O sotol é o destilado do deserto chihuahuense. Vem da planta chamada sotol ou sereque, do gênero Dasylirion, que cresce nas encostas secas do norte do México. Ao contrário do tequila e do mezcal, não é feito de agave. A cabeça da planta, também chamada de piña, é assada em fornos de terra ou de pedra, moída, fermentada e destilada, e a bebida tem um sabor de terra e de fumaça.
A denominação de origem Sotol cobre os estados de Chihuahua, Coahuila e Durango. O pedido partiu do governo de Chihuahua, em 2001, e a declaração de proteção foi publicada em 2002, depois da inclusão dos outros dois estados. Chihuahua responde pela maior parte da produção..
O documento da denominação de origem atribui à tradição sotoleira de Chihuahua mais de mil anos, com o aproveitamento da planta por povos do deserto e da serra. A destilação chegou com os espanhóis. Durante décadas, a produção foi perseguida e feita às escondidas por famílias de vinateros, como são chamados os produtores, e só se firmou com a proteção oficial.
O sotol é classificado como blanco, reposado ou añejo, conforme o tempo em barril de carvalho. Costuma ser bebido puro, em pequenas doses, e aparece também em coquetéis. O consumo pede moderação.