
Chicha de Curacaví
Bebida de mosto de uva fermentado, levemente doce, feita em Curacaví, perto de Santiago, com cozimento em tachos de cobre ou aço inoxidável. Tem denominação de origem desde 2017 e uma festa anual.
Sabores · Chile
Empanada grande de massa de trigo assada no forno, recheada com pino: carne picada refogada com muita cebola, com ovo cozido, azeitona preta e, para quem gosta, uvas-passas. É a comida das Fiestas Patrias de setembro e do almoço de domingo em todo o Chile.
Prato típico do Chile
Também chamado: empanada chilena
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Empanada de pino — Chile
O coração da empanada chilena é o pino, o recheio. Carne de boi picada ou moída é refogada com muita cebola em cubinhos, gordura, cominho, colorau e sal, até formar um guisado úmido, que costuma descansar de um dia para o outro. Na hora de montar, cada empanada recebe uma porção de pino, um pedaço de ovo cozido, uma azeitona preta e, conforme o gosto, algumas uvas-passas. A massa, feita de farinha de trigo e gordura, é fechada dobrando as bordas, pincelada e assada no forno até dourar. As empanadas de pino são grandes e se comem quentes, recém-saídas do forno.
O nome do recheio tem explicações diferentes. O Chile Travel, órgão oficial de promoção turística do país, liga a palavra pino ao termo mapuche pirru, usado para a mistura de carne picada com cebola. O folclorista Oreste Plath sugeriu outra origem mapuche, pinu, que designaria pedacinhos miúdos. As passas são a maior discussão: há quem não abra mão delas e quem as tire uma por uma, e muitas casas e padarias vendem as duas versões.
A empanada chegou com os espanhóis, que trouxeram a técnica da massa recheada e assada. No Chile, ela ganhou o pino e um lugar próprio na mesa. Uma lenda atribui a primeira empanada chilena a Inés de Suárez, companheira do conquistador Pedro de Valdivia, mas não há documento. Outros países da América do Sul têm suas empanadas, com outros recheios, massas e tamanhos; a de pino é a que os chilenos reconhecem como sua.
Em setembro, nas Fiestas Patrias, que celebram a primeira junta de governo de 1810, a empanada de pino é a comida obrigatória das fondas, os grandes recintos de festa com comida, cueca e música armados em todo o país. O resto do ano, ela é o almoço de domingo de muitas famílias, comprada na padaria ou feita em casa. No norte, há versões com carne de lhama ou de cordeiro; no litoral, as empanadas de mariscos e de queijo, em geral fritas, dividem o balcão com as de pino.
Chile
A empanada de pino é a comida das Fiestas Patrias e do almoço de domingo em todas as regiões do Chile, com variações no norte, no centro e no sul, sem uma cidade de origem.
Massa de farinha de trigo e gordura; pino de carne de boi picada ou moída, muita cebola, cominho, colorau e sal; ovo cozido, azeitona preta e, opcionalmente, uvas-passas.
Quente, saída do forno, com as mãos ou com garfo e faca, muitas vezes acompanhada de pebre, molho de tomate, cebola, coentro e pimenta, e de vinho tinto.
Fiestas Patrias, em 18 e 19 de setembro, sobretudo nas fondas; o ano todo no almoço de domingo.
Tire suas dúvidas
É o recheio: carne de boi picada ou moída refogada com bastante cebola, cominho e colorau. Na montagem, cada empanada recebe também ovo cozido, azeitona preta e, se a pessoa quiser, uvas-passas.
Depende da casa. As passas fazem parte da receita tradicional para muitos chilenos, mas outros não as querem, e padarias costumam vender as duas versões.
A empanada de pino é a comida símbolo da festa nacional de setembro e não falta nas fondas, os recintos de festa armados em todo o país, ao lado da cueca e do vinho.
Assada no forno. As empanadas fritas, comuns no litoral, costumam ser de queijo ou de mariscos.
Sabores do Chile

Bebida de mosto de uva fermentado, levemente doce, feita em Curacaví, perto de Santiago, com cozimento em tachos de cobre ou aço inoxidável. Tem denominação de origem desde 2017 e uma festa anual.

Torta de massa doce coberta de frutas da estação, como framboesa, morango, murta e groselha, herdada dos colonos alemães do sul do Chile. Em Frutillar, é o doce das casas de chá.

Forno de terra do povo rapanui: carnes, peixe, batata-doce, taro e banana cozidos lentamente sobre pedras vulcânicas quentes, envoltos em folhas de bananeira. É a preparação mais tradicional da cozinha de Rapa Nui.

Doces artesanais feitos por famílias de doceiros de La Ligua e vendidos por doceiras de avental branco e cesto, na cidade e na estrada. Têm indicação geográfica e são patrimônio cultural imaterial do Chile.

Mariscos, carnes, linguiça, batatas e pães de batata cozidos em um buraco na terra, sobre pedras quentes, cobertos de folhas grandes. É o prato mais ligado a Chiloé, no sul do Chile.

Cordeiro inteiro aberto numa cruz de ferro e assado devagar ao lado do fogo, prato das estâncias de ovelhas da Patagônia chilena. É o mais ligado à gastronomia de Magalhães.

Aguardente de uva com denominação de origem chilena, destilada de vinho de variedades definidas por lei nas regiões de Atacama e Coquimbo. O vale do Elqui e o povoado de Pisco Elqui são seu coração.

Sanduíche quente de carne bovina fina na chapa com queijo derretido, em geral no pão marraqueta. Leva o nome do presidente Ramón Barros Luco, que o pedia em Santiago.

Drinque de vinho pipeño com sorvete de abacaxi, às vezes com granadina ou fernet. Seu nome é ligado aos bares de Santiago e ao terremoto de 1985 e virou bebida das Fiestas Patrias.

Travessa de batata frita coberta de tiras de carne bovina, cebola refogada e ovo, servida para dividir. É associada aos bares tradicionais de Valparaíso, onde se popularizou.