
Habichuelas con dulce
Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.
Sabores · Monte Cristi
Carne de cabrito guisada e picante, perfumada com orégano, ají e alho, típica da Línea Noroeste e de Monte Cristi. A crença local diz que as cabras da região comem orégano silvestre, que tempera a carne antes mesmo do preparo.
Prato típico de Monte Cristi
Também chamado: Chivo guisado liniero, chivo guisado picante, chivo de Montecristi
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Chivo liniero — Monte Cristi, República Dominicana
Liniero quer dizer da Línea, a Línea Noroeste, região seca no noroeste da República Dominicana, junto à fronteira com o Haiti. Ali, entre a província de Monte Cristi e as vizinhas, a criação de cabras faz parte da paisagem e da vida das famílias, e o chivo guisado é o prato que identifica a região. É um dos pratos típicos dominicanos mais associados à cidade de Montecristi.
A tradição diz que as cabras da Línea pastam orégano silvestre, abundante na região, e que por isso a carne já vem temperada. O orégano se espalhou nas terras abertas depois de desmatamentos e queimadas, e o isolamento da região, onde por muito tempo se viajava a cavalo, levou os moradores a salgar e secar a carne de cabrito para conservá-la e transportá-la.
No preparo, a carne é lavada, temperada com limão ou laranja-azeda, alho, orégano, recaíto e ají e deixada para pegar o sabor. Depois é dourada e cozida devagar, com cebola, pimentão, tomate e pimenta, até ficar macia num molho espesso e picante. Cada cozinheira tem seu truque, mas o orégano nunca falta.
O chivo liniero é servido com arroz, moro de feijão, tostones, casabe e abacate. Em Montecristi, à beira-mar, também aparece em versões como o chivo ao forno.
Monte Cristi
Prato da Línea Noroeste, que tem em Monte Cristi um de seus centros; a tradição liga o sabor da carne ao orégano silvestre da região.
Carne de cabrito, orégano, alho, recaíto (cebola, pimentão, cilantro), ají picante, tomate, limão ou laranja-azeda, sal e óleo.
Quente, com o molho, junto de arroz ou de moro de feijão, tostones, casabe e abacate.
Almoço do dia a dia e refeições de família e de festa na Línea Noroeste.
Tire suas dúvidas
Quer dizer da Línea Noroeste, a região do noroeste dominicano junto à fronteira com o Haiti, onde fica Monte Cristi.
Pela crença local de que as cabras da região comem orégano silvestre, que perfuma a carne.
Com arroz ou moro de feijão, tostones, casabe e abacate.
Sabores da República Dominicana

Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.

O almoço de todos os dias: arroz branco, feijão guisado e carne guisada, com salada e, muitas vezes, tostones. O nome lembra as cores da bandeira nacional, e o arroz com feijão é uma base da identidade culinária do país.

Bebida de cascas, raízes, ervas e especiarias maceradas numa garrafa com rum, vinho tinto e mel. Passou de remédio caseiro do campo a bebida de identidade dos dominicanos, e o nome vem da damajuana, o garrafão de vidro.

Purê de plátano verde cozido e amassado com manteiga ou óleo, coberto de cebola roxa no vinagre. É o café da manhã dominicano por excelência, muitas vezes servido com os tres golpes: queijo frito, salame e ovo frito.

Caldo espesso de carnes variadas e tubérculos, como plátano, mandioca, inhame e yautía, servido com arroz branco e abacate. Na versão de festa, leva sete carnes. Faz parte da identidade nacional e tem história ligada aos tempos coloniais.

Disco fino e crocante de massa de farinha de trigo frita, salgado, do tamanho de um prato. É o lanche de praia associado a Boca Chica, e o nome vem do inglês johnnycake, trazido por imigrantes das ilhas de língua inglesa do Caribe.

Peixe fresco temperado com limão e cozido num molho de leite de coco com urucum, cilantro, cebola e alho. É prato-símbolo de Samaná, onde o coco marca a cozinha local.

Licor caseiro do fruto do arrayán, cozido com especiarias e misturado ao rum, bebido no Natal. Foi trazido a San Pedro de Macorís pelos cocolos, imigrantes afro-caribenhos que chegaram para trabalhar nos engenhos de açúcar.