
Habichuelas con dulce
Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.
Sabores · Samaná
Peixe fresco temperado com limão e cozido num molho de leite de coco com urucum, cilantro, cebola e alho. É prato-símbolo de Samaná, onde o coco marca a cozinha local.
Prato típico de Samaná
Também chamado: Peje con coco, pescado con coco a la samanense
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Pescado con coco — Samaná, República Dominicana
Na península de Samaná, no nordeste da República Dominicana, o coco está em toda parte: nos coqueirais que cobrem as encostas, no arroz, no pão, nos doces e no prato mais conhecido da região, o pescado con coco. É prato-símbolo de Samaná, onde coco e gengibre são ingredientes centrais da cozinha local.
A tradição está ligada à história da península. No começo do século 19, durante o governo haitiano da ilha, chegaram a Samaná ex-escravizados libertos vindos dos Estados Unidos, que mantiveram por gerações a língua inglesa, os sobrenomes e suas receitas. Suas cozinhas se misturaram às da ilha, e o coco, ralado e espremido na hora, se tornou a marca dos pratos samanenses.
O peixe, inteiro ou em postas, é temperado com limão ou laranja-azeda, sal, orégano e alho; em algumas casas, é frito antes de ir ao molho. À parte, o leite de coco é aquecido com cilantro, cebola, alho e urucum, a bija, que dá cor e sabor. Algumas receitas usam também tomate ou extrato de tomate. O molho precisa ser mexido sem parar para o leite não talhar, e o peixe entra quando ele já está quente, para cozinhar por poucos minutos.
O prato é servido com arroz branco ou com moro de guandules, que na península também leva coco, e às vezes com plátano frito. Para os moradores, o segredo está no coco fresco: em Samaná, muita gente não usa leite de coco de lata. O pescado con coco está nas casas e nos restaurantes do malecón de Santa Bárbara de Samaná, de Las Terrenas e de Las Galeras.
Samaná
Prato-símbolo da península de Samaná segundo o turismo oficial dominicano, ligado à cozinha do coco da região.
Peixe fresco (como chillo, mero ou cojinúa), leite de coco fresco, urucum (bija), cilantro, cebola, alho, pimentão, orégano, limão ou laranja-azeda e sal; algumas receitas incluem tomate ou extrato de tomate; às vezes óleo de coco para fritar o peixe.
Quente, com o molho por cima, acompanhado de arroz branco ou moro de guandules com coco e, às vezes, plátano frito.
Almoço do dia a dia nas casas e restaurantes da península de Samaná.
Tire suas dúvidas
Porque o coco é a base da cozinha da península, cultivado ali em grande quantidade e presente nas receitas dos descendentes de imigrantes afro-americanos que se fixaram na região no século 19.
Com arroz branco ou moro de guandules com coco e, às vezes, plátano frito.
É o urucum, que dá cor avermelhada e sabor ao molho de leite de coco.
Sabores da República Dominicana

Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.

O almoço de todos os dias: arroz branco, feijão guisado e carne guisada, com salada e, muitas vezes, tostones. O nome lembra as cores da bandeira nacional, e o arroz com feijão é uma base da identidade culinária do país.

Bebida de cascas, raízes, ervas e especiarias maceradas numa garrafa com rum, vinho tinto e mel. Passou de remédio caseiro do campo a bebida de identidade dos dominicanos, e o nome vem da damajuana, o garrafão de vidro.

Purê de plátano verde cozido e amassado com manteiga ou óleo, coberto de cebola roxa no vinagre. É o café da manhã dominicano por excelência, muitas vezes servido com os tres golpes: queijo frito, salame e ovo frito.

Caldo espesso de carnes variadas e tubérculos, como plátano, mandioca, inhame e yautía, servido com arroz branco e abacate. Na versão de festa, leva sete carnes. Faz parte da identidade nacional e tem história ligada aos tempos coloniais.

Disco fino e crocante de massa de farinha de trigo frita, salgado, do tamanho de um prato. É o lanche de praia associado a Boca Chica, e o nome vem do inglês johnnycake, trazido por imigrantes das ilhas de língua inglesa do Caribe.

Carne de cabrito guisada e picante, perfumada com orégano, ají e alho, típica da Línea Noroeste e de Monte Cristi. A crença local diz que as cabras da região comem orégano silvestre, que tempera a carne antes mesmo do preparo.

Licor caseiro do fruto do arrayán, cozido com especiarias e misturado ao rum, bebido no Natal. Foi trazido a San Pedro de Macorís pelos cocolos, imigrantes afro-caribenhos que chegaram para trabalhar nos engenhos de açúcar.