
Gravlax
Filé de salmão curado cru numa mistura de sal, açúcar e endro, fatiado bem fino e servido com hovmästarsås, um molho doce de mostarda e endro. O nome significa salmão enterrado e lembra o antigo método de conservar o peixe sob a terra.
Sabores · Piteå
Bolinho cozido de batata crua ralada e farinha de trigo ou de cevada, recheado de carne de porco, servido com manteiga e geleia de mirtilo-vermelho. É comida de todo dia no norte da Suécia, e o nome vem da cidade de Piteå, considerada o centro sueco do palt.
Prato típico de Piteå, Norrbotten
Também chamado: Palt, pitepalt med fläsk
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Pitepalt — Piteå, Suécia
O palt é o bolinho de batata do norte da Suécia, e o pitepalt é a sua versão mais conhecida, batizada com o nome da cidade de Piteå, no litoral de Norrbotten, considerada o centro sueco do palt. A massa é feita de batata crua ralada e farinha, de trigo, de cevada ou das duas, e envolve um recheio de carne de porco. Os bolinhos são cozidos em água com sal até firmarem.
A origem do palt é difícil de rastrear. Alguns pesquisadores sugerem que bolinhos desse tipo seriam até anteriores ao pão. No norte, a cevada foi por muito tempo a farinha principal, porque crescia rápido, resistia ao clima e rendia bem; a farinha de trigo era rara até a produção em grande escala no sul e a melhora dos transportes. A batata entrou na receita no século 18 e se tornou ingrediente básico, sem substituir de vez a farinha.
Bolinhos parecidos existem em volta do Báltico, nas Ilhas Britânicas e em outros lugares. No sul da Suécia, o parente mais próximo é a kroppkaka, cuja massa varia entre batata crua e cozida conforme a região.
O pitepalt mais comum leva recheio de porco assado; quando o bolinho não é recheado, o porco vem ao lado. Ele é servido quente, com manteiga derretida e com geleia de mirtilo-vermelho, e muita gente acompanha com um copo de leite gelado. Em Piteå e em partes do norte, o palt é comida de escola, de restaurante e de hospital.
Em 1995 foi criada em Piteå a Paltakademin, que divulga o prato e publicou uma receita padrão. A cidade também organiza todos os anos um concurso de comer palt.
Piteå , Norrbotten
O palt leva o nome da cidade, considerada o centro sueco do prato e sede da Paltakademin, fundada em 1995.
Batata crua ralada, farinha de trigo e/ou de cevada, sal; recheio de carne de porco (em geral porco assado ou toucinho salgado em cubos).
Quente, aberto ao meio, regado com manteiga derretida e acompanhado de geleia de mirtilo-vermelho, muitas vezes com um copo de leite gelado.
Almoço e jantar de todo dia no norte da Suécia, inclusive em escolas e restaurantes.
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Da cidade de Piteå, no norte da Suécia, considerada o centro sueco do palt.
O pitepalt usa batata crua ralada e farinha e é típico do norte. As kroppkakor são ligadas ao sul: em Öland predomina a batata crua; em Småland, a cozida.
Com manteiga derretida e uma colherada de geleia de mirtilo-vermelho, muitas vezes com um copo de leite gelado.
Sabores da Suécia

Filé de salmão curado cru numa mistura de sal, açúcar e endro, fatiado bem fino e servido com hovmästarsås, um molho doce de mostarda e endro. O nome significa salmão enterrado e lembra o antigo método de conservar o peixe sob a terra.

Pão doce de massa fermentada com cardamomo, enrolado com manteiga, açúcar e canela e coberto de açúcar em grânulos. É o doce mais ligado à fika, a pausa para o café, e tem dia próprio no calendário sueco, o Kanelbullens dag, em 4 de outubro.

Almôndegas pequenas de carne moída, fritas na manteiga e servidas com molho de creme, batata, geleia de mirtilo-vermelho e pepino em conserva. São o prato de casa mais conhecido da Suécia, com a primeira receita impressa num livro de cozinha de 1755.

Bolo em forma de cúpula, com camadas de pão de ló, geleia de framboesa, creme de baunilha e muito chantilly, coberto por uma folha de marzipã verde e decorado com uma rosa cor-de-rosa. O nome lembra as três princesas filhas do príncipe Carlos, alunas de Jenny Åkerström, autora da receita.

Pão de trigo com cardamomo, aberto no topo, recheado com pasta de amêndoa e chantilly e coberto com a tampa polvilhada de açúcar. É o doce da fettisdagen, a terça-feira gorda, e descende do hetvägg, o pão comido mergulhado em leite quente.

Bolo alto, oco e rendado, feito de ovos, açúcar e fécula de batata, que é derramado aos poucos sobre um espeto girando diante do calor, camada por camada. Decorado com glacê branco ou rosa, é um doce de festa da Escânia, e o nome Skånsk spettkaka é protegido pela União Europeia.

Cubos de filé-mignon, batata e cebola dourados separadamente e servidos lado a lado, com uma gema crua no centro e mostarda ou creme de mostarda. Leva o nome do Hotel Rydberg, que funcionou na praça Gustav Adolfs torg, em Estocolmo, de onde o prato teria saído.

Torta assada de arroz-doce com açafrão, ovos, creme e amêndoas, de cor amarela, servida morna ou fria com geleia de salmbär e chantilly. Apesar do nome de panqueca, vai ao forno numa forma. É o doce mais associado à ilha de Gotland.

Bala de açúcar em bastão, branca, com listras vermelhas em espiral e sabor de hortelã-pimenta, puxada e torcida à mão. Nasceu em Gränna, à beira do lago Vättern, onde a viúva Amalia Eriksson obteve licença para fazê-la em 1859, e a cidade segue como o centro da sua produção.

Sobremesa assada de leite coalhado com coalho, enriquecida com ovos, creme, açúcar e amêndoas, de textura úmida e granulada. Servida morna com geleia e chantilly, é a especialidade de festa mais associada à região de Småland, com registros suecos desde o século 16.

Bolinhos grandes de massa de batata com recheio de toucinho ou carne de porco e cebola, cozidos em água e servidos com manteiga derretida e geleia de mirtilo-vermelho. A versão de Öland, cinzenta, de batata crua, e a de Småland, mais clara, de batata cozida, são as mais conhecidas.

Arenque do Báltico levemente salgado e fermentado, enlatado no verão, de cheiro forte e sabor salgado e ácido. É comido no pão fino tunnbröd, com batata, cebola-roxa e creme azedo, numa refeição de confraternização no fim do verão. A tradição liga o prato à costa de Norrland e à ilha de Ulvön, na Höga Kusten.