O Central Otago Pinot Noir é o vinho tinto da uva pinot noir produzido em Central Otago, no interior da região de Otago, no sul da Ilha Sul. A pinot noir é a variedade de destaque da região. O estilo é descrito como perfumado, de fruta intensa, com estrutura firme e textura sedosa, e muda de uma sub-região para outra.
Central Otago é a região vinícola mais ao sul da Nova Zelândia. O clima é de extremos: invernos gelados, verões de sol forte, outonos longos e secos e noites frias e claras, com grande diferença de temperatura entre o dia e a noite até a colheita. Essa amplitude exige escolher bem cada encosta e ajuda a dar personalidade aos vinhos de cada lugar.
As primeiras vinhas foram plantadas nos anos 1860, perto de Clyde e de Alexandra, na época da corrida do ouro, e o francês Jean Désiré Féraud é considerado o autor do primeiro vinho da região. Nos anos 1880 já saíam dali vinhos premiados, mas o sucesso não se repetiu por quase um século, e os pomares tomaram o lugar das vinhas. A vinicultura moderna recomeçou em 1976, com um vinhedo em Wānaka, e o primeiro pinot noir comercial da nova fase, de Gibbston, saiu em 1987.
A região tem sub-regiões com perfis próprios: Gibbston, a leste de Queenstown, a mais alta; Bannockburn, na margem sul do rio Kawarau, uma das mais quentes e secas, com indicação geográfica própria desde 2022; Cromwell, Lowburn e Pisa, junto ao lago Dunstan; Bendigo, em encostas pedregosas; Wānaka, mais fresca, junto ao lago; e Alexandra, a mais ao sul. Central Otago foi registrada como indicação geográfica para vinho em 2018, em nome da associação dos viticultores da região, com sede em Cromwell.