
Habichuelas con dulce
Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.
Sabores · San Pedro de Macorís
Licor caseiro do fruto do arrayán, cozido com especiarias e misturado ao rum, bebido no Natal. Foi trazido a San Pedro de Macorís pelos cocolos, imigrantes afro-caribenhos que chegaram para trabalhar nos engenhos de açúcar.
Bebida típica de San Pedro de Macorís
Também chamado: Licor de guavaberry, licor de arrayán
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Guavaberry — San Pedro de Macorís, República Dominicana
Guavaberry é o nome em inglês do arrayán (Myrciaria floribunda), uma árvore das florestas secas do Caribe cujo fruto pequeno, redondo, vermelho-escuro ou alaranjado, tem sabor doce e ácido. Nas ilhas de língua inglesa do Caribe, o fruto deu origem a um licor de Natal, e esse costume chegou à República Dominicana com os cocolos.
Cocolos é o nome dado na República Dominicana aos imigrantes afro-caribenhos vindos de ilhas como Antígua, São Cristóvão e Névis, Montserrat, Dominica, Santa Lúcia e Tortola. A partir da década de 1880, eles chegaram à província de San Pedro de Macorís para trabalhar nos engenhos de açúcar, no corte da cana e em funções técnicas, por falarem inglês. Com eles vieram a língua, a religião, a dança dos Guloyas e receitas como o guavaberry.
O fruto amadurece no fim do ano, entre outubro e dezembro, a tempo do Natal. Para o licor, ele é cozido com açúcar mascavo, canela, cravo, pimenta-da-jamaica, gengibre e às vezes passas e baunilha, até formar uma espécie de geleia, que depois é misturada ao rum e deixada descansar antes de ser coada. Cada família tem sua receita, e garrafas de guavaberry são presente tradicional nas festas.
O licor se tornou símbolo do Natal dos cocolos de San Pedro de Macorís, onde também passou a ser produzido em escala industrial. Em 1987, o cantor Juan Luis Guerra deu o nome Guavaberry a um disco que homenageia essa mistura cultural de Macorís. É uma bebida alcoólica, servida em pequenas doses, gelada.
San Pedro de Macorís
Licor de Natal trazido pelos cocolos, imigrantes que vieram trabalhar nos engenhos de açúcar de San Pedro de Macorís.
Fruto do arrayán (guavaberry), rum, açúcar mascavo, canela, cravo, pimenta-da-jamaica, gengibre e, em algumas receitas, passas, ameixas secas e baunilha.
Gelado, em pequenas doses, nas festas de fim de ano; garrafas caseiras são oferecidas como presente.
Natal e festas de fim de ano, sobretudo nas famílias cocolas de San Pedro de Macorís. Bebida alcoólica, para adultos e com moderação.
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Imigrantes afro-caribenhos de ilhas de língua inglesa, como Antígua, São Cristóvão e Névis e Tortola, que chegaram a San Pedro de Macorís a partir da década de 1880 para trabalhar nos engenhos de açúcar.
Do fruto do arrayán, cozido com açúcar e especiarias e misturado ao rum.
Na época natalina, quando o fruto do arrayán amadurece.
Sabores da República Dominicana

Creme doce de feijão vermelho cozido, batido e coado, com leite de coco e leite evaporado, açúcar, batata-doce, passas e especiarias, servido com biscoitinhos por cima. É o doce da Quaresma e da Semana Santa em todo o país.

O almoço de todos os dias: arroz branco, feijão guisado e carne guisada, com salada e, muitas vezes, tostones. O nome lembra as cores da bandeira nacional, e o arroz com feijão é uma base da identidade culinária do país.

Bebida de cascas, raízes, ervas e especiarias maceradas numa garrafa com rum, vinho tinto e mel. Passou de remédio caseiro do campo a bebida de identidade dos dominicanos, e o nome vem da damajuana, o garrafão de vidro.

Purê de plátano verde cozido e amassado com manteiga ou óleo, coberto de cebola roxa no vinagre. É o café da manhã dominicano por excelência, muitas vezes servido com os tres golpes: queijo frito, salame e ovo frito.

Caldo espesso de carnes variadas e tubérculos, como plátano, mandioca, inhame e yautía, servido com arroz branco e abacate. Na versão de festa, leva sete carnes. Faz parte da identidade nacional e tem história ligada aos tempos coloniais.

Disco fino e crocante de massa de farinha de trigo frita, salgado, do tamanho de um prato. É o lanche de praia associado a Boca Chica, e o nome vem do inglês johnnycake, trazido por imigrantes das ilhas de língua inglesa do Caribe.

Carne de cabrito guisada e picante, perfumada com orégano, ají e alho, típica da Línea Noroeste e de Monte Cristi. A crença local diz que as cabras da região comem orégano silvestre, que tempera a carne antes mesmo do preparo.

Peixe fresco temperado com limão e cozido num molho de leite de coco com urucum, cilantro, cebola e alho. É prato-símbolo de Samaná, onde o coco marca a cozinha local.