
Arepa
Disco de massa de milho assado na chapa, aberto ao meio e recheado como um sanduíche. É a comida de todos os dias na Venezuela, do café da manhã à madrugada, com recheios que têm nome próprio, como a reina pepiada e a pelúa.
Sabores · Venezuela
Massa de milho tingida de urucum, recheada com um guisado de carnes, alcaparras, azeitonas e passas, envolta em folha de bananeira, amarrada e cozida. É o prato do Natal venezuelano, preparado em família em dezembro em todo o país.
Prato típico da Venezuela
Também chamado: hayaca, ayaca
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Clique na foto para ampliar.
Hallaca — Venezuela
A hallaca é feita em etapas. Primeiro vem o guiso, um guisado de carne de boi, porco e galinha, cozido com cebola, alho, pimentão, alho-poró, vinho ou rapadura e temperos, que costuma ficar pronto na véspera. Depois, a massa de milho cozido e moído, tingida de amarelo-alaranjado com urucum, chamado onoto na Venezuela, e amaciada com caldo e gordura. Sobre uma folha de bananeira untada, estende-se uma camada fina de massa, coloca-se o guiso e os adornos, azeitona, alcaparra, uvas-passas, tiras de pimentão e às vezes ovo e amêndoas, e fecha-se tudo num pacote retangular, amarrado com barbante. As hallacas são cozidas em água fervente e se conservam por dias.
Prepará-las é trabalho coletivo. Em dezembro, as famílias se reúnem para hallaquear: uns cortam e limpam as folhas, outros estendem a massa, outros põem o recheio, outros amarram. A receita passa de mãe para filha, e cada casa garante que a melhor hallaca é a da própria família. Na ceia de Natal e de Ano-Novo, divide a mesa com o pan de jamón, o pernil e uma salada de galinha com batata, e as hallacas que sobram são trocadas entre vizinhos e amigos.
A hallaca resume a mistura de culturas da Venezuela. A nutricionista Maritza Landaeta-Jiménez, num artigo de 2021 na revista Anales Venezolanos de Nutrición, a chama de prato nacional e expressão da mestiçagem: o milho e a folha vêm da tradição indígena, as carnes, as azeitonas, as alcaparras e as passas da Europa, e a técnica de envolver e cozer se aproxima de outras preparações americanas e africanas. De onde vem o nome não é consenso; uma das hipóteses citadas pela autora a liga a um termo indígena que significaria coisa misturada. Todas as classes sociais a consomem no Natal.
Cada região tem a sua. A receita caraquenha costuma levar três carnes; nos Andes, há versões com diferentes grãos; no oriente, com peixe; no Zulia, a massa é envolta em outro tipo de folha. Em março de 2026, o Ministério da Cultura da Venezuela assinou o expediente de candidatura da hallaca à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, com contribuições de comunidades de todo o país, e em abril o documento foi recebido pela delegação venezuelana junto ao organismo.
Venezuela
A hallaca é preparada no Natal por famílias de todas as regiões e classes sociais da Venezuela, com variações de recheio e de folha, sem uma cidade de origem.
Massa de milho cozido e moído, urucum (onoto), caldo e gordura; guiso de carne de boi, porco e galinha com cebola, alho, pimentão, alho-poró e temperos; adornos de azeitona, alcaparra, uvas-passas, pimentão e às vezes ovo e amêndoa; folha de bananeira e barbante.
Quente, aberta no prato sobre a própria folha, que não se come. Na ceia, ao lado do pan de jamón e do pernil.
Natal e Ano-Novo; preparada em família ao longo de dezembro.
Tire suas dúvidas
É uma massa de milho tingida de urucum, recheada com um guisado de carnes e adornos como azeitona, alcaparra e passas, envolta em folha de bananeira, amarrada e cozida em água. É o prato do Natal na Venezuela.
As duas grafias são usadas, assim como ayaca. Hallaca é a mais comum.
A candidatura está em andamento. Em março de 2026, o Ministério da Cultura da Venezuela assinou o expediente de candidatura, que em abril foi recebido pela delegação venezuelana junto à UNESCO para seguir o processo de avaliação.
Porque o preparo tem muitas etapas e leva horas. Em dezembro, parentes se reúnem para cortar as folhas, estender a massa, rechear e amarrar, e a receita passa de geração em geração.
Sabores da Venezuela

Disco de massa de milho assado na chapa, aberto ao meio e recheado como um sanduíche. É a comida de todos os dias na Venezuela, do café da manhã à madrugada, com recheios que têm nome próprio, como a reina pepiada e a pelúa.

Pão de massa levemente doce enrolado com presunto, uvas-passas e azeitonas, o pão do Natal venezuelano. As pesquisas de Miro Popić situam o primeiro registro num anúncio de dezembro de 1905, numa padaria do centro de Caracas.

Destilado artesanal do agave Agave cocui, feito no semiárido de Lara a partir das pinhas cozidas, fermentadas e destiladas. Tem indicação geográfica protegida no estado de Lara.

Palito de massa de trigo enrolada em volta de um bastão de queijo branco e frito até dourar, presente em quase toda festa venezuelana. A versão mais difundida diz que nasceu em Los Teques, que lhe dá o nome.

Sanduíche em que o pão é trocado por duas lâminas grandes de banana-da-terra frita, recheadas de carne, queijo, salada e molhos. Popularizado nas lanchonetes de Maracaibo, é o prato que resume a cozinha do Zulia.