
Habichuelas con dulce
Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.
Comida típica · República Dominicana
Arroz com feijão e carne no almoço, plátano amassado no café da manhã, peixe no leite de coco em Samaná e cabrito com orégano no noroeste: a mesa dominicana mistura heranças taína, africana e espanhola.
Na foto: Parque Nacional Los Haitises, Samaná
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
A cozinha
A cozinha da República Dominicana nasceu do encontro de três heranças. Dos taínos, primeiros habitantes da ilha, ficaram a mandioca, o milho e o urucum; da Espanha vieram o arroz, o gado e o refogado de alho, cebola e cilantro; e os africanos escravizados trouxeram o plátano, os tubérculos, o coco e as frituras. Ao longo dos séculos, imigrantes das Canárias, dos Estados Unidos e das ilhas inglesas do Caribe acrescentaram suas próprias receitas.
O dia a dia tem pratos que todo dominicano reconhece. No almoço, La Bandera junta arroz branco, feijão guisado e carne; no café da manhã, o mangú de plátano verde vem com cebola no vinagre e, muitas vezes, com queijo frito, salame e ovo. Nas reuniões de família, a panela de sancocho reúne carnes e tubérculos num caldo espesso.
As regiões têm seus sabores. Na península de Samaná, os descendentes de imigrantes afro-americanos do século 19 consagraram o pescado con coco. Na Línea Noroeste, em Monte Cristi, o chivo liniero é guisado com orégano e pimenta. Em San Pedro de Macorís, os cocolos, vindos das ilhas inglesas do Caribe para trabalhar nos engenhos de açúcar, fizeram do guavaberry a bebida do Natal. Em Boca Chica, o yaniqueque crocante acompanha os dias de praia.
O calendário também tem seus doces e bebidas: as habichuelas con dulce marcam a Quaresma e a Semana Santa, e a mamajuana, de ervas e cascas maceradas em rum, vinho e mel, aparece nas reuniões de amigos e nas lembranças levadas pelos viajantes.
9 sabores

Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.

O almoço de todos os dias: arroz branco, feijão guisado e carne guisada, com salada e, muitas vezes, tostones. O nome lembra as cores da bandeira nacional, e o arroz com feijão é uma base da identidade culinária do país.

Bebida de cascas, raízes, ervas e especiarias maceradas numa garrafa com rum, vinho tinto e mel. Passou de remédio caseiro do campo a bebida de identidade dos dominicanos, e o nome vem da damajuana, o garrafão de vidro.

Purê de plátano verde cozido e amassado com manteiga ou óleo, coberto de cebola roxa no vinagre. É o café da manhã dominicano por excelência, muitas vezes servido com os tres golpes: queijo frito, salame e ovo frito.

Caldo espesso de carnes variadas e tubérculos, como plátano, mandioca, inhame e yautía, servido com arroz branco e abacate. Na versão de festa, leva sete carnes. Faz parte da identidade nacional e tem história ligada aos tempos coloniais.

Disco fino e crocante de massa de farinha de trigo frita, salgado, do tamanho de um prato. É o lanche de praia associado a Boca Chica, e o nome vem do inglês johnnycake, trazido por imigrantes das ilhas de língua inglesa do Caribe.

Carne de cabrito guisada e picante, perfumada com orégano, ají e alho, típica da Línea Noroeste e de Monte Cristi. A crença local diz que as cabras da região comem orégano silvestre, que tempera a carne antes mesmo do preparo.

Peixe fresco temperado com limão e cozido num molho de leite de coco com urucum, cilantro, cebola e alho. É prato-símbolo de Samaná, onde o coco marca a cozinha local.

Licor caseiro do fruto do arrayán, cozido com especiarias e misturado ao rum, bebido no Natal. Foi trazido a San Pedro de Macorís pelos cocolos, imigrantes afro-caribenhos que chegaram para trabalhar nos engenhos de açúcar.
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Tire suas dúvidas
La Bandera, o almoço de arroz branco, feijão guisado e carne, é o prato do dia a dia mais citado. O sancocho e o mangú também são tratados como pratos de identidade nacional.
O mangú, purê de plátano verde com cebola no vinagre, muitas vezes acompanhado de queijo frito, salame e ovo, os chamados tres golpes.
Sim. Samaná tem a cozinha do coco, a Línea Noroeste é a terra do chivo guisado e San Pedro de Macorís guarda a herança dos cocolos, como o guavaberry.
As habichuelas con dulce, um creme doce de feijão vermelho com leite de coco, batata-doce e especiarias.