. É também o primeiro registro escrito do nome. O negócio prosperou, outras confeitarias surgiram na cidade, e Amalia Eriksson tem uma estátua em Gränna.
O nome junta a polca, dança em moda no século 19, e gris, porco, palavra que na época também se usava para doces. Os fabricantes de Gränna formaram uma associação em 1946, definiram critérios para a bala, como ser feita à mão, e registraram em 1948 a marca Äkta Gränna Polkagrisar, usada desde o começo do século 20. Desde 2022, esse nome tem indicação geográfica protegida na União Europeia e só pode ser usado pela polkagris feita em Gränna.
A massa é feita de açúcar, xarope de glicose, água e um pouco de vinagre, fervida em panela aberta, em pequenas quantidades. Ainda quente, ela é esticada e trabalhada à mão, recebe o óleo de hortelã-pimenta e é unida a uma faixa tingida de vermelho; depois é enrolada e torcida em bastões, que endurecem ao esfriar. Em Gränna, várias lojas fazem a bala diante dos visitantes e vendem bastões, pirulitos e balas pequenas, em muitas cores e sabores além do clássico.
Gränna , Jönköping
Criada em Gränna por Amalia Eriksson, que obteve a licença para fazê-la em 1859; o nome Äkta Gränna Polkagrisar só vale para a bala feita na cidade.
Açúcar, xarope de glicose, água, vinagre e óleo natural de hortelã-pimenta; corante vermelho para as listras.
Como bala, em pedaços quebrados do bastão ou em pirulitos; é também uma lembrança tradicional de viagem.
Doce de todo o ano, presente em feiras e mercados de Natal; em Gränna, comprado nas próprias fábricas.
Tire suas dúvidas
Amalia Eriksson, em Gränna. Ela obteve do magistrado da cidade a licença para fazer e vender a bala em 1859.
O nome junta a polca, dança em moda no século 19, e gris, palavra usada na época para doces.
Não. Desde 2022 o nome tem indicação geográfica protegida na União Europeia e só vale para a bala feita em Gränna.
Sabores da Suécia

Filé de salmão curado cru numa mistura de sal, açúcar e endro, fatiado bem fino e servido com hovmästarsås, um molho doce de mostarda e endro. O nome significa salmão enterrado e lembra o antigo método de conservar o peixe sob a terra.

Pão doce de massa fermentada com cardamomo, enrolado com manteiga, açúcar e canela e coberto de açúcar em grânulos. É o doce mais ligado à fika, a pausa para o café, e tem dia próprio no calendário sueco, o Kanelbullens dag, em 4 de outubro.

Almôndegas pequenas de carne moída, fritas na manteiga e servidas com molho de creme, batata, geleia de mirtilo-vermelho e pepino em conserva. São o prato de casa mais conhecido da Suécia, com a primeira receita impressa num livro de cozinha de 1755.

Bolo em forma de cúpula, com camadas de pão de ló, geleia de framboesa, creme de baunilha e muito chantilly, coberto por uma folha de marzipã verde e decorado com uma rosa cor-de-rosa. O nome lembra as três princesas filhas do príncipe Carlos, alunas de Jenny Åkerström, autora da receita.

Pão de trigo com cardamomo, aberto no topo, recheado com pasta de amêndoa e chantilly e coberto com a tampa polvilhada de açúcar. É o doce da fettisdagen, a terça-feira gorda, e descende do hetvägg, o pão comido mergulhado em leite quente.

Bolo alto, oco e rendado, feito de ovos, açúcar e fécula de batata, que é derramado aos poucos sobre um espeto girando diante do calor, camada por camada. Decorado com glacê branco ou rosa, é um doce de festa da Escânia, e o nome Skånsk spettkaka é protegido pela União Europeia.

Cubos de filé-mignon, batata e cebola dourados separadamente e servidos lado a lado, com uma gema crua no centro e mostarda ou creme de mostarda. Leva o nome do Hotel Rydberg, que funcionou na praça Gustav Adolfs torg, em Estocolmo, de onde o prato teria saído.

Torta assada de arroz-doce com açafrão, ovos, creme e amêndoas, de cor amarela, servida morna ou fria com geleia de salmbär e chantilly. Apesar do nome de panqueca, vai ao forno numa forma. É o doce mais associado à ilha de Gotland.

Sobremesa assada de leite coalhado com coalho, enriquecida com ovos, creme, açúcar e amêndoas, de textura úmida e granulada. Servida morna com geleia e chantilly, é a especialidade de festa mais associada à região de Småland, com registros suecos desde o século 16.

Bolinhos grandes de massa de batata com recheio de toucinho ou carne de porco e cebola, cozidos em água e servidos com manteiga derretida e geleia de mirtilo-vermelho. A versão de Öland, cinzenta, de batata crua, e a de Småland, mais clara, de batata cozida, são as mais conhecidas.

Bolinho cozido de batata crua ralada e farinha de trigo ou de cevada, recheado de carne de porco, servido com manteiga e geleia de mirtilo-vermelho. É comida de todo dia no norte da Suécia, e o nome vem da cidade de Piteå, considerada o centro sueco do palt.

Arenque do Báltico levemente salgado e fermentado, enlatado no verão, de cheiro forte e sabor salgado e ácido. É comido no pão fino tunnbröd, com batata, cebola-roxa e creme azedo, numa refeição de confraternização no fim do verão. A tradição liga o prato à costa de Norrland e à ilha de Ulvön, na Höga Kusten.