A cozinha
A comida típica da Nova Zelândia
A comida da Nova Zelândia começa com os maoris. Os antepassados polinésios trouxeram de suas ilhas a kūmara, uma batata-doce, o inhame e o taro, e aprenderam a cultivá-los num clima mais frio. Da floresta vinham samambaias, frutos e aves; dos rios, as enguias; do mar, peixes e mariscos como pipi, pāua e kina. Para cozinhar em quantidade, usava-se o hāngī, o forno de terra aquecido com pedras, que continua presente nos encontros e nas festas.
Os colonos europeus chegaram no século 19 com os modos de cozinhar da Europa, primeiro no fogo de lenha, depois em fogões de ferro. O fogão elétrico, que se espalhou a partir dos anos 1920, deu impulso aos bolos e às receitas feitas em casa, muitas reunidas em livros de igrejas, escolas e associações. Mais tarde a mesa do país recebeu influências da Ásia e das ilhas do Pacífico, e o peixe, os frutos do mar e o cordeiro seguem no centro da cozinha.
Algumas especialidades estão ligadas a uma região. Na West Coast, a costa oeste da Ilha Sul, o whitebait, peixinho nativo pescado nos rios na primavera, vira um bolinho de ovo frito, o whitebait fritter. Em Southland, no extremo sul, o cheese roll, pão enrolado com creme de queijo e tostado, é tão comum que ganhou o apelido de southern sushi. Em Rotorua, onde a terra solta vapor, a aldeia de Whakarewarewa prepara o hāngī nas caixas de vapor geotérmico, uma versão própria de uma tradição maori de todo o país.
O vinho também tem endereço. Marlborough, no norte da Ilha Sul, é a maior região vinícola do país e ficou conhecida pelo sauvignon blanc a partir dos anos 1980. Central Otago, entre lagos e montanhas, é a região vinícola mais ao sul da Nova Zelândia, e o pinot noir é a sua uva de destaque. Os dois nomes são indicações geográficas registradas.