O pie floater junta dois pratos simples: uma torta de carne australiana, de massa folhada recheada de carne bovina com molho, e uma sopa grossa de ervilhas secas. A torta vai para o meio do prato fundo, muitas vezes virada de cabeça para baixo, e a sopa a cerca como um lago verde. Por cima se põe molho de tomate; há quem prefira vinagre ou molho inglês. Come-se de colher, quebrando a massa dentro da sopa.
Em Adelaide, o prato é ligado às pie carts, carrocinhas puxadas a cavalo ou à mão que se instalavam ao anoitecer nas ruas do centro e vendiam tortas, pastéis, batatas fritas e comida quente até tarde da noite. As fontes situam as primeiras na segunda metade do século 19, e nos anos 1880 elas já eram mais de dez no centro. Os pontos mais conhecidos foram em frente ao correio central e na North Terrace, ao lado da estação ferroviária. A última carrocinha regular fechou em 2010.
A origem do prato está nas tradições inglesas de sopa de ervilhas servida com bolinhos de massa, que na Inglaterra também se chamavam floaters, e nos pie and pea suppers do norte do país. Uma versão atribui o pie floater a Ern "Shorty" Bradley, padeiro de Port Pirie, cidade do mesmo estado, nos anos 1890. É uma história de tradição oral; o registro impresso mais antigo é um anúncio de 1914 da barraca noturna de Bradley em Port Pirie, que oferecia floaters.
Em 2003, o National Trust da Austrália Meridional incluiu o pie floater na lista de South Australian Heritage Icons, os ícones do patrimônio do estado. Sem as carrocinhas, o prato continua em padarias e em alguns pubs da cidade, às vezes em versões mais elaboradas. Em Sydney também existe uma versão, servida numa barraca de rua tradicional da cidade.