Buñol

Festa popular · Buñol

La Tomatina

Batalha de tomates que toma as ruas de Buñol, cidade do interior da província de Valência, na última quarta-feira de agosto: durante cerca de uma hora, milhares de participantes de vários países atiram tomates maduros uns nos outros, com acesso controlado por ingresso.

Na foto: Buñol

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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La Tomatina — Buñol
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La Tomatina — Buñol
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La Tomatina — Buñol
La Tomatina

La Tomatina — Buñol

Quando

Na última quarta-feira de agosto, durante a semana das festas patronais de Buñol.

agosto

Onde

Buñol

Comunidade Valenciana

Organização

Site oficial

Datas, programação e ingressos

As datas mudam a cada ano: confirme a data deste ano antes de viajar.

A festa

O que é La Tomatina

A Tomatina é a festa que deixou Buñol conhecida no mundo inteiro. Na última quarta-feira de agosto, dentro da semana das festas patronais da cidade, as ruas do centro viram um campo de batalha em que os participantes atiram tomates maduros uns nos outros durante cerca de uma hora, até o chão, as paredes e as pessoas ficarem vermelhos. Desde 2002 é declarada Festa de Interesse Turístico Internacional.

A origem é de 1945. Na última quarta-feira de agosto daquele ano, durante o desfile de gigantes e cabeçudos das festas de São Luís Beltrão, uma queda provocou uma briga na Plaza del Pueblo, e os rapazes pegaram tomates de uma banca de verduras ali perto para atirar. No ano seguinte, voltaram à praça com tomates trazidos de casa. A brincadeira foi proibida no começo dos anos 1950, com multas e detenções, até que em 1957 os moradores fizeram o Enterro do Tomate, um cortejo fúnebre de brincadeira, com caixão e marcha fúnebre. Pouco depois a festa foi autorizada e entrou no programa oficial. Uma reportagem da televisão espanhola em 1983 levou a Tomatina ao país inteiro e, com o tempo, ao exterior.

O dia começa cedo. Os participantes chegam a Buñol pela manhã para retirar a pulseira de acesso, e o centro já está cheio de música e gente de roupa velha, muitas vezes camiseta branca, que deixa as manchas mais visíveis. No meio da manhã acontece o palo jabón: um poste ensaboado com um presunto no alto, que os mais ágeis tentam escalar enquanto o público incentiva. Perto do fim da manhã, caminhões carregados de tomates entram pelas ruas, e um foguete marca o início da batalha. Os tomates, de uma variedade pouco própria para a mesa, são cultivados para a festa. Durante cerca de uma hora, todos atiram em todos, sem times nem alvos, até que um segundo foguete avisa que acabou.

Depois da batalha, a cidade inteira se lava. A prefeitura monta chuveiros públicos, e moradores abrem mangueiras na porta de casa para quem precisa tirar o tomate antes de voltar. Desde 2013, a prefeitura limita o número de participantes e exige ingresso; parte dos lugares fica para os moradores de Buñol, e há um espaço separado para participantes com deficiência. No sábado anterior, há uma Tomatina Infantil, para crianças de 4 a 14 anos, acompanhadas pelas famílias.

Buñol fica a cerca de 40 km de Valência, numa área de serras cortada pelo rio Buñol, com um centro antigo em volta do castelo de origem islâmica. O Molino de Galán, um antigo moinho junto ao posto de turismo, abriga o museu da Tomatina, com sala imersiva, painéis de fotos e área de realidade virtual. Nos arredores ficam trilhas e o paraje natural da Cueva del Turche. Para quem visita a região em agosto, a festa é uma forma diferente de conhecer o interior valenciano e uma tradição local que se mantém há décadas.

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O que não perder

O ambiente da manhã no centro de Buñol, com música e participantes chegando de vários países antes da batalha. O palo jabón, a disputa pelo presunto no alto do poste ensaboado, no meio da manhã. A entrada dos caminhões carregados nas ruas, pouco antes do primeiro foguete. A hora da batalha, do primeiro ao segundo foguete, quando as ruas ficam cobertas de polpa vermelha. O banho coletivo depois, com as mangueiras dos moradores e os chuveiros da prefeitura. Para famílias com crianças, a Tomatina Infantil, no sábado anterior. Num dia mais calmo, o Castillo de Buñol, com o bairro de casas dentro das muralhas, e o museu da Tomatina no Molino de Galán, que se visita com hora marcada no posto de turismo.

Como aproveitar

A maior parte dos visitantes chega de Valência no dia. O trem de cercanías, a linha C3, liga Valência a Buñol e lota cedo nesse dia; há também ônibus organizados que saem de Valência. Ir de carro não é recomendado: os acessos a Buñol fecham cedo pela manhã e o estacionamento fica longe do centro. Chegue no início da manhã para retirar a pulseira e entrar com calma. As normas da organização pedem: amassar o tomate com a mão antes de atirá-lo, não levar garrafas nem objetos duros, não rasgar nem atirar camisetas, manter distância dos caminhões, parar de atirar ao ouvir o segundo foguete e seguir sempre as instruções da equipe. Mochilas grandes, bolsas e bastões de selfie não são permitidos. Use roupa velha que possa ser descartada, tênis fechado com boa aderência e roupa de banho por baixo; óculos de natação ou de mergulho, sem vidro, protegem os olhos da acidez do tomate. Leve o celular e o documento numa capa à prova d'água presa ao corpo e uma muda de roupa para a volta. Na saída, o trem para Valência também enche; espere com calma ou fique um pouco mais na cidade.

Planeje com antecedência

O acesso à batalha exige ingresso, vendido no site oficial em quantidade limitada; compre com antecedência, porque os lugares podem se esgotar antes da festa. Quem precisa de acessibilidade encontra informações e uma pulseira própria no site oficial. Buñol tem pouca hospedagem, e a maioria dos visitantes fica em Valência; reserve cedo, já que agosto é alta temporada na região. Agosto costuma ser quente e seco no interior valenciano. Confirme no site oficial a data do ano, as normas e a retirada das pulseiras.

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Perguntas sobre La Tomatina

Quando é a Tomatina de Buñol?

Todo ano na última quarta-feira de agosto, em plena semana de festas da cidade. A batalha em si dura cerca de uma hora, no fim da manhã. Confirme a data do ano no site oficial.

Precisa de ingresso para a Tomatina?

Sim. Para controlar a lotação, a prefeitura de Buñol vende entradas em número limitado no site oficial. No dia, cada participante troca a compra por uma pulseira de acesso pela manhã.

O que levar para a Tomatina?

Roupas e tênis que possam ficar estragados, traje de banho, óculos de piscina sem vidro e uma proteção impermeável para o telefone. Garrafas, objetos duros, mochilas grandes e bastões de selfie ficam de fora.

Como chegar a Buñol para a Tomatina?

De Valência, pelo trem de cercanías da linha C3, que lota cedo nesse dia, ou em ônibus organizados. De carro não é recomendado, porque os acessos à cidade fecham cedo pela manhã.

Como começou a Tomatina?

Com uma briga de rapazes na praça principal de Buñol, em 1945, em que tomates de uma banca de verduras viraram munição. A cena se repetiu nos anos seguintes, chegou a ser vetada pelas autoridades e voltou depois do cortejo satírico do Enterro do Tomate, em 1957.

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