
Habichuelas con dulce
Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.
Sabores · República Dominicana
Bebida de cascas, raízes, ervas e especiarias maceradas numa garrafa com rum, vinho tinto e mel. Passou de remédio caseiro do campo a bebida de identidade dos dominicanos, e o nome vem da damajuana, o garrafão de vidro.
Bebida típica da República Dominicana
Também chamado: Mama Juana, damajuana
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Mamajuana — República Dominicana
A mamajuana é preparada numa garrafa cheia de pedaços de madeira, cascas, raízes e ervas, como bejuco indio, palo de Brasil, anis e canela. Sobre essa mistura se despeja rum, muitas vezes junto com vinho tinto e mel, e a garrafa descansa até o líquido pegar cor e sabor. Como as cascas duram, a garrafa pode ser completada várias vezes, e cada família ajusta o gosto, mais doce ou mais picante.
O nome é uma variante dominicana de damajuana, o garrafão de vidro protegido com vime usado para transportar líquidos. Segundo o linguista Roberto Guzmán, a palavra vem do francês dame-jeanne, entrou no espanhol pela Andaluzia e se espalhou pela América com os marinheiros; a forma mama seria afetiva.
A origem da bebida é contada em versões diferentes. Alguns historiadores a ligam às infusões de plantas dos taínos; outros, às práticas de cura trazidas pelos africanos no século 16. O álcool teria sido acrescentado depois. Por muito tempo foi preparo de curandeiros e de famílias do campo, usado como remédio caseiro.
Para o historiador Rafael Ramírez, a mamajuana, antes bebida de camadas populares, ganhou prestígio e se tornou um símbolo de identidade dos dominicanos. Garrafas prontas ou só com as cascas são vendidas em mercados e na Zona Colonial de Santo Domingo, e muitos viajantes a levam como lembrança. É bebida alcoólica forte, servida em pequenas doses.
República Dominicana
Bebida tradicional de todo o país, que passou de remédio caseiro a símbolo de identidade dos dominicanos.
Cascas, raízes e ervas secas (como bejuco indio, palo de Brasil, anis, canela e cravo), rum, vinho tinto e mel.
Em pequenas doses, sem gelo ou com gelo, nas reuniões e depois das refeições; a garrafa com as cascas pode ser completada outras vezes.
Reuniões de amigos e de família e brindes; também lembrança de viagem. Por ser forte, pede consumo moderado e só por adultos.
Tire suas dúvidas
Da damajuana, o garrafão de vidro protegido com vime. Segundo o linguista Roberto Guzmán, a forma mama é uma variante afetiva.
Cascas, raízes e ervas secas maceradas em rum, muitas vezes com vinho tinto e mel.
Em pequenas doses, nas reuniões e depois das refeições. É bebida alcoólica forte.
Sabores da República Dominicana

Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.

O almoço de todos os dias: arroz branco, feijão guisado e carne guisada, com salada e, muitas vezes, tostones. O nome lembra as cores da bandeira nacional, e o arroz com feijão é uma base da identidade culinária do país.

Purê de plátano verde cozido e amassado com manteiga ou óleo, coberto de cebola roxa no vinagre. É o café da manhã dominicano por excelência, muitas vezes servido com os tres golpes: queijo frito, salame e ovo frito.

Caldo espesso de carnes variadas e tubérculos, como plátano, mandioca, inhame e yautía, servido com arroz branco e abacate. Na versão de festa, leva sete carnes. Faz parte da identidade nacional e tem história ligada aos tempos coloniais.

Disco fino e crocante de massa de farinha de trigo frita, salgado, do tamanho de um prato. É o lanche de praia associado a Boca Chica, e o nome vem do inglês johnnycake, trazido por imigrantes das ilhas de língua inglesa do Caribe.

Carne de cabrito guisada e picante, perfumada com orégano, ají e alho, típica da Línea Noroeste e de Monte Cristi. A crença local diz que as cabras da região comem orégano silvestre, que tempera a carne antes mesmo do preparo.

Peixe fresco temperado com limão e cozido num molho de leite de coco com urucum, cilantro, cebola e alho. É prato-símbolo de Samaná, onde o coco marca a cozinha local.

Licor caseiro do fruto do arrayán, cozido com especiarias e misturado ao rum, bebido no Natal. Foi trazido a San Pedro de Macorís pelos cocolos, imigrantes afro-caribenhos que chegaram para trabalhar nos engenhos de açúcar.