
Tacacá
Caldo quente de tucupi com goma de mandioca, jambu e camarão seco, servido numa cuia. Em Belém, é vendido pelas tacacazeiras em bancas de rua, no fim da tarde, e o ofício delas é reconhecido como patrimônio cultural.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Mato Grosso do Sul
Erva-mate em infusão com água gelada, tomada na guampa com bomba de metal e passada de mão em mão numa roda. Herança guarani partilhada com o Paraguai, é bebida do dia a dia em Mato Grosso do Sul e patrimônio cultural do estado.
Bebida típica do Mato Grosso do Sul
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Tereré — Mato Grosso do Sul, Brasil
O tereré é a versão gelada do mate. A erva-mate, de moagem mais grossa que a do chimarrão, enche a guampa, um copo que pode ser de chifre de boi, madeira, alumínio ou outro material. Por cima vai água gelada, muitas vezes com limão, hortelã ou ervas, e bebe-se pela bomba, um canudo de metal com filtro na ponta.
A palavra vem do guarani, e o costume é herança dos povos guaranis da bacia do rio Paraguai. É partilhado com o Paraguai, onde as práticas tradicionais do tereré são reconhecidas como patrimônio imaterial. Em Mato Grosso do Sul, sobretudo na fronteira, em cidades como Ponta Porã, o tereré faz parte da vida diária.
O tereré se toma em roda. Quem prepara serve a guampa, a pessoa bebe toda a água e devolve, e a guampa segue para o próximo. A roda tem regras de etiqueta conhecidas: não se mexe na bomba, e quem esvazia a garrafa de água vai buscar mais.
O Decreto Legislativo 769/2023 declara o tereré patrimônio imaterial e cultural de Mato Grosso do Sul, reconhecendo seu papel na convivência e na identidade sul-mato-grossense.
No calor do Centro-Oeste, a garrafa térmica com água e gelo acompanha o tereré em casa, no trabalho e nos passeios.
Mato Grosso do Sul
Bebida do dia a dia de Mato Grosso do Sul, declarada patrimônio cultural e imaterial do estado pela Assembleia Legislativa.
Erva-mate de moagem grossa e água gelada; opcionalmente limão, hortelã ou outras ervas.
Na guampa, com bomba de metal, em roda: cada um bebe a água servida e devolve a guampa para quem serve.
O ano todo, sobretudo nos dias quentes.
Tire suas dúvidas
É erva-mate em infusão com água gelada, tomada na guampa com uma bomba de metal e passada em roda. É típico de Mato Grosso do Sul e do Paraguai.
O tereré se toma com água gelada e erva mais grossa, muitas vezes com limão ou hortelã; o chimarrão, típico do Sul, leva água quente e erva fina, servido na cuia.
Quem prepara serve a guampa; cada pessoa bebe toda a água e devolve, e a guampa segue para o próximo. Não se mexe na bomba.
Sabores do Brasil

Caldo quente de tucupi com goma de mandioca, jambu e camarão seco, servido numa cuia. Em Belém, é vendido pelas tacacazeiras em bancas de rua, no fim da tarde, e o ofício delas é reconhecido como patrimônio cultural.

Feijão misturado com farinha de mandioca, torresmo, linguiça, ovo e couve. Herança dos tropeiros que cruzavam Minas Gerais, é o prato que mais representa a gastronomia de Belo Horizonte, segundo pesquisa do observatório de turismo da cidade.

Caldo forte e muito apimentado de peixe ou carne de caça com tucupi, de origem indígena, feito tradicionalmente em panela de barro. É considerado sagrado pelos povos Macuxi, Wapichana e Taurepang e é patrimônio cultural de Boa Vista.

Caldo com macarrão de trigo, carne em tiras, omelete e cebolinha, adaptado da receita de Okinawa pelos imigrantes que chegaram a Campo Grande no começo do século 20. É prato típico da cidade e tema de um festival anual na Feira Central.

Frango jovem marinado com vinho e sálvia e assado na brasa, servido em sequência com sopa de agnolini, polenta e radicci. Tradição das galeterias de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, ligada à imigração italiana.

Torta alta de massa fina e recheio farto de frango, linguiça, carne de porco, azeitona, palmito, queijo e ovo, às vezes com guariroba ou pequi. Segundo a tradição, nasceu na Cidade de Goiás, a antiga Vila Boa.

Peixe cozido com tomate, cebola, coentro e urucum na panela de barro, sem dendê nem leite de coco. Uma lei estadual a instituiu como comida típica do Espírito Santo, e a panela usada no preparo é feita pelas paneleiras de Goiabeiras, ofício registrado pelo IPHAN.

Refogado de várias carnes com pinhão cozido e legumes, feito em panela de ferro ou disco de arado. Prato da Serra Catarinense e da Festa Nacional do Pinhão, em Lages, foi declarado patrimônio cultural de Santa Catarina.

Sururu, pequeno molusco da Lagoa Mundaú, cozido ainda na casca com leite de coco, tomate, pimentão e coentro. É o jeito mais típico de servir o sururu em Maceió; o próprio sururu foi declarado patrimônio imaterial de Alagoas.

Sanduíche de pão francês com lascas de tucumã, queijo coalho e banana pacovã frita. Café da manhã típico de Manaus, foi elevado por lei municipal a patrimônio cultural imaterial da cidade.

Pãozinho assado de polvilho, queijo curado, ovos, leite e gordura, crocante por fora e elástico por dentro. Quitanda ligada à tradição das fazendas mineiras, é símbolo da cozinha de Minas Gerais e oferecido às visitas com café.

Peixinhos fritos, as gingas, servidos sobre tapioca com coco. Prato símbolo da praia da Redinha, em Natal, criado por pescadores há mais de meio século e reconhecido como patrimônio imaterial do município e do estado.

Pato assado e depois cozido no tucupi com folhas de jambu, servido com arroz e farinha de mandioca. Estrela do almoço do Círio de Nazaré, em outubro, é patrimônio cultural imaterial do Pará.

Carne bovina cozida por muitas horas em panela de barro vedada com massa de farinha, servida com farinha de mandioca e banana. Prato típico do litoral do Paraná, tem indicação geográfica ligada a Morretes, Antonina e Paranaguá.

Aguardente de cana produzida nos alambiques de Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, onde a bebida é feita desde o período colonial. Foi a primeira cachaça com indicação geográfica no país e depois o primeiro destilado brasileiro com Denominação de Origem.

Bolo de massa amanteigada finíssima, enrolada em muitas camadas com goiabada. Adaptação pernambucana de um bolo português, é reconhecido por lei estadual como patrimônio cultural e imaterial de Pernambuco.

Bebida sem álcool feita do suco de caju clarificado e cozido até ganhar cor de âmbar, engarrafada e servida gelada. A produção tradicional e as práticas ligadas à cajuína no Piauí são Patrimônio Cultural do Brasil, registradas pelo IPHAN.

Feijão-preto cozido com carnes bovinas e suínas salgadas ou defumadas, servido com arroz, couve, farofa e laranja. No Rio de Janeiro, é a comida de sábado dos botequins e das quadras das escolas de samba, e a feijoada carioca é patrimônio imaterial do estado.

Carne temperada só com sal grosso e assada em espeto ou grelha sobre brasas, com controle manual do fogo. Uma lei estadual de 2003 instituiu o churrasco à gaúcha como prato típico do Rio Grande do Sul e criou o Dia do Churrasco, em 24 de abril.

Bolinho de feijão-fradinho moído, frito no azeite de dendê e recheado com vatapá, caruru, camarão seco e pimenta. Vendido nos tabuleiros das baianas, é patrimônio cultural de Salvador, e o ofício das baianas de acarajé é registrado pelo IPHAN.

Arroz misturado ao cuxá, um refogado de folhas de vinagreira com gergelim torrado, camarão seco e farinha. Prato símbolo do Maranhão, já era vendido nas ruas de São Luís no século 19.

Feijão engrossado com farinha, servido com arroz, bisteca de porco, torresmo, couve, ovo frito, linguiça e banana à milanesa. Prato de segunda-feira nos restaurantes de São Paulo, é registrado como patrimônio imaterial do estado pelo Condephaat.