Alto Paraíso de Goiás
Alto Paraíso de Goiás reúne campos de Cerrado, veredas e serras na Chapada dos Veadeiros. A paisagem do Jardim de Maytrea revela buritis e morros que marcam os caminhos entre a cidade e São Jorge.
Conheça o lugar
Cerrado de altitude, quartzito sob os pés e cachoeiras que caem em paredões de rocha: a Chapada dos Veadeiros é o destino de quem quer trilha de verdade e banho gelado no fim. Entre o parque nacional e o território quilombola Kalunga, cada vale esconde uma queda diferente. Alto Paraíso e a vila de São Jorge completam a viagem com comida boa e clima alternativo.
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com portaria na vila de São Jorge, tem as trilhas dos Saltos do Rio Preto, com quedas de 80 e 120 metros, e dos Cânions e Cariocas. Fora do parque, em terras particulares, estão o Vale da Lua, com rochas esculpidas pela água, a Catarata dos Couros, o Mirante da Janela e as Cachoeiras Almécegas. O Jardim de Maytrea é o mirante clássico da estrada entre Alto Paraíso e São Jorge.
Ao norte, Cavalcante é a porta de entrada do território Kalunga, onde fica a Cachoeira Santa Bárbara, de água azul-turquesa, visitada com guias da comunidade. Teresina de Goiás e Colinas do Sul completam a região, com cachoeiras menos visitadas e o Lago de Serra da Mesa. As trilhas são longas e o terreno é de pedra, então a viagem pede preparo e calçado adequado.
Este destino reúne 4 cidades: Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Colinas do Sul, Teresina de Goiás.
Um olhar pelo lugar
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Alto Paraíso de Goiás reúne campos de Cerrado, veredas e serras na Chapada dos Veadeiros. A paisagem do Jardim de Maytrea revela buritis e morros que marcam os caminhos entre a cidade e São Jorge.
Cavalcante reúne cachoeiras e paisagens de Cerrado ligadas à história das comunidades Kalunga. No Engenho II, a Cachoeira Santa Bárbara se destaca pelo poço de águas azuladas entre rochas e vegetação.
Colinas do Sul está entre a Chapada dos Veadeiros e o Lago de Serra da Mesa, no norte goiano. As paisagens de Cerrado e os espaços da sede municipal aproximam o visitante das tradições locais.
Teresina de Goiás integra a região da Chapada dos Veadeiros e guarda vínculos com a cultura Kalunga. A Praça Tiradentes e os espaços do centro oferecem um contato com o cotidiano da pequena cidade.
A experiência do lugar
Formado pela represa da usina de Serra da Mesa no rio Tocantins, é o maior reservatório do Brasil em volume de água. Em seus braços próximos à cidade há passeios de barco, pesca esportiva, caiaque e prainhas no encontro dos rios São Miguel e Tocantinzinho.
Núcleo protegido da chapada, com acesso pela vila de São Jorge e trilhas que levam a saltos, cânions e piscinas naturais. É o cartão-postal da região e exige um dia inteiro.
Queda de cerca de 38 metros que despenca em um amplo poço de águas esverdeadas, com uma prainha de areia branca na margem. Fica em fazenda particular a poucos quilômetros da cidade, com trilha leve e acesso sem guia.
Fica na comunidade Engenho II, no território quilombola Kalunga, e forma pequenas cascatas e poços entre paredões de cânion antes da queda principal. O acesso exige guia credenciado, e a trilha curta costuma ser combinada com a Santa Bárbara.
Em propriedade particular, a queda forma um grande poço azulado cercado por enormes rochas, acessado por escadas de madeira. A trilha é curta, o que torna o passeio adequado para famílias.
Fica perto da GO-118, com acesso quase todo asfaltado e trilha leve indicada para todas as idades. O poço de águas cristalinas é próprio para banho e pode ser combinado com a Cachoeira Fundo de Quintal, bem próxima.
Duas quedas gigantescas dentro do parque nacional, uma com cerca de 120 metros e outra com 80. A trilha passa por mirantes que enquadram as duas de uma vez.
Também na comunidade Kalunga Engenho II, tem cerca de 70 metros de queda e dois poços naturais para banho. A trilha, de cerca de 3 km e nível difícil, deixa o lugar menos movimentado que as cachoeiras vizinhas, e o guia é obrigatório.
Pequena cachoeira próxima da cidade, alcançada por trilha curta e fácil, sem necessidade de guia. Tem água cristalina e um poço tranquilo, bom para banho em família.
Conjunto de quedas e poços no Ribeirão dos Padres, as Igrejinhas I e II, alcançado por trilha curta. É um dos atrativos gratuitos do município, procurado para banho em águas limpas do cerrado.
Leito de rocha esculpido pelo rio São Miguel em curvas e crateras que lembram a superfície lunar. Em época de seca dá para caminhar entre as formações e se banhar nos poços.
Queda d'água que cai em um poço de um azul-turquesa quase irreal, dentro do território quilombola Kalunga. O acesso é feito com guias da própria comunidade.
Sequência de sete cachoeiras formadas pelo rio Prata, entre elas Rei do Prata e Rainha do Prata, distribuídas ao longo de uma trilha de dia inteiro. Fica em área rural distante do centro, com acesso por estrada de terra e guia obrigatório.
Planície aberta de cerrado com buritis espalhados e a Serra da Baleia ao fundo, à beira da estrada para São Jorge. É o lugar clássico para ver o pôr do sol na chapada.
Trilha curta que termina em uma abertura natural na rocha emoldurando o cânion do rio Preto lá embaixo. A vista compensa cada passo da subida.
Complexo com várias quedas e piscinas naturais em rocha aberta, afastado do centro e acessível por estrada de terra. A sensação é de ter a chapada só para você.
Queda de cerca de 50 metros em uma fazenda particular, com mirante no alto e poço largo na base. A descida é íngreme, mas o banho paga.
Sua base para explorar
A hospedagem faz parte da viagem. Escolha a região que combina com seu roteiro.
Pousada de doze quartos na Rua Márcia Cristina, no setor Cavalcantinho, com jardins, café da manhã preparado na hora e suítes para famílias. Serve a casais e famílias que querem sossego perto do centro de Cavalcante.
Pousada na Fazenda Rio das Pedras, na zona rural de Teresina de Goiás, com acesso à cachoeira do Poço Encantado dentro da propriedade, piscina aquecida e restaurante. Atende quem quer dormir junto a um atrativo natural, longe do movimento da cidade.
Pousada temática inspirada nas lendas do rei Artur, à beira da GO-118, na chegada a Alto Paraíso, com piscina aquecida, sauna e araras soltas pela área. Serve a quem viaja de carro e quer uma base confortável para os passeios da Chapada.
Pousada na zona rural, à margem da GO-239, no trecho entre a Vila de São Jorge e Colinas do Sul, com piscinas de água termal, sauna e restaurante próprio, cercada de mata nativa. Serve a quem quer combinar descanso nas águas mornas com os passeios da Chapada.
Camping com quartos na Fazenda Fradin, à beira da GO-132, em Colinas do Sul, com piscina, churrasqueiras e cozinha compartilhada, tocado pela família dos donos. Opção econômica para grupos e famílias que gostam de estrutura simples no campo.
Hospedagem ecológica na Rua do Mirante, na Vila de São Jorge, perto da entrada do Parque Nacional, com bangalôs, suítes, área de camping, cozinha compartilhada e piscina aquecida. Atende quem busca uma estadia simples e junto da natureza.
Hotel simples na Avenida Pedro Álvares Cabral, no centro de Teresina de Goiás, com quartos climatizados, wi-fi e café da manhã. Serve a quem passa pela cidade no caminho entre Alto Paraíso e Cavalcante e precisa de um pernoite prático.
Pousada pequena na Rua 212, em Cavalcante, com atendimento feito pelos próprios anfitriões. Indicada para quem quer descansar em ambiente tranquilo entre um passeio e outro pelas cachoeiras da região.
Hostel e pousada na Avenida João Bernardes Rabelo, em Alto Paraíso, com pátio arborizado, cozinha compartilhada e quartos privativos. Opção para mochileiros e viajantes de orçamento enxuto que querem ficar na cidade.
Pousada na Travessa Quatro, em área central de Cavalcante, com jardim, redes e café da manhã com itens caseiros. Atende quem quer se hospedar perto do comércio da cidade num ambiente quieto.
Sabores do destino
Churrascaria na Avenida Pedro Álvares Cabral, no setor Carmelândia, em Teresina de Goiás. Serve carnes na brasa e pratos da cozinha brasileira e é uma das poucas opções de refeição da cidade para quem está de passagem pela GO-118.
Pizzaria na Rua Borba Gato, no centro de Cavalcante, com massas e ingredientes caseiros e pizzas de massa fina assadas em forno a lenha. O salão se abre para uma área externa com jardim e espaço para crianças, e recebe desde famílias até casais.
Restaurante de beira de estrada na GO-239, no caminho entre Alto Paraíso e a Vila de São Jorge. Serve comida típica goiana em ambiente rústico e é conhecido pela matula, prato tradicional da região, além da degustação de cachaças. É parada comum de quem vai ou volta do parque na hora do almoço.
Cozinha e café de ambiente rural à beira da GO-239, perto da saída de Colinas do Sul para São Jorge, comandada por Dona Cena. Serve comida caseira goiana feita na hora, como a chapa goiana, a parmegiana e caldos, com varanda e redes, e é procurada por quem quer refeição simples e farta.
Casa na Viela C, na Vila de São Jorge, dedicada a risotos que misturam cozinha italiana e brasileira, com opções vegetarianas, veganas e sem glúten. O ambiente é rústico e à luz de velas, com mesas ao ar livre e música ao vivo em algumas noites, e atende sobretudo casais e grupos depois de um dia de trilha.
Restaurante na Rua Cristã, no centro de Cavalcante, com cozinha brasileira autoral que usa ingredientes do Cerrado, como o ossobuco com arroz kalunga e a lasanha com produtos regionais. O espaço tem bar e música ao vivo e divide o endereço com um pequeno museu e um antiquário.
Pizzaria na Rua 12 de Dezembro, no bairro Paraisinho, em Alto Paraíso, com pizzas assadas em forno a lenha e sabores batizados com nomes de pousadas da região. O cardápio inclui nhoque e pizzas doces, em clima informal, adequado para famílias.
Restaurante familiar na comunidade quilombola Kalunga do Engenho II, na zona rural de Cavalcante, no caminho das cachoeiras do território Kalunga. Serve comida caseira feita no fogão a lenha, com frango, carne, mandioca, salada de flor de bananeira e sucos da terra, e atende quem faz os passeios na região.
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
Aeroporto de Brasília (BSB) é o mais próximo: de lá são cerca de 230 km até Alto Paraíso de Goiás pela BR-020 e GO-118, todo o trecho asfaltado, em umas 3 horas. São Jorge fica a 36 km de Alto Paraíso, e Cavalcante a cerca de 90 km.
De maio a setembro, na estação seca, com trilhas firmes e céu limpo; de abril a junho, as cachoeiras ainda estão cheias e o cerrado, verde. De outubro a março é época de chuva: as quedas ficam mais volumosas, mas trombas d'água podem fechar trilhas e poços por segurança.
Reserve de 4 a 5 dias: um ou dois para as trilhas do parque nacional, um para o Vale da Lua e as cachoeiras perto de São Jorge, e um para a Catarata dos Couros ou para Cavalcante e a Santa Bárbara. Com uma semana, dá para incluir Teresina de Goiás e Colinas do Sul.
Alto Paraíso de Goiás é a base mais completa, com pousadas, restaurantes e fácil acesso às atrações da região. A vila de São Jorge, colada à portaria do parque, é menor e mais rústica, ideal para quem vai priorizar as trilhas do parque e o Vale da Lua. Para a Cachoeira Santa Bárbara e o território Kalunga, a base é Cavalcante.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.
Tire suas dúvidas
Sim. Desde a concessão da visitação, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros cobra ingresso, com horários definidos para começar cada trilha. A portaria fica na vila de São Jorge. As atrações fora do parque, como o Vale da Lua e a Catarata dos Couros, ficam em áreas particulares e cobram entrada à parte.
Nas trilhas principais do parque nacional, o guia não é obrigatório, mas é recomendado. Na Cachoeira Santa Bárbara e nas outras atrações do território Kalunga, a visita só é feita com guia da comunidade. Em algumas áreas particulares, como a Catarata dos Couros, o guia ajuda a encontrar o caminho.
Alto Paraíso é a cidade, com mais estrutura, restaurantes e opções de hospedagem. São Jorge é uma vila pequena na porta do parque, mais perto do Vale da Lua e das trilhas dos Saltos. Quem vai focar no parque tende a preferir São Jorge; quem quer conforto e variedade, Alto Paraíso.
A estação seca, de maio a setembro, é a mais segura para as trilhas e tem céu limpo. De abril a junho, as cachoeiras ainda estão cheias. Na época das chuvas, de outubro a março, as quedas ficam mais bonitas, mas trombas d'água podem acontecer de repente, e os poços são fechados quando há risco.
Sim, na prática. As atrações ficam espalhadas, algumas por estradas de terra, e o transporte público entre Alto Paraíso, São Jorge e Cavalcante é limitado. Quem não dirige pode contratar passeios com transporte nas agências de Alto Paraíso.