O Zeeuwse bolus é um pãozinho doce de massa enriquecida. A massa é torcida em tiras de cerca de 40 centímetros, que são passadas numa mistura de açúcar mascavo claro (basterdsuiker), açúcar refinado e canela e depois enroladas em espiral. No forno, o açúcar derrete e forma uma calda que deixa o bolus pegajoso por dentro e por fora. O padeiro precisa tirá-lo na hora certa: tempo demais endurece o açúcar, tempo de menos deixa a massa crua.
A Stichting Erfgoed Zeeland, a fundação de patrimônio da província, conta a origem do doce na Península Ibérica. No fim do século 16, judeus sefarditas que fugiam da perseguição em Portugal e Espanha se instalaram em Antuérpia, Amsterdã e Middelburg, a capital da Zelândia, e levaram consigo uma massa fina chamada bollo. O nome bolus provavelmente vem do iídiche bole, derivado dessa palavra ibérica. O cemitério judeu de Middelburg, na Jodengang, lembra essa comunidade.
Os judeus sefarditas deixaram a cidade há muito tempo, mas o bolus continuou popular na Zelândia e se espalhou de Middelburg para o resto da província. No dialeto zelandês ele tem vários nomes: jikkemienen nas Bevelanden, drol em Tholen e Schouwen-Duiveland, (stropie)draoiers em Walcheren e koekedraoiomme entre quem fala dialeto em Middelburg, Arnemuiden e Veere.
Os padeiros da Zelândia disputam desde 1998 um campeonato de bolus, e desde 2015 o dia 30 de maio é o Dia do Bolus Zelandês. As opiniões sobre o que faz um bom bolus variam, sobretudo quanto à mistura de açúcar.
Em Amsterdã existiram outras versões, com gengibre ou pasta de amêndoa. A de canela é a que ficou ligada à Zelândia.