Na Nova Zelândia, whitebait é o nome dos peixinhos juvenis, de 4 a 5 centímetros, de cinco espécies nativas da família dos galaxiídeos e também do smelt. O mais comum em muitos rios é o īnanga; os outros são o kōaro, o banded kōkopu, o giant kōkopu e o shortjaw kōkopu. No ciclo do īnanga, os adultos desovam na vegetação dos estuários, as larvas passam o inverno no mar e, na primavera, os jovens sobem os rios. É nessa subida que o whitebait é pescado.
O preparo mais comum é o fritter, ou patty: ovos, um pouco de farinha, fermento, sal e bastante whitebait, misturados e fritos às colheradas em manteiga ou óleo. O resultado é um bolinho achatado, macio, em que os peixinhos inteiros aparecem dentro do ovo. Muitas vezes vai entre duas fatias de pão branco com manteiga. Nos cardápios da West Coast também aparece em sanduíche e em omelete.
Pescar e comer whitebait é parte da vida na West Coast, a costa oeste da Ilha Sul. Durante a temporada, muitos pescadores passam semanas na beira dos rios, em trailers ou em casas simples, e pescam de plataformas fixas chamadas stands. A região de South Westland tem as corridas de whitebait mais conhecidas e maiores do país. O órgão de turismo da região descreve o whitebait como parte da tradição local e lembra o seu lugar no costume e na alimentação dos Poutini Ngāi Tahu, o povo maori da costa.
A pesca é administrada pelo Departamento de Conservação, segundo o regulamento de 2021, e só é permitida de 1º de setembro a 30 de outubro; nas Ilhas Chatham a temporada é outra. Fora desse período, pescar whitebait é proibido. As regras deixam parte dos peixes passar para que cresçam e voltem a desovar, porque as corridas diminuíram em boa parte do país com a perda das áreas de desova. Por ser sazonal e procurado, o whitebait fresco é considerado uma iguaria desde os anos 1920.
Na temporada, o whitebait aparece em peixarias, mercados e cardápios da região. Fora dela, pode faltar. Confirme antes de ir.