
Gravlax
Filé de salmão curado cru numa mistura de sal, açúcar e endro, fatiado bem fino e servido com hovmästarsås, um molho doce de mostarda e endro. O nome significa salmão enterrado e lembra o antigo método de conservar o peixe sob a terra.
Sabores · Suécia
Almôndegas pequenas de carne moída, fritas na manteiga e servidas com molho de creme, batata, geleia de mirtilo-vermelho e pepino em conserva. São o prato de casa mais conhecido da Suécia, com a primeira receita impressa num livro de cozinha de 1755.
Prato típico da Suécia
Também chamado: Köttbulle (singular), svenska köttbullar, almôndegas suecas
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Köttbullar — Suécia
As köttbullar são o prato sueco mais conhecido fora do país. São almôndegas pequenas, feitas de carne moída de boi ou de boi e porco, com cebola, farinha de rosca ou pão amolecido no leite, ovo e temperos como pimenta-da-jamaica, enroladas à mão e fritas na manteiga até dourar.
A palavra köttbulle aparece pela primeira vez impressa no livro de cozinha de Cajsa Warg, Hjelpreda i hushållningen för unga fruentimber, publicado em Estocolmo em 1755. Cajsa Warg trabalhava como governanta em casas de famílias da capital, e o livro foi um dos mais usados na Suécia por gerações. Pratos de carne picada em bolinhos, cozidos ou fritos, já existiam antes, e a difusão da máquina de moer carne no século 19 tornou as almôndegas mais fáceis de preparar em casa.
Uma teoria popular diz que o rei Carlos XII trouxe a receita do Império Otomano, onde viveu exilado no começo do século 18, e a ideia ganhou força em 2018, quando uma conta oficial sueca a repetiu. Historiadores, porém, apontam que não há fonte que ligue o rei às almôndegas; a ligação com a corte de Carlos XII é mais clara no caso dos kåldolmar, os charutos de repolho.
O jeito clássico de servir reúne almôndegas, molho de creme feito com o fundo da frigideira, purê ou batatas cozidas, geleia de mirtilo-vermelho e pepino em conserva doce. As köttbullar aparecem no almoço e no jantar de todo dia, nos cardápios de restaurantes e nas mesas de festa, como o julbord de Natal e o smörgåsbord.
Suécia
Prato de casa do país inteiro, sem vínculo regional; a primeira receita impressa é do livro de Cajsa Warg, publicado em Estocolmo em 1755.
Carne moída de boi ou de boi e porco, cebola, farinha de rosca ou pão amolecido no leite, ovo, sal, pimenta-do-reino e pimenta-da-jamaica, manteiga para fritar; para o molho, fundo da frigideira, caldo e creme de leite.
Quentes, com molho de creme, purê ou batata cozida, geleia de mirtilo-vermelho e pepino em conserva doce. Nas mesas de festa, aparecem sozinhas, servidas com palito.
Almoço e jantar de todo dia; presença tradicional no julbord de Natal e no smörgåsbord.
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É uma teoria popular, ligada ao exílio do rei Carlos XII no Império Otomano, mas historiadores dizem que não há fonte que comprove a ligação. A primeira receita sueca impressa é de 1755.
Com molho de creme, batata ou purê, geleia de mirtilo-vermelho e pepino em conserva doce.
A cozinheira Cajsa Warg, no livro Hjelpreda i hushållningen för unga fruentimber, de 1755.
Sabores da Suécia

Filé de salmão curado cru numa mistura de sal, açúcar e endro, fatiado bem fino e servido com hovmästarsås, um molho doce de mostarda e endro. O nome significa salmão enterrado e lembra o antigo método de conservar o peixe sob a terra.

Pão doce de massa fermentada com cardamomo, enrolado com manteiga, açúcar e canela e coberto de açúcar em grânulos. É o doce mais ligado à fika, a pausa para o café, e tem dia próprio no calendário sueco, o Kanelbullens dag, em 4 de outubro.

Bolo em forma de cúpula, com camadas de pão de ló, geleia de framboesa, creme de baunilha e muito chantilly, coberto por uma folha de marzipã verde e decorado com uma rosa cor-de-rosa. O nome lembra as três princesas filhas do príncipe Carlos, alunas de Jenny Åkerström, autora da receita.

Pão de trigo com cardamomo, aberto no topo, recheado com pasta de amêndoa e chantilly e coberto com a tampa polvilhada de açúcar. É o doce da fettisdagen, a terça-feira gorda, e descende do hetvägg, o pão comido mergulhado em leite quente.

Bolo alto, oco e rendado, feito de ovos, açúcar e fécula de batata, que é derramado aos poucos sobre um espeto girando diante do calor, camada por camada. Decorado com glacê branco ou rosa, é um doce de festa da Escânia, e o nome Skånsk spettkaka é protegido pela União Europeia.

Cubos de filé-mignon, batata e cebola dourados separadamente e servidos lado a lado, com uma gema crua no centro e mostarda ou creme de mostarda. Leva o nome do Hotel Rydberg, que funcionou na praça Gustav Adolfs torg, em Estocolmo, de onde o prato teria saído.

Torta assada de arroz-doce com açafrão, ovos, creme e amêndoas, de cor amarela, servida morna ou fria com geleia de salmbär e chantilly. Apesar do nome de panqueca, vai ao forno numa forma. É o doce mais associado à ilha de Gotland.

Bala de açúcar em bastão, branca, com listras vermelhas em espiral e sabor de hortelã-pimenta, puxada e torcida à mão. Nasceu em Gränna, à beira do lago Vättern, onde a viúva Amalia Eriksson obteve licença para fazê-la em 1859, e a cidade segue como o centro da sua produção.

Sobremesa assada de leite coalhado com coalho, enriquecida com ovos, creme, açúcar e amêndoas, de textura úmida e granulada. Servida morna com geleia e chantilly, é a especialidade de festa mais associada à região de Småland, com registros suecos desde o século 16.

Bolinhos grandes de massa de batata com recheio de toucinho ou carne de porco e cebola, cozidos em água e servidos com manteiga derretida e geleia de mirtilo-vermelho. A versão de Öland, cinzenta, de batata crua, e a de Småland, mais clara, de batata cozida, são as mais conhecidas.

Bolinho cozido de batata crua ralada e farinha de trigo ou de cevada, recheado de carne de porco, servido com manteiga e geleia de mirtilo-vermelho. É comida de todo dia no norte da Suécia, e o nome vem da cidade de Piteå, considerada o centro sueco do palt.

Arenque do Báltico levemente salgado e fermentado, enlatado no verão, de cheiro forte e sabor salgado e ácido. É comido no pão fino tunnbröd, com batata, cebola-roxa e creme azedo, numa refeição de confraternização no fim do verão. A tradição liga o prato à costa de Norrland e à ilha de Ulvön, na Höga Kusten.