O sodd é um caldo claro com cubos de carne cozida e pequenas almôndegas, servido com batata e cenoura cozidas à parte. Em Trøndelag, no centro da Noruega, é o prato de festa por excelência: aparece em casamentos, crismas e outras grandes reuniões de família.
A palavra é antiga. O regulamento norueguês que protege o "Festsodd fra Trøndelag" cita a saga de Haakon, o Bom, escrita por Snorri Sturluson no século XIII, em que camponeses de Trøndelag obrigam o rei a comer sodd de cavalo numa festa em Lade; o nome viria do nórdico antigo sjoda, ferver. A partir de meados do século XIX, os livros de história local descrevem o sodd como prato principal das festas de casamento e de enterro, servido com o pão chato skjenning.
Até os anos 1970, eram as cozinheiras e cozinheiros de aldeia que preparavam o sodd das festas: chegavam um ou dois dias antes, ajudavam a abater o animal e faziam o prato com receitas próprias. A partir dos anos 1950, esse conhecimento passou a empresas de carne de Inn-Trøndelag, cujas receitas descendem das dos cozinheiros de aldeia.
Segundo o regulamento de 2012, o Festsodd fra Trøndelag leva cubos de carne de carneiro e de boi, com pelo menos metade de carneiro, almôndegas da mesma carne com leite, creme e noz-moscada, e um caldo temperado com noz-moscada e gengibre, deixado clarear por pelo menos uma hora e meia. Não leva carne de porco. Cada parte de Trøndelag tem suas variações, e o debate sobre a receita certa faz parte da tradição.