
Hallaca
Massa de milho tingida de urucum, recheada com um guisado de carnes, alcaparras, azeitonas e passas, envolta em folha de bananeira, amarrada e cozida. É o prato do Natal venezuelano, preparado em família em dezembro em todo o país.
Sabores · Venezuela
Disco de massa de milho assado na chapa, aberto ao meio e recheado como um sanduíche. É a comida de todos os dias na Venezuela, do café da manhã à madrugada, com recheios que têm nome próprio, como a reina pepiada e a pelúa.
Prato típico da Venezuela
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Arepa — Venezuela
Na Venezuela, a arepa é o pão de cada dia. A massa é feita de milho branco ou amarelo, hoje quase sempre a farinha de milho pré-cozida, misturada com água e sal; antes da farinha industrial, o milho era cozido e moído em casa, no pilão ou no moinho. Formam-se discos de alguns centímetros de espessura, assados no budare, a chapa redonda de ferro ou barro, e terminados no forno ou na brasa até a casca ficar firme e oca ao toque. Também há arepas fritas. Quentes, são abertas de lado com a faca e recheadas.
Os recheios formam um repertório nacional, e muitos têm nome. A reina pepiada leva frango desfiado com abacate e maionese; a pelúa, carne desfiada e queijo amarelo; a dominó, feijão preto e queijo branco ralado; a catira, frango com queijo amarelo. Há arepas só com manteiga e queijo, com perico (ovos mexidos com tomate e cebola), com cazón, um pequeno tubarão guisado, no oriente, ou com chicharrón. As areperas, lanchonetes dedicadas a elas, ficam abertas até tarde e servem do café da manhã à madrugada.
A arepa vem dos povos indígenas que cultivavam milho na região muito antes da chegada dos europeus. Uma explicação para o nome, citada pelo historiador venezuelano Miguel Felipe Dorta, liga a palavra ao termo erepa, com que os cumanagotos, povo do oriente do país, designavam o milho. Os timoto-cuicas, dos Andes venezuelanos, também processavam o milho em massas parecidas.
A arepa é motivo de uma disputa antiga com a Colômbia, onde também é comida diária. Especialistas ouvidos pela Voz da América dizem que ela existia na região antes de os dois países existirem, o que torna a pergunta sem resposta; os dois territórios, aliás, fizeram parte de um mesmo Estado, a Grã-Colômbia, entre 1819 e 1831. Na Venezuela, a arepa se firmou como prato principal, aberta e recheada. Em 2024, o governo venezuelano apresentou à UNESCO a candidatura da arepa venezolana, com seu preparo, seu consumo e seu lugar na família e no espaço público, à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial. Com a emigração dos venezuelanos, as areperas se espalharam por cidades de muitos países.
Venezuela
A arepa é a comida diária de todas as regiões da Venezuela, com recheios que variam de uma região para outra, e é anterior às fronteiras do país; não tem uma cidade de origem.
Farinha de milho pré-cozida (ou milho cozido e moído), água e sal. Recheios mais comuns: frango, abacate, carne desfiada, feijão preto, queijo branco ou amarelo, ovos mexidos, cazón, manteiga.
Quente, aberta e recheada, com as mãos, como sanduíche; ou inteira, acompanhando outros pratos.
Diariamente, da primeira refeição do dia até a madrugada, em casa e nas areperas.
Tire suas dúvidas
É um dos recheios de arepa mais conhecidos da Venezuela: frango desfiado misturado com abacate e maionese.
As duas cozinhas a têm como sua, e a disputa é antiga. Especialistas dizem que a arepa vem dos povos indígenas da região e existia antes dos dois países. Na Venezuela, ela se firmou como prato principal, aberta e recheada.
É a chapa redonda, de ferro ou de barro, em que se assam as arepas. Depois do budare, muitas vão ao forno para terminar o cozimento.
Em 2024, o governo venezuelano apresentou à UNESCO a candidatura da arepa venezolana à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial. O resultado depende da avaliação do comitê da organização.
Sabores da Venezuela

Massa de milho tingida de urucum, recheada com um guisado de carnes, alcaparras, azeitonas e passas, envolta em folha de bananeira, amarrada e cozida. É o prato do Natal venezuelano, preparado em família em dezembro em todo o país.

Pão de massa levemente doce enrolado com presunto, uvas-passas e azeitonas, o pão do Natal venezuelano. As pesquisas de Miro Popić situam o primeiro registro num anúncio de dezembro de 1905, numa padaria do centro de Caracas.

Destilado artesanal do agave Agave cocui, feito no semiárido de Lara a partir das pinhas cozidas, fermentadas e destiladas. Tem indicação geográfica protegida no estado de Lara.

Palito de massa de trigo enrolada em volta de um bastão de queijo branco e frito até dourar, presente em quase toda festa venezuelana. A versão mais difundida diz que nasceu em Los Teques, que lhe dá o nome.

Sanduíche em que o pão é trocado por duas lâminas grandes de banana-da-terra frita, recheadas de carne, queijo, salada e molhos. Popularizado nas lanchonetes de Maracaibo, é o prato que resume a cozinha do Zulia.