
Pan de cazón
Camadas de tortilhas de milho com feijão preto e cação desfiado, cozido com epazote, cobertas com molho de tomate e chile habanero. Apesar do nome, não leva pão de trigo. É considerado um símbolo da cozinha de Campeche.
Sabores · Puebla
Molho espesso e escuro de vários chiles secos, especiarias, sementes e chocolate, servido tradicionalmente com peru. A tradição liga sua criação à cozinha do antigo convento de Santa Rosa, em Puebla, cidade que lhe dá o nome.
Prato típico de Puebla, Puebla
Também chamado: mole poblano de guajolote
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Mole poblano — Puebla, México
O mole poblano é um molho espesso, de cor marrom-escura, que junta chiles secos, como o mulato, o ancho e o pasilla, a especiarias, sementes, frutas secas, tortilha ou pão tostados e chocolate. Os ingredientes são tostados, moídos e cozidos devagar até formar uma pasta brilhante, que cobre pedaços de peru ou de frango. O resultado é picante, adocicado e amargo ao mesmo tempo.
A palavra mole vem do náhuatl mulli, que quer dizer molho. Molhos de chile moído já existiam antes da chegada dos espanhóis; na época colonial, a eles se somaram ingredientes de outros continentes, como a canela, o cravo, a amêndoa e o gergelim.
Em Puebla, a história mais contada diz que o mole poblano nasceu na cozinha do convento de Santa Rosa, no século 17 ou 18, preparado pelas freiras para uma visita importante; algumas versões citam o nome de uma religiosa, Sor Andrea de la Asunción. É uma lenda, sem documento que a comprove. A cozinha do antigo convento, toda revestida de azulejos de Talavera, faz hoje parte do Museu de Arte Popular da cidade e pode ser visitada.
O mole poblano é prato de festa: aparece em casamentos, batizados, aniversários e celebrações religiosas, muitas vezes acompanhado de arroz e tortilhas. Em Puebla se vende também a pasta de mole pronta, que em casa é diluída em caldo.
Puebla , Puebla
A tradição associa a criação do mole poblano à cozinha do antigo convento de Santa Rosa, na cidade de Puebla; é uma lenda, sem documento que a comprove.
Chiles secos (mulato, ancho, pasilla, chipotle, conforme a receita); tomate; cebola e alho; amêndoa, amendoim e gergelim; uvas-passas; canela, cravo, pimenta e anis; tortilha ou pão tostados; chocolate; caldo; peru ou frango.
Com pedaços de peru ou frango cobertos pelo molho, salpicados de gergelim tostado, ao lado de arroz e tortilhas de milho. O molho também recheia enchiladas e tamales.
Festas de família, casamentos, batizados e celebrações religiosas. Em Puebla se come o ano todo.
Tire suas dúvidas
Molhos de chile moído já existiam antes dos espanhóis. A tradição de Puebla atribui o mole poblano às freiras do convento de Santa Rosa, na época colonial; é uma lenda, sem documento que a comprove.
Sim, em pequena quantidade, junto com chiles secos, especiarias, sementes e frutas secas. O chocolate dá cor e um toque amargo-adocicado; o molho não é doce.
No centro histórico de Puebla, no antigo convento de Santa Rosa, hoje Museu de Arte Popular. A cozinha é revestida de azulejos de Talavera.
Sabores do México

Camadas de tortilhas de milho com feijão preto e cação desfiado, cozido com epazote, cobertas com molho de tomate e chile habanero. Apesar do nome, não leva pão de trigo. É considerado um símbolo da cozinha de Campeche.

Carne bovina seca e salgada, o tasajo, cozida num molho espesso de sementes de abóbora moídas, com tomate e arroz. É o prato de festa de Chiapa de Corzo, servido sobretudo durante a Fiesta Grande de janeiro, a dos Parachicos.

Tacos de carne de porco temperada com adobo de chiles, assada num espeto vertical, o trompo, e servida em tortilha de milho com abacaxi, cebola e coentro. Descendem dos tacos árabes levados a Puebla por imigrantes do Oriente Médio e ganharam a forma atual nas taquerias da Cidade do México.

Taco de peixe branco passado numa massa leve e frito até ficar dourado, servido em tortilha de milho com repolho, molho de tomate e cebola, maionese ou creme e limão. Nasceu por volta de 1960 nas bancas do Mercado Negro, o mercado de peixes do porto de Ensenada.

Sanduíche de pão birote, de casca dura, recheado com carnitas e mergulhado em molho de tomate, com molho picante de chile de árbol à parte. Símbolo da cozinha de Guadalajara, que lhe dedicou um dia municipal, o 10 de setembro.

Tortilhas de milho passadas num molho de chile guajillo e fritas, recheadas com queijo e cebola, servidas com batata e cenoura cozidas, alface e chiles em conserva. Prato típico da cidade de Guanajuato, que a tradição liga às mulheres dos mineiros das minas de prata.

Caldo de milho cacahuazintle e carne de porco engrossado com um molho verde de sementes de abóbora, tomate verde e ervas, servido com muitos acompanhamentos. Prato de Guerrero, onde as quintas-feiras são dia de pozole.

Massa fina e crocante, assada numa chapa redonda e enrolada como um canudo, recheada com queijo de bola, um queijo do tipo Edam. Doce de rua de Mérida, criado por uma família de sorveteiros da cidade e vendido à noite em carrinhos nas praças.

Peixe inteiro aberto em borboleta, temperado com um molho de chiles e assado sobre a brasa preso numa grelha dupla, a zaranda, que lhe dá o nome. Uma publicação oficial situa sua origem na ilha de Mexcaltitán, no litoral norte de Nayarit.

Cabrito de leite aberto, salgado e assado lentamente numa estaca de ferro ao lado das brasas, à moda dos pastores. É o prato mais conhecido de Nuevo León, presente nas rotas de gastronomia tradicional do estado, de Monterrey aos municípios do norte.

O mais escuro dos moles de Oaxaca: um molho espesso de chiles tostados até quase queimar, entre eles o chilhuacle negro, com chocolate, sementes e especiarias. Prato de festa do estado, preparado sobretudo nos Valles Centrales.

Chile poblano recheado com picadinho de carne e frutas, coberto com um molho branco de nozes e salpicado de romã e salsinha, nas cores da bandeira mexicana. Prato de temporada, do fim do verão, associado à cidade de Puebla.

Carne de porco cozida lentamente na própria banha, em grandes tachos, até ficar macia por dentro e dourada por fora, servida em tacos. Quiroga, perto do lago de Pátzcuaro, é chamada de capital das carnitas: famílias da cidade as preparam há mais de um século.

Camarão cru aberto em borboleta e curtido em limão com chile chiltepín, servido com pepino e cebola roxa. Nasceu na serra de Sinaloa como um caldo de carne com água e chile e chegou ao litoral, onde o camarão tomou o lugar da carne. É apresentado como o prato mais representativo do estado.

Peixe de água doce de focinho comprido, assado inteiro na brasa e comido com tortilha, limão, sal e chile amashito. Vive nos rios e lagoas de Tabasco e é um dos pratos mais representativos do estado, com raiz na cozinha pré-hispânica do sudeste.

Destilado de agave azul que leva o nome da cidade de Tequila, em Jalisco, cercada de campos de agave. Tem denominação de origem desde 1974, e a paisagem agaveira e as antigas instalações industriais da região são Patrimônio Mundial da UNESCO.

Salada de folhas de alface-romana com um molho de ovo, limão, alho, azeite e queijo parmesão, servida com croutons. Foi criada em Tijuana pelo cozinheiro italiano Caesar Cardini, em 4 de julho de 1924, segundo o historiador tijuanense José Fernando Escobedo de la Torre.

Pargo-vermelho cozido num molho de tomate com azeitonas, alcaparras, alho, cebola, ervas e chiles güeros ou jalapeños em conserva. Prato do litoral de Veracruz, no Golfo do México, considerado uma das receitas de peixe mais conhecidas do país.

Carne de porco marinada em achiote e laranja-azeda, envolta em folha de bananeira e cozida lentamente num forno cavado na terra, o pib. Prato de domingo das famílias do Yucatán, que junta o porco trazido pelos espanhóis a uma técnica maia.