O rooibos é uma infusão feita com as folhas finas como agulhas e os talos da Aspalathus linearis, um arbusto do fynbos nativo das montanhas do Cederberg, no Cabo Ocidental. O nome quer dizer arbusto vermelho em africâner: depois de cortados, os ramos são amassados, molhados e deixados em montes para oxidar, num processo tradicionalmente chamado de fermentação, e as folhas passam do verde ao vermelho-amarronzado. Em seguida secam ao sol em grandes pátios. A bebida tem cor âmbar, sabor suave e levemente adocicado e não contém cafeína.
Os khoi e os san, povos originários da região, foram os primeiros a usar a planta, e os colonos aprenderam com eles a fazer a bebida. No começo do século 20, o comerciante Benjamin Ginsberg passou a comprar o rooibos colhido no mato pelas comunidades do Cederberg e a vendê-lo em escala. Por volta de 1930, o médico e botânico Pieter le Fras Nortier, de Clanwilliam, fez as primeiras experiências de cultivo, e os agricultores começaram a plantar o arbusto. Em 1948 os produtores formaram a cooperativa do chá de Clanwilliam.
O arbusto precisa das chuvas de inverno, do verão seco e dos solos arenosos da região, entre 200 e 1.000 metros de altitude. Desde 2014, o nome rooibos é uma indicação geográfica na África do Sul, e desde 2021 é também denominação de origem protegida na União Europeia: só pode levar o nome o rooibos plantado na área reconhecida, que vai do Cederberg ao sul do Cabo Setentrional. A colheita ocorre principalmente no verão e no começo do outono, em geral de janeiro a abril, podendo começar em novembro e ir até maio, e Clanwilliam concentra as fazendas e as beneficiadoras.
Na África do Sul, o rooibos é bebida de todo dia, quente, puro ou com leite e açúcar, e também gelado. Há ainda o rooibos verde, não oxidado, de sabor mais herbáceo. Em Clanwilliam e em Wupperthal, no Cederberg, é possível ver as plantações e, em algumas fazendas, o processo de fermentação e secagem.