Vinícola Aurora
Cooperativa fundada em 1931 por 16 famílias, hoje reúne mais de 1,1 mil associados e fica no centro da cidade. A visita guiada percorre as cantinas subterrâneas, com pipas e tanques, e termina com degustação.
rota rural · Bento Gonçalves, RS
Região vinícola de referência no país, com dezenas de cantinas abertas para visitação, degustação e almoço entre parreirais. A paisagem de colinas cobertas de uva é o retrato da colonização italiana no Sul.
Conheça
O Vale dos Vinhedos é uma área rural de morros cobertos de parreiras entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. A maior parte fica em Bento. A região foi ocupada por imigrantes vindos do norte da Itália a partir de 1875, que trouxeram a uva e o costume de fazer vinho em casa. As cantinas de família viraram vinícolas, e hoje o vale reúne mais de 30 delas, que produzem cerca de 12 milhões de garrafas por ano.
Foi a primeira região do Brasil a ganhar indicação geográfica para vinhos: Indicação de Procedência em 2002 e Denominação de Origem em 2012, ainda a única DO de vinhos do país. A regra da DO pede, por exemplo, pelo menos 60% de Merlot nos tintos e de Chardonnay nos brancos que levam o selo. A área da Indicação de Procedência tem cerca de 81 km², 63% dela em Bento Gonçalves. O vale recebe cerca de 450 mil visitantes por ano.
O passeio é de vinícola em vinícola, com visitas às adegas e degustações. Das grandes casas às pequenas cantinas familiares, cada uma mostra seu processo e vende direto ao visitante. No caminho há restaurantes de comida italiana, queijarias, lojas de produtos coloniais e hotéis no meio das parreiras.
A principal via é a RS-444, a Estrada do Vinho, que corta o vale. A Via Trento é um acesso alternativo, com paisagem mais rural. A associação dos produtores, a Aprovale, fundada em 1995, tem sede na própria RS-444 e ajuda a montar o roteiro. A diferença para outras rotas do vinho é a concentração: dá para visitar várias vinícolas num dia, em poucos quilômetros.
Antes de ir
Um dia inteiro, para três ou quatro vinícolas e um almoço sem pressa.
A vindima, no começo do ano, quando as uvas são colhidas e há eventos de colheita. Fora dela o vale funciona o ano todo; no outono as parreiras ficam amarelas e avermelhadas.
Saindo do centro de Bento Gonçalves pela RS-444, a Estrada do Vinho. Dá para ir de carro, mas quem vai degustar deve contratar passeio, transfer ou motorista.
Muitas vinícolas só recebem com agendamento. Reserve antes, e não dirija depois das degustações: a própria associação do vale recomenda contratar transporte.
Tire suas dúvidas
Em muitas, sim. A associação do vale recomenda agendar antes, principalmente para degustações e visitas guiadas às adegas.
Sim, com passeio contratado, transfer ou motorista. É o que a associação do vale recomenda para quem vai degustar.
É o selo de origem mais exigente para vinhos no Brasil, obtido pelo vale em 2012, dez anos depois da Indicação de Procedência. Os tintos com o selo levam pelo menos 60% de Merlot.
No começo do ano, no verão, quando as uvas são colhidas. É a época dos eventos de colheita no vale.
Na mesma viagem
Cooperativa fundada em 1931 por 16 famílias, hoje reúne mais de 1,1 mil associados e fica no centro da cidade. A visita guiada percorre as cantinas subterrâneas, com pipas e tanques, e termina com degustação.
Construída na década de 1980 em homenagem aos imigrantes italianos, a igreja tem o formato de uma pipa, barril usado na produção de vinho. No interior há vitrais, altar de madeira e bancos decorados com cachos de uva.
Locomotiva a vapor que percorre cerca de 23 km entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa, com música ao vivo e degustação de vinhos e espumantes a bordo. As estações preservam o clima de começo do século.