
Caipirinha
Drinque de cachaça, limão, açúcar e gelo, preparado no próprio copo. O regulamento federal de bebidas a define como a bebida típica do Brasil, e ela é servida em bares, restaurantes e casas de todas as regiões do país.
Sabores · Brasil
Docinho de leite condensado, chocolate em pó e manteiga, cozido até dar ponto, enrolado em bolinhas e coberto com chocolate granulado. É tradicional nas festas de aniversário em todo o Brasil, e o nome é ligado à campanha presidencial de um brigadeiro da Aeronáutica, em 1945.
Doce típico do Brasil
Também chamado: negrinho
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Brigadeiro — Brasil
O brigadeiro leva poucos ingredientes: leite condensado, chocolate ou cacau em pó e manteiga. Tudo cozinha em fogo brando, mexido sem parar, até engrossar e desgrudar do fundo da panela: é o chamado ponto. Depois de fria, a massa é enrolada em bolinhas com as mãos untadas, passada no chocolate granulado e colocada em forminhas de papel. O resultado é macio por dentro, com a casquinha crocante do granulado.
Em todo o Brasil, o brigadeiro é o doce das festas de aniversário. Divide a mesa com o beijinho, de coco, e com o bolo,. Também aparece em casamentos, em batizados e em lanches do dia a dia. Quando fica mais mole, sem enrolar, vira brigadeiro de colher, comido direto do pote; também serve de recheio e cobertura de bolos. O mesmo doce recebe o nome de negrinho entre os gaúchos.
A origem é contada de várias formas. O historiador Pedro von Mengden Meirelles, num artigo publicado na Revista Aedos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, chama essa história de nebulosa. A versão mais difundida liga o nome ao brigadeiro Eduardo Gomes, oficial da Aeronáutica e candidato à Presidência da República em 1945: eleitoras e simpatizantes teriam feito e vendido o doce para arrecadar fundos para a campanha, e ele passou a ser chamado pelo posto do candidato. O lugar também é disputado. Algumas fontes atribuem a receita a mulheres da sociedade carioca, outras a apoiadoras paulistanas, e nenhuma tem documento que encerre a questão.
O doce depende do leite condensado, que se espalhou pelas cozinhas do país ao longo do século 20 e permitiu fazer doces cremosos com rapidez e pouco custo. Por isso o brigadeiro se popularizou em casas de todas as regiões. Mais tarde surgiram versões com chocolate belga, pistache, café, frutas ou leite em pó, vendidas em lojas especializadas, mas a receita de festa continua a mesma.
Brasil
O brigadeiro é o doce das festas de aniversário em todas as regiões do Brasil. As fontes divergem entre o Rio de Janeiro e São Paulo para o lugar de origem, e nenhuma é definitiva; por isso fica no nível país.
Leite condensado, chocolate ou cacau em pó, manteiga e chocolate granulado para cobrir.
Em bolinhas, servidas em forminhas de papel, numa mordida ou duas. Mole, como brigadeiro de colher, direto do pote; ou como recheio e cobertura de bolos.
Festas de aniversário, sobretudo infantis, casamentos, batizados e outras comemorações; também como doce caseiro do dia a dia.
Tire suas dúvidas
A versão mais conhecida liga o nome ao brigadeiro Eduardo Gomes, oficial da Aeronáutica e candidato à Presidência em 1945: simpatizantes da campanha teriam feito e vendido o doce para arrecadar fundos. Os historiadores consideram essa história mal documentada.
Não há consenso. Algumas fontes atribuem a receita a mulheres da sociedade carioca, outras a apoiadoras paulistanas da campanha de 1945, e nenhuma tem documento definitivo.
É a mesma massa cozida por menos tempo, mais mole, que não é enrolada. Come-se com colher, direto do pote ou da panela.
O beijinho é feito com leite condensado, manteiga e coco ralado, sem chocolate, e costuma ser passado no açúcar. Os dois aparecem juntos nas mesas de festa.
Sabores do Brasil

Drinque de cachaça, limão, açúcar e gelo, preparado no próprio copo. O regulamento federal de bebidas a define como a bebida típica do Brasil, e ela é servida em bares, restaurantes e casas de todas as regiões do país.

Caldo quente de tucupi com goma de mandioca, jambu e camarão seco, servido numa cuia. Em Belém, é vendido pelas tacacazeiras em bancas de rua, no fim da tarde, e o ofício delas é reconhecido como patrimônio cultural.

Feijão misturado com farinha de mandioca, torresmo, linguiça, ovo e couve. Herança dos tropeiros que cruzavam Minas Gerais, é o prato que mais representa a gastronomia de Belo Horizonte, segundo pesquisa do observatório de turismo da cidade.

Caldo forte e muito apimentado de peixe ou carne de caça com tucupi, de origem indígena, feito tradicionalmente em panela de barro. É considerado sagrado pelos povos Macuxi, Wapichana e Taurepang e é patrimônio cultural de Boa Vista.

Caldo com macarrão de trigo, carne em tiras, omelete e cebolinha, adaptado da receita de Okinawa pelos imigrantes que chegaram a Campo Grande no começo do século 20. É prato típico da cidade e tema de um festival anual na Feira Central.

Frango jovem marinado com vinho e sálvia e assado na brasa, servido em sequência com sopa de agnolini, polenta e radicci. Tradição das galeterias de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, ligada à imigração italiana.

Torta alta de massa fina e recheio farto de frango, linguiça, carne de porco, azeitona, palmito, queijo e ovo, às vezes com guariroba ou pequi. Segundo a tradição, nasceu na Cidade de Goiás, a antiga Vila Boa.

Peixe cozido com tomate, cebola, coentro e urucum na panela de barro, sem dendê nem leite de coco. Uma lei estadual a instituiu como comida típica do Espírito Santo, e a panela usada no preparo é feita pelas paneleiras de Goiabeiras, ofício registrado pelo IPHAN.

Refogado de várias carnes com pinhão cozido e legumes, feito em panela de ferro ou disco de arado. Prato da Serra Catarinense e da Festa Nacional do Pinhão, em Lages, foi declarado patrimônio cultural de Santa Catarina.

Sururu, pequeno molusco da Lagoa Mundaú, cozido ainda na casca com leite de coco, tomate, pimentão e coentro. É o jeito mais típico de servir o sururu em Maceió; o próprio sururu foi declarado patrimônio imaterial de Alagoas.

Sanduíche de pão francês com lascas de tucumã, queijo coalho e banana pacovã frita. Café da manhã típico de Manaus, foi elevado por lei municipal a patrimônio cultural imaterial da cidade.

Erva-mate em infusão com água gelada, tomada na guampa com bomba de metal e passada de mão em mão numa roda. Herança guarani partilhada com o Paraguai, é bebida do dia a dia em Mato Grosso do Sul e patrimônio cultural do estado.

Pãozinho assado de polvilho, queijo curado, ovos, leite e gordura, crocante por fora e elástico por dentro. Quitanda ligada à tradição das fazendas mineiras, é símbolo da cozinha de Minas Gerais e oferecido às visitas com café.

Peixinhos fritos, as gingas, servidos sobre tapioca com coco. Prato símbolo da praia da Redinha, em Natal, criado por pescadores há mais de meio século e reconhecido como patrimônio imaterial do município e do estado.

Pato assado e depois cozido no tucupi com folhas de jambu, servido com arroz e farinha de mandioca. Estrela do almoço do Círio de Nazaré, em outubro, é patrimônio cultural imaterial do Pará.

Carne bovina cozida por muitas horas em panela de barro vedada com massa de farinha, servida com farinha de mandioca e banana. Prato típico do litoral do Paraná, tem indicação geográfica ligada a Morretes, Antonina e Paranaguá.

Aguardente de cana produzida nos alambiques de Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, onde a bebida é feita desde o período colonial. Foi a primeira cachaça com indicação geográfica no país e depois o primeiro destilado brasileiro com Denominação de Origem.

Bolo de massa amanteigada finíssima, enrolada em muitas camadas com goiabada. Adaptação pernambucana de um bolo português, é reconhecido por lei estadual como patrimônio cultural e imaterial de Pernambuco.

Bebida sem álcool feita do suco de caju clarificado e cozido até ganhar cor de âmbar, engarrafada e servida gelada. A produção tradicional e as práticas ligadas à cajuína no Piauí são Patrimônio Cultural do Brasil, registradas pelo IPHAN.

Feijão-preto cozido com carnes bovinas e suínas salgadas ou defumadas, servido com arroz, couve, farofa e laranja. No Rio de Janeiro, é a comida de sábado dos botequins e das quadras das escolas de samba, e a feijoada carioca é patrimônio imaterial do estado.

Carne temperada só com sal grosso e assada em espeto ou grelha sobre brasas, com controle manual do fogo. Uma lei estadual de 2003 instituiu o churrasco à gaúcha como prato típico do Rio Grande do Sul e criou o Dia do Churrasco, em 24 de abril.

Bolinho de feijão-fradinho moído, frito no azeite de dendê e recheado com vatapá, caruru, camarão seco e pimenta. Vendido nos tabuleiros das baianas, é patrimônio cultural de Salvador, e o ofício das baianas de acarajé é registrado pelo IPHAN.

Arroz misturado ao cuxá, um refogado de folhas de vinagreira com gergelim torrado, camarão seco e farinha. Prato símbolo do Maranhão, já era vendido nas ruas de São Luís no século 19.

Feijão engrossado com farinha, servido com arroz, bisteca de porco, torresmo, couve, ovo frito, linguiça e banana à milanesa. Prato de segunda-feira nos restaurantes de São Paulo, é registrado como patrimônio imaterial do estado pelo Condephaat.