O Kvæfjordkake tem duas camadas iguais: uma massa de pão de ló coberta de clara batida com açúcar e amêndoas picadas, assada até o merengue ficar crocante. Depois de frio, o bolo é cortado ao meio e recheado com creme de baunilha. Serve-se em pedaços retangulares.
A história local situa seu começo no Café Alliance, em Harstad, dirigido por duas irmãs vindas de Kvæfjord, município vizinho. Em meados dos anos 1930, uma delas comprou de um café dinamarquês a receita de um bolo de rei. Em Harstad e Kvæfjord, a receita foi simplificada, com menos amêndoas e preparo mais fácil, e essa versão sobreviveu ao fechamento do café.
Receitas escritas à mão circularam por Kvæfjord e depois por todo o Norte da Noruega. Fora de Kvæfjord, o bolo passou a ser chamado pelo nome do município. No começo dos anos 1970, uma colunista de culinária publicou a receita numa revista semanal de circulação nacional, e o bolo se espalhou pelo país.
Ganhou apelidos como verdens beste, o melhor do mundo, e drømmen, o sonho. Em 2002, ouvintes do programa de rádio Nitimen o elegeram bolo nacional da Noruega. Está nas confeitarias, nos cafés e até nas balsas do Norte, e é presença comum em aniversários, crismas e no 17 de maio, dia nacional norueguês.