
Pie floater
Torta de carne servida num prato fundo de sopa grossa de ervilhas, em geral virada de cabeça para baixo e coberta de molho de tomate. Foi o prato das carrocinhas que vendiam comida à noite no centro de Adelaide desde o século 19.
Sabores · Darwin
Sopa picante de macarrão com coco e especiarias, herança da cozinha peranakan. Darwin a adotou como prato da cidade: é o café da manhã de fim de semana nas feiras e ganhou um festival próprio.
Prato típico de Darwin, Território do Norte
Também chamado: curry laksa, laksa lemak, Darwin laksa
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Laksa — Darwin, Austrália
O laksa é uma sopa de macarrão do Sudeste Asiático. Em Darwin, a versão mais comum é o curry laksa: um caldo de curry com leite de coco, perfumado com capim-limão e galanga, servido numa tigela funda com macarrão, frango ou camarão, bolinhos de peixe, wonton, tofu frito e brotos de feijão, e finalizado com coentro, cebola frita e óleo de pimenta. Cada cozinheiro guarda a sua receita da pasta de temperos, e há versões no estilo malaio, no indonésio, de caldo amarelo, e até com carne de crocodilo.
O prato nasceu entre os peranakan, comunidades formadas pelo encontro de comerciantes chineses com as populações da Malásia, de Singapura e da Indonésia. Ali o macarrão chinês ganhou pimenta, especiarias e leite de coco. Existem duas grandes famílias: o laksa de curry, cremoso, e o assam laksa, sem coco, com peixe e tamarindo, de caldo ácido.
O laksa não nasceu em Darwin, e não há registro preciso de como chegou ao norte da Austrália. A cidade fica mais perto de Jacarta do que de Sydney e tem uma longa história de imigração asiática. No fim do século 19, a comunidade chinesa já reunia milhares de moradores no Território do Norte, e depois chegaram famílias de toda a região do Sudeste Asiático. Mais de três em cada dez moradores nasceram fora da Austrália, e o laksa virou um prato comum a todas essas comunidades.
Nos fins de semana, muita gente toma laksa no café da manhã, nas feiras ao ar livre de Parap, aos sábados, e de Rapid Creek, aos domingos. Há quem chegue cedo e leve a própria tigela.
O governo do Território criou em 2019 o Darwin International Laksa Festival. Durante cerca de um mês, em outubro ou novembro, conforme a edição, uma trilha de laksa percorre restaurantes, barracas e cafés da região, e no dia do festival uma degustação às cegas escolhe a melhor versão, premiada com a Golden Bowl. Darwin é chamada de capital do laksa da Austrália, expressão usada pelo próprio governo e pelo turismo oficial.
Darwin , Território do Norte
Prato adotado por Darwin e por suas comunidades asiáticas, com festival anual criado pelo governo do Território em 2019.
Pasta de curry, leite de coco, capim-limão, galanga e pimenta; macarrão de arroz ou de trigo; frango, camarão, bolinhos de peixe ou wonton; tofu frito, brotos de feijão, ovo cozido e ervas.
Bem quente, em tigela funda, com colher e hashi ou garfo. Condimentos podem ser acrescentados conforme a preferência.
O ano todo, no café da manhã ou no almoço; nas feiras de fim de semana, sobretudo de manhã. O festival costuma ocorrer em outubro ou novembro; confirme o calendário.
Tire suas dúvidas
Na cidade, quase sempre se trata do curry laksa, cremoso e apimentado, com macarrão e cobertura de carne ou camarão. As receitas variam de banca para banca.
Não. A receita veio do Sudeste Asiático. Darwin o adotou por causa das suas comunidades asiáticas, e não se sabe ao certo quando ele chegou à cidade.
Na primavera local, em outubro ou novembro, conforme a edição. A programação reúne uma trilha de laksa e um dia de encerramento. Confirme as datas antes de viajar.
Sabores da Austrália

Torta de carne servida num prato fundo de sopa grossa de ervilhas, em geral virada de cabeça para baixo e coberta de molho de tomate. Foi o prato das carrocinhas que vendiam comida à noite no centro de Adelaide desde o século 19.

Pão doce de massa fermentada, frito, aberto de lado e recheado de geleia de framboesa ou morango e creme batido, com açúcar por fora. Na Austrália Meridional se chamava Berliner até a Primeira Guerra Mundial, quando ganhou o nome do marechal britânico Lord Kitchener.

Cubo de pão de ló passado numa cobertura fina de chocolate e depois em coco ralado seco. Leva o nome de Lord Lamington, governador de Queensland, e a versão mais aceita põe sua criação na residência oficial do governador, em Brisbane, por volta de 1900.

Bolinho chinês-australiano de massa grossa, recheado de carne de porco e legumes, cozido no vapor ou frito. Nasceu da adaptação do siu mai cantonês feita na Chinatown de Melbourne nos anos 1940 e se espalhou pelas lojas de peixe frito com batata do país.

Café expresso com leite vaporizado e uma camada fina de espuma, mais forte em café que o latte. O registro mais conhecido num cardápio é de um café de Sydney, em 1985; a Nova Zelândia disputa a origem da bebida.

Torta individual de massa folhada com vieiras e molho cremoso de curry, vendida em padarias, cafés e feiras de toda a Tasmânia e apresentada como especialidade da ilha.