Lages
Lages tem sua história ligada ao tropeirismo e à vida rural do planalto catarinense. O visitante pode caminhar pelo centro, conhecer a catedral e explorar paisagens de campos e araucárias no entorno.
Conheça o lugar
A Serra Catarinense é onde o Brasil aprende a nevar: altitudes acima de 1.500 metros, geada pintando os campos de branco e vinhos finos produzidos no frio mais rigoroso do país. Os dias são de estrada cênica, cânions, cachoeiras e mirantes suspensos; as noites, de lareira, fondue e vinho de altitude em hotéis-fazenda. É o destino de inverno mais autêntico do Sul.
Este destino reúne 8 cidades: Lages, Urubici, São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Urupema, Rio Rufino, Bom Retiro, Painel.
Um olhar pelo lugar
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Lages tem sua história ligada ao tropeirismo e à vida rural do planalto catarinense. O visitante pode caminhar pelo centro, conhecer a catedral e explorar paisagens de campos e araucárias no entorno.
Urubici reúne vales, campos de altitude e escarpas da Serra Catarinense. O visitante pode conhecer mirantes como o Morro da Igreja e percorrer roteiros que revelam formações rochosas e áreas de mata.
São Joaquim tem uma paisagem de campos de altitude e um centro marcado pela igreja de pedra. O visitante pode caminhar pelas praças e conhecer a produção rural e os caminhos da serra catarinense.
Bom Jardim da Serra fica no alto da Serra do Rio do Rastro, entre campos e escarpas. O visitante pode observar as curvas da estrada nos mirantes e conhecer a paisagem rural do planalto catarinense.
Urupema fica no planalto serrano catarinense, entre campos e bosques de araucárias. O visitante pode caminhar pela praça central e conhecer paisagens rurais marcadas pelas baixas temperaturas do inverno.
Rio Rufino ocupa um vale da Serra Catarinense, cercado por encostas e áreas rurais. O visitante pode conhecer o pequeno centro e explorar paisagens de rios e cachoeiras nos arredores do município.
Bom Retiro reúne campos, araucárias e montanhas no planalto serrano de Santa Catarina. O visitante pode conhecer o patrimônio religioso do centro e percorrer caminhos rurais entre vales e áreas de mata.
Painel é um pequeno município do planalto catarinense, cercado por campos e áreas de araucárias. O visitante pode conhecer a praça da matriz e percorrer caminhos rurais da paisagem serrana.
A experiência do lugar
Alcançada por trilha de dificuldade moderada, com cerca de 5 km ida e volta, travessias de riacho, trechos rochosos e mata fechada. O Rio do Tigre integra a Rota da Truta e é conhecido pela presença de trutas-arco-íris.
Formação rochosa de cerca de 20 metros em propriedade particular, com três quedas d'água, entre elas a Cachoeira Papuã, de 10 metros. A entrada é paga na fazenda de acesso, com agendamento, e a trilha curta tem descida íngreme apoiada por cordas.
Inaugurada em 1922, foi construída em pedras de tom alaranjado, em estilo neogótico, na Praça João Ribeiro. Os vitrais vieram da Alemanha, e o altar-mor exibe imagens do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores.
Trecho preservado de cerca de 18 km do antigo caminho de tropas entre Lages e Laguna, aberto entre os séculos XVIII e XIX, com taipas visíveis na região da Boa Vista. O acesso passa pela Fazenda Passo de Pedra e exige autorização e agendamento.
Um dos pontos habitados mais altos do Sul, a 1.822 metros, dentro do Parque Nacional de São Joaquim, onde já foram registradas as menores temperaturas do país. Dali se vê a Pedra Furada, rocha com uma abertura de cerca de 13 por 6 metros.
Com cerca de 1.750 metros de altitude e torres de comunicação no topo, fica a 7 km do centro, na divisa com Rio Rufino. É conhecido pelas paisagens congeladas, com geada intensa e neve ocasional nos dias mais frios.
A queda fica a cerca de 3 km do centro e é alcançada por uma caminhada leve de aproximadamente 30 minutos. O nome lembra uma fábrica de celulose que funcionou na década de 1940 e cujas ruínas ainda podem ser vistas.
Formada por três quedas que somam cerca de 70 metros, fica na localidade de Barbaquá, a 20 km do centro. A trilha tem trechos com escadas de madeira, e a visita é feita com agendamento junto a guia local.
Com cerca de 3 km de extensão e paredões de até 600 metros, fica nos limites do Parque Nacional de São Joaquim e reúne três cachoeiras. O acesso é pelas fazendas Rincão da Palha e Santa Cândida, que cobram taxa e pedem agendamento.
A poucos quilômetros do centro, a queda forma um fenômeno raro no país: congela em sequências de frio extremo, com vários dias seguidos de temperaturas negativas. O acesso é livre.
Queda de cerca de 100 metros com plataformas dos dois lados, incluindo um mirante de piso de vidro sobre o abismo. Quem tem fôlego desce pela trilha até a base, dentro da mata.
Garganta estreita escavada pelo Rio Caveiras na Fazenda Morro Chato, na divisa com Lages, com cachoeira entre paredões de rocha. O acesso é feito só a pé ou a cavalo, em passeio guiado por agência de ecoturismo da região.
Mirante a mais de mil metros de altitude, a 3 km do Centro, alcançado de carro ou por uma escadaria de 513 degraus. No topo ficam uma cruz branca de quase 20 metros e uma capela, cenário de encenações na Semana Santa.
Com 55 metros de altura, fica na comunidade de Paraíso da Serra, a menos de 5 km do centro. Uma trilha fácil de 800 metros leva até a queda, e a visita exige agendamento prévio.
A 1.448 metros de altitude, junto ao parque eólico no alto da Serra do Rio do Rastro, é o mais fácil de alcançar entre os cânions da região. Pode ser explorado em caminhadas, cavalgadas e passeios de 4x4.
Região rural com mais de 1,1 mil km² que foi corredor das tropas de gado entre o Rio Grande do Sul e São Paulo. Os campos com araucárias guardam taipas de pedra erguidas há mais de 200 anos por escravizados, indígenas e peões, além de fazendas centenárias.
Iniciada em 1918 pelo padre João Casale e concluída em 1957, foi erguida em pedra-ferro retirada de morros próximos e transportada em carros de boi. As torres em forma de coroa homenageiam Maria, e o interior guarda um painel que retrata o Paraíso.
Igreja matriz dedicada a São Sebastião, no centro de Painel, junto à avenida principal da cidade. A fachada pintada de azul se destaca no pequeno núcleo urbano do município, cercado por campos de altitude.
Dedicada à padroeira Santa Ana, fica no centro, diante da praça municipal, a 1.335 metros de altitude. O conjunto é o coração da vida comunitária e reúne ainda cascata, gruta e um lago que chega a congelar nos dias mais frios.
Estrada de curvas fechadas que desce quase 1.500 metros de altitude, uma das mais cênicas do Brasil. O mirante no alto entrega a vista completa das voltas talhadas na montanha.
Situada no caminho entre a Serra do Rio do Rastro e Urubici, forma uma piscina natural de água transparente e fria. O acesso é livre e feito por uma escadaria até a queda.
Protege 234 hectares de Mata Atlântica com araucárias, onde já foram registradas 168 espécies de aves. Revitalizado com recuperação de trilhas, foi o primeiro espaço do município reconhecido como Sala Verde pelo Ministério do Meio Ambiente.
Araucária com idade estimada entre 600 e 900 anos, tem 39,2 metros de altura, 10,21 metros de circunferência e uma grande fenda na base. Fica em propriedade particular perto do distrito de Pericó, e o acesso é por trilha entre xaxins centenários.
Passagem esculpida na rocha com um corte de cerca de 90 metros de altura, ligando Urubici ao litoral sul. Plataformas de vidro instaladas no alto deixam o visitante suspenso sobre o vale.
Cânion na região do Campo dos Padres, acima de 1.500 metros, com paredões íngremes e várias cachoeiras no caminho. É procurado por quem gosta de trilha e cavalgada.
Com 62 metros de altura, a queda desliza sobre formações de basalto ao pé do Morro da Igreja, em um ecoparque que reúne também as cachoeiras dos Namorados e Três Irmãs. A principal fica a cerca de 150 metros de caminhada leve, com decks de madeira pelo trajeto.
Mirante urbano no alto de uma colina, alcançado por uma longa escadaria a partir do centro. Do topo, a vista panorâmica abrange a cidade e as araucárias típicas da paisagem serrana.
Construído em 1771 pelo fundador Correia Pinto, fica no centro, na Rua Zeca Neves. Reúne lago com carpas vermelhas, o Monumento às Lavadeiras em bronze, pista de caminhada e parque infantil.
Parreirais plantados acima de 1.200 metros que dão origem a alguns dos vinhos finos mais premiados do Brasil. As vinícolas recebem visitantes para degustações e tours pelos vinhedos.
Unidade de conservação que protege campos de altitude, matas de araucária e trechos de cânions no ponto mais frio do país. Abriga trilhas e alguns dos mirantes mais altos do Sul.
Sua base para explorar
A hospedagem faz parte da viagem. Escolha a região que combina com seu roteiro.
Hotel fazenda instalado em propriedade rural às margens da BR-282, que recebe hóspedes desde 1990 e mantém atividade de fazenda. Serve a famílias que buscam cavalgadas, trilhas, piscinas aquecidas e programação infantil.
Hotel boutique à margem da SC-110, a cerca de 16 km do centro de Bom Retiro, em propriedade com jardins, pomares, cachoeiras e spa. Serve a casais em lua de mel e a quem organiza casamentos e eventos na serra.
Pousada de chalés com cozinha, churrasqueira e lareira na localidade de Rio do Tigre, junto à SC-370, entre Urubici e Urupema. Serve a famílias que buscam passeios a cavalo, pesca no lago, bicicletas e trilhas no interior.
Propriedade rural na localidade de Rio dos Touros com casarão e cabanas à beira de um lago, cercados por mata de araucárias. Recebe casais, famílias e grupos de retiro interessados em trilhas, observação de aves e passeios de canoa.
Resort familiar na SC-390, na região da Serra do Rio do Rastro, com chalés com lareira e hidromassagem, duas piscinas aquecidas e restaurante à la carte. Serve a casais e famílias que buscam descanso em meio à natureza, e aceita animais.
Hotel executivo na Praça João Ribeiro, ao lado da igreja matriz, com restaurante e bar no prédio. Serve a quem viaja a trabalho ou quer circular a pé pelo centro, pelas praças e pelo comércio da cidade.
Pousada familiar aberta em 1999 a cerca de 7 km do centro, com quartos, suítes e chalés, lago, trilha até uma cachoeira e restaurante próprio. Serve a famílias, casais e grupos, e aceita cães.
Hotel boutique numa fazenda histórica restaurada na SC-110, na localidade de Caneleira, no mesmo complexo da Vinícola Thera. Tem piscina ao ar livre, sauna e salão de jogos, e serve a quem quer se hospedar junto à vinícola.
Hotel fazenda aberto em 2010 na SC-390, com bistrô de cozinha regional e vinhos de altitude. Serve a quem quer usar a hospedagem como base para os cânions da região, com cavalgadas, caminhadas e passeios de quadriciclo.
Hotel urbano na Rua Hercílio Luz, no centro de Lages, perto do mercado público e da catedral. Serve a quem viaja a trabalho ou para eventos, com auditório e salas de reunião no próprio prédio.
Pousada de cabanas e chalés de madeira com lareira na localidade de Morro Agudo, à margem da SC-110, a cerca de 5 km do centro e 1.400 metros de altitude. Serve a casais e famílias que querem ficar perto das vinícolas, e aceita animais.
Conjunto de chalés na localidade de Vacas Gordas, à margem da SC-110, a cerca de 15 km do centro e acima de 1.400 metros de altitude, em área com mata de araucárias. Serve a casais e famílias, com chalés com lareira e hidromassagem.
Cabanas instaladas numa vinícola boutique à margem da SC-114, com lareira a lenha e hidromassagem, para casais ou famílias. Serve a quem quer dormir entre os vinhedos e fazer visitas guiadas e degustações na propriedade.
Casa de fazenda de 1868 ligada ao ciclo dos tropeiros, a cerca de 15 km do centro, que funciona como hotel fazenda desde 1983. Reaberta em 2025 sob nova gestão, serve a quem quer turismo rural com piscinas termais e fogo de chão.
Pousada de suítes na área central de Bom Jardim da Serra, com café da manhã servido diante da lareira. Serve a casais e famílias que querem ficar perto do comércio e sair de carro para os cânions e a Serra do Rio do Rastro.
Pousada de oito suítes no centro de Urubici, na avenida principal da cidade, com café da manhã serrano e estacionamento coberto para motos. Serve a casais, famílias e motociclistas que querem ficar perto do comércio.
Pousada rural na SC-110 com 16 suítes e 4 casas, comprada em novembro de 2025 pelo grupo da Fazenda Bom Retiro. Tem piscinas aquecidas e restaurante, e atende famílias e grupos em viagem pela Serra Catarinense.
Sabores do destino
Café e gastrobar na Rua Artur Pagani, com comida brasileira, truta e vinhos produzidos em Urupema e São Joaquim. Serve a quem visita a cidade e procura um café, uma refeição ou uma taça de vinho da serra.
Trutaria com mais de dez anos de atividade, ligada a uma criação de trutas, que serve o peixe em molhos, ceviches e outras preparações. Serve a quem quer provar a truta da serra acompanhada de vinhos selecionados.
Churrascaria às margens da SC-390 com bufê livre de carnes, saladas e pratos da serra, como arroz de carreteiro, entrevero e pratos com pinhão. Tem vista para a Cascata da Barrinha e serve almoço a quem percorre a rodovia.
Osteria dos irmãos Victor e Vinícius Branco que une receitas italianas a ingredientes serranos, como pinhão, truta, queijo serrano e porcini. Serve a quem quer massas feitas na casa acompanhadas de vinhos de altitude catarinenses.
Restaurante na Rua Major Jacinto Goulart com cardápio de cozinha serrana, que inclui cordeiro, truta, massas e fondue feitos com ingredientes da região. Tem lareiras e serve a quem quer acompanhar a refeição com vinhos de altitude locais.
Wine bar e restaurante no alto da área de produção da Vinícola Thera, na SC-110, com cardápio à la carte e menus harmonizados com os vinhos da casa. Usa truta, cordeiro e cogumelos da serra e atende quem visita a vinícola.
Casa especializada em fondue de queijo, carne e chocolate, com versões que levam pinhão, instalada na Rua José Palma. O salão tem lareira e serve a quem procura um jantar típico do inverno serrano.
Restaurante às margens da BR-282 com bufê, pratos executivos e confeitaria própria. Serve a quem passa pela rodovia ou visita Bom Retiro e procura um café, um almoço ou um jantar no caminho da serra.
Bistrô do chef Paulo Jacinto em casa de madeira de estilo rústico, com cardápio à la carte baseado em produtos regionais, como o pinhão. Atende com reserva prévia e serve a quem busca um jantar em ambiente pequeno.
Restaurante de buffet com origem em 1961, que mantém da fundação receitas como a massa caseira e a sobremesa de marshmallow. Serve a quem quer almoçar churrasco e pratos serranos, como paçoca de pinhão e quirera.
Restaurante no centro de Urubici que combina cozinha regional serrana e pratos internacionais, com truta, cordeiro, carnes e risotos. Tem lareira e jardim e serve a quem quer acompanhar a refeição com vinhos de altitude da região.
Restaurante de cozinha portuguesa dedicado a pratos de bacalhau, frutos do mar e carnes, com carta de vinhos portugueses. Serve a quem procura uma alternativa à comida serrana no centro de Lages, e tem opções vegetarianas.
Restaurante de cozinha toscana com lareira e grelha, cujo proprietário produz na casa um presunto cru curado por dois anos. Serve a quem quer carnes grelhadas e pratos do centro da Itália no jantar.
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, a cerca de 170 km de Urubici pela BR-282 e SC-370.
De junho a agosto pela geada e pela chance de neve; abril e maio para o colorido do outono nos parreirais.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.