
Pan de cazón
Camadas de tortilhas de milho com feijão preto e cação desfiado, cozido com epazote, cobertas com molho de tomate e chile habanero. Apesar do nome, não leva pão de trigo. É considerado um símbolo da cozinha de Campeche.
Sabores · Mérida
Massa fina e crocante, assada numa chapa redonda e enrolada como um canudo, recheada com queijo de bola, um queijo do tipo Edam. Doce de rua de Mérida, criado por uma família de sorveteiros da cidade e vendido à noite em carrinhos nas praças.
Doce típico de Mérida, Yucatán
Também chamado: marquesitas
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Marquesita — Mérida, México
A marquesita é uma massa fina, parecida com a de um crepe, mas assada até ficar crocante numa chapa redonda de ferro, com tampa. Ainda quente, recebe o recheio e é enrolada como um canudo. O recheio tradicional é o queijo de bola, um queijo holandês do tipo Edam, ralado; a combinação de massa doce e queijo salgado é a marca do doce.
A marquesita nasceu em Mérida, entre os anos 1930 e 1940, numa família de sorveteiros. Segundo o Diario de Yucatán, quem a criou foi Vicente Mena Heredia, conhecido como Polito, filho de Leopoldo Mena Bonilla, que tinha um negócio de sorvetes desde 1910. Cansado de fazer casquinhas, ele passou a enrolar a massa e a testar recheios até chegar ao queijo de bola. Outras fontes atribuem a criação ao pai; a semelhança dos apelidos ajuda a confundir.
O nome também tem sua história: conta-se que a filha de um marquês gostava tanto do doce que o vendedor o batizou em sua homenagem. Não há versão oficial, e o próprio Diario de Yucatán trata o relato como lenda oral.
Hoje os carrinhos de marquesitas se espalham pelas praças do centro de Mérida, sobretudo ao anoitecer. Aos recheios tradicionais somaram-se cajeta, leite condensado, geleias e cremes de chocolate, mas o queijo de bola continua sendo o pedido clássico.
Mérida , Yucatán
Doce de rua criado em Mérida por uma família de sorveteiros, vendido em carrinhos nas praças do centro.
Massa de farinha de trigo, ovo, açúcar e leite; queijo de bola (tipo Edam) ralado. Recheios extras comuns: cajeta (doce de leite de cabra), leite condensado, geleia, cremes de chocolate e frutas.
Na mão, quente e crocante, logo depois de enrolada, comprada nos carrinhos de rua. O pedido clássico é só queijo de bola; muita gente combina queijo com um recheio doce.
O ano todo, sobretudo à noite, quando os carrinhos se instalam nas praças do centro de Mérida.
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Um queijo holandês do tipo Edam, em formato de bola, consumido há muito tempo na península do Yucatán. Ralado, é o recheio tradicional da marquesita.
Uma família de sorveteiros de Mérida, nos anos 1930 e 1940. O Diario de Yucatán atribui a criação a Vicente Mena Heredia, o Polito; outras fontes citam o pai dele, Leopoldo Mena.
Conta-se que a filha de um marquês adorava o doce e o vendedor o batizou em sua homenagem. Não há versão oficial; é tratada como lenda.
Sabores do México

Camadas de tortilhas de milho com feijão preto e cação desfiado, cozido com epazote, cobertas com molho de tomate e chile habanero. Apesar do nome, não leva pão de trigo. É considerado um símbolo da cozinha de Campeche.

Carne bovina seca e salgada, o tasajo, cozida num molho espesso de sementes de abóbora moídas, com tomate e arroz. É o prato de festa de Chiapa de Corzo, servido sobretudo durante a Fiesta Grande de janeiro, a dos Parachicos.

Tacos de carne de porco temperada com adobo de chiles, assada num espeto vertical, o trompo, e servida em tortilha de milho com abacaxi, cebola e coentro. Descendem dos tacos árabes levados a Puebla por imigrantes do Oriente Médio e ganharam a forma atual nas taquerias da Cidade do México.

Taco de peixe branco passado numa massa leve e frito até ficar dourado, servido em tortilha de milho com repolho, molho de tomate e cebola, maionese ou creme e limão. Nasceu por volta de 1960 nas bancas do Mercado Negro, o mercado de peixes do porto de Ensenada.

Sanduíche de pão birote, de casca dura, recheado com carnitas e mergulhado em molho de tomate, com molho picante de chile de árbol à parte. Símbolo da cozinha de Guadalajara, que lhe dedicou um dia municipal, o 10 de setembro.

Tortilhas de milho passadas num molho de chile guajillo e fritas, recheadas com queijo e cebola, servidas com batata e cenoura cozidas, alface e chiles em conserva. Prato típico da cidade de Guanajuato, que a tradição liga às mulheres dos mineiros das minas de prata.

Caldo de milho cacahuazintle e carne de porco engrossado com um molho verde de sementes de abóbora, tomate verde e ervas, servido com muitos acompanhamentos. Prato de Guerrero, onde as quintas-feiras são dia de pozole.

Peixe inteiro aberto em borboleta, temperado com um molho de chiles e assado sobre a brasa preso numa grelha dupla, a zaranda, que lhe dá o nome. Uma publicação oficial situa sua origem na ilha de Mexcaltitán, no litoral norte de Nayarit.

Cabrito de leite aberto, salgado e assado lentamente numa estaca de ferro ao lado das brasas, à moda dos pastores. É o prato mais conhecido de Nuevo León, presente nas rotas de gastronomia tradicional do estado, de Monterrey aos municípios do norte.

O mais escuro dos moles de Oaxaca: um molho espesso de chiles tostados até quase queimar, entre eles o chilhuacle negro, com chocolate, sementes e especiarias. Prato de festa do estado, preparado sobretudo nos Valles Centrales.

Chile poblano recheado com picadinho de carne e frutas, coberto com um molho branco de nozes e salpicado de romã e salsinha, nas cores da bandeira mexicana. Prato de temporada, do fim do verão, associado à cidade de Puebla.

Molho espesso e escuro de vários chiles secos, especiarias, sementes e chocolate, servido tradicionalmente com peru. A tradição liga sua criação à cozinha do antigo convento de Santa Rosa, em Puebla, cidade que lhe dá o nome.

Carne de porco cozida lentamente na própria banha, em grandes tachos, até ficar macia por dentro e dourada por fora, servida em tacos. Quiroga, perto do lago de Pátzcuaro, é chamada de capital das carnitas: famílias da cidade as preparam há mais de um século.

Camarão cru aberto em borboleta e curtido em limão com chile chiltepín, servido com pepino e cebola roxa. Nasceu na serra de Sinaloa como um caldo de carne com água e chile e chegou ao litoral, onde o camarão tomou o lugar da carne. É apresentado como o prato mais representativo do estado.

Peixe de água doce de focinho comprido, assado inteiro na brasa e comido com tortilha, limão, sal e chile amashito. Vive nos rios e lagoas de Tabasco e é um dos pratos mais representativos do estado, com raiz na cozinha pré-hispânica do sudeste.

Destilado de agave azul que leva o nome da cidade de Tequila, em Jalisco, cercada de campos de agave. Tem denominação de origem desde 1974, e a paisagem agaveira e as antigas instalações industriais da região são Patrimônio Mundial da UNESCO.

Salada de folhas de alface-romana com um molho de ovo, limão, alho, azeite e queijo parmesão, servida com croutons. Foi criada em Tijuana pelo cozinheiro italiano Caesar Cardini, em 4 de julho de 1924, segundo o historiador tijuanense José Fernando Escobedo de la Torre.

Pargo-vermelho cozido num molho de tomate com azeitonas, alcaparras, alho, cebola, ervas e chiles güeros ou jalapeños em conserva. Prato do litoral de Veracruz, no Golfo do México, considerado uma das receitas de peixe mais conhecidas do país.

Carne de porco marinada em achiote e laranja-azeda, envolta em folha de bananeira e cozida lentamente num forno cavado na terra, o pib. Prato de domingo das famílias do Yucatán, que junta o porco trazido pelos espanhóis a uma técnica maia.