O koe'sister é um bolinho oval de massa de farinha de trigo, frito, de textura macia e um pouco elástica, parecida com a de um bolo. A massa leva especiarias: canela, cardamomo, gengibre seco, erva-doce e, nas receitas de família, casca de tangerina seca e moída. Depois de frito, o bolinho é mergulhado em calda quente de açúcar e passado no coco ralado.
É um doce da cozinha cape malay, ou muçulmana do Cabo, criada na Cidade do Cabo pelos descendentes de pessoas escravizadas trazidas da Ásia e da África pela Companhia Holandesa das Índias Orientais. Não deve ser confundido com o koeksister de tradição africâner, uma trança de massa crocante mergulhada em calda fria, muito doce.
O koe'sister é o café da manhã de domingo. Em muitas famílias, as mulheres preparam a massa no sábado, fritam cedo no domingo e as crianças entregam as encomendas aos vizinhos, para que a casa coma os bolinhos com chá ou café no começo da manhã. A venda de koe'sisters feitos em casa ajudou muitas famílias a completar a renda. No Bo-Kaap e em outros bairros da cidade, há quem venda os bolinhos na porta de casa e em pequenas lojas.
A origem do nome não é conhecida. O livro Bo-Kaap Kitchen, com receitas das cozinheiras do bairro, registra a explicação de que a palavra lembraria a conversa baixa das moças que se juntavam para cozinhar, mas é tradição oral. Desde 2019, a Cidade do Cabo celebra o Dia Mundial do Koe'sister no primeiro domingo de setembro.