
Fatta
Camadas de pão torrado umedecido no caldo, arroz e molho de alho, vinagre e tomate, cobertas de carne cozida. É o prato do Eid al-Adha no Egito e também aparece na Páscoa copta e em outras festas de família.
Sabores · Egito
Arroz, macarrão curto, lentilhas e grão-de-bico, cobertos de molho de tomate e cebola frita crocante, com vinagre com alho e molho picante à parte. É o prato do dia a dia mais popular do Egito, vendido em casas especializadas e carrinhos de rua, e foi inscrito pela UNESCO no patrimônio imaterial em 2025.
Prato típico do Egito
Também chamado: Kushari, Koshari, Kosheri, كشري
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Koshary — Egito
O koshary junta numa só tigela ingredientes simples: arroz, macarrão curto, lentilhas, grão-de-bico e cebola frita até ficar escura e crocante. Por cima vai um molho de tomate temperado, e na mesa ficam o vinagre com alho e o molho picante, que cada um acrescenta a gosto. O resultado é um prato farto, sem carne, que se come no almoço, no jantar ou como refeição rápida.
Em dezembro de 2025, a UNESCO inscreveu "Koshary, prato do dia a dia e práticas associadas a ele" na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Foi o primeiro prato egípcio a entrar na lista. A decisão destaca que o koshary é comido por pessoas de todas as idades e origens, no campo, nas cidades e no litoral, e que muita gente participa da sua cultura: cozinheiros de casa, donos e funcionários de restaurantes, vendedores ambulantes, agricultores e os artesãos que constroem e decoram os carrinhos de koshary.
O prato é feito em casa e vendido em restaurantes dedicados a ele e em carrinhos de rua, muitas vezes perto de escolas e de lugares movimentados. Segundo a UNESCO, o modo de fazer passa de uma geração a outra dentro das famílias, sobretudo de mãe para filha, e também por programas de culinária, redes sociais e cursos profissionais. Perto dos lugares onde se prepara koshary, doceiros costumam oferecer arroz-doce para depois.
A receita básica é a mesma em todo o país, mas há variações regionais: no litoral há versões com lentilha amarela, e em algumas casas o prato leva ovo cozido. Sobre a origem, uma explicação muito repetida liga o koshary ao khichdi, prato indiano de arroz e lentilha, que teria chegado ao Egito no século XIX; é uma hipótese, sem comprovação. A popularidade cresceu no século XX, com a multiplicação de restaurantes e de carrinhos coloridos pelas cidades.
Egito
Prato do dia a dia em todo o Egito, inscrito pela UNESCO no patrimônio imaterial em 2025.
Arroz, macarrão curto, lentilhas, grão-de-bico, cebola frita e molho de tomate temperado. À parte, vinagre com alho e molho picante.
Em tigela ou prato fundo, misturando as camadas na hora de comer. Cada um acrescenta vinagre com alho e molho picante a gosto. Come-se em casa, em restaurantes especializados e em carrinhos de rua.
O ano inteiro, no almoço, no jantar ou como refeição rápida.
Tire suas dúvidas
Não. A base é arroz, macarrão, lentilhas, grão-de-bico, cebola frita e molho de tomate, o que faz dele uma das refeições sem carne mais comuns do Egito. Se a restrição for estrita, pergunte como a cebola e os molhos foram preparados.
Em 2025, a UNESCO inscreveu o koshary e as práticas ligadas a ele na lista do patrimônio cultural imaterial da humanidade. A decisão reconhece um prato comido por pessoas de todas as origens, em todo o país, e a rede de cozinheiros, vendedores, agricultores e artesãos de carrinhos que mantém essa tradição.
Mistura-se tudo no prato e acrescenta-se, a gosto, o vinagre com alho e o molho picante que vêm à parte. Pode ser comido no almoço, no jantar ou como refeição rápida.
Sabores do Egito

Camadas de pão torrado umedecido no caldo, arroz e molho de alho, vinagre e tomate, cobertas de carne cozida. É o prato do Eid al-Adha no Egito e também aparece na Páscoa copta e em outras festas de família.

Massa folhada de muitas camadas finas, feita com samna, a manteiga clarificada, e assada até ficar dourada e quebradiça. Come-se pura, com mel, melaço ou nata, ou com recheios salgados; tradicionalmente, assa em fornos de barro.

Favas secas cozidas devagar até ficarem macias, amassadas em parte e temperadas com óleo, cominho, limão e alho. É o café da manhã mais comum do Egito, servido com pão baladi em casas, pequenos restaurantes e carrinhos de rua.

Pombo jovem recheado com arroz ou fireek, o trigo verde, com cebola e miúdos, cozido em caldo e depois assado ou grelhado até a pele dourar. Clássico das mesas egípcias, costuma ser servido em par.

Biscoito amanteigado redondo, coberto de açúcar de confeiteiro, puro ou recheado de ajameya (mel e nozes), tâmaras ou pistache. É o doce do Eid al-Fitr, ao fim do Ramadã, preparado em casa ou comprado em padarias e confeitarias.

Sopa espessa e verde de folhas de juta picadas bem finas, cozidas em caldo e temperadas com alho tostado e coentro. Servida com arroz ou pão, muitas vezes com frango ou coelho, é para muitos egípcios o prato de casa por excelência.

Bolinho frito de favas secas moídas com ervas, crocante por fora e macio por dentro. É a versão egípcia do falafel e, com o ful medames, forma o café da manhã mais comum do Egito, muitas vezes no sanduíche de pão baladi.

Fígado bovino cortado em tiras finas e frito rapidamente com alho e pimentão, temperado com cominho e limão. Leva o nome de Alexandria e é servido em sanduíche, no pão fino da cidade, com tahine.

Bebida vermelho-escura de cálices secos de hibisco em infusão, de sabor ácido, adoçada e servida gelada ou quente. Na região de Assuã, entre os núbios, é a bebida de boas-vindas oferecida a quem chega.