Boa Vista
Boa Vista se desenvolveu junto ao Rio Branco e reúne espaços de lazer e patrimônio histórico. A igreja matriz, as praças e a orla aproximam o visitante da história urbana e das paisagens de Roraima.
Conheça o lugar
O extremo norte do Brasil é feito de savana aberta, montanhas de topo plano e serras que guardam cachoeiras e pinturas rupestres. Daqui parte a expedição ao Monte Roraima, o tepui de 2.800 metros na tríplice fronteira, e daqui se conhece o lavrado, essa paisagem de campo e buritis que não existe em nenhum outro estado. É destino para quem quer aventura de verdade e pouca gente por perto.
Este destino reúne 5 cidades: Boa Vista, Pacaraima, Uiramutã, Amajari, Normandia.
Um olhar pelo lugar
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Boa Vista se desenvolveu junto ao Rio Branco e reúne espaços de lazer e patrimônio histórico. A igreja matriz, as praças e a orla aproximam o visitante da história urbana e das paisagens de Roraima.
Pacaraima ocupa uma região de serras no extremo norte de Roraima, junto à fronteira com a Venezuela. A paisagem urbana entre vales e o encontro de culturas marcam a identidade deste município fronteiriço.
Uiramutã reúne serras, cachoeiras e comunidades indígenas no extremo norte de Roraima. As águas do Urucá e as paisagens do município mostram a diversidade natural e cultural dessa região de fronteira.
Amajari abriga a Serra do Tepequém, com mirantes, cachoeiras e paisagens que guardam marcas do garimpo. Trilhas e comunidades da região permitem conhecer outra face da diversidade natural de Roraima.
Normandia reúne paisagens do lavrado e comunidades indígenas no nordeste de Roraima. O Lago Caracaranã, cercado por praias de areia e vegetação, é uma das referências naturais do município.
A experiência do lugar
O marco de fronteira instalado pelo Exército na demarcação do limite com a Venezuela deu origem ao povoado e ao primeiro nome da cidade. Fica no ponto de passagem entre os dois países, porta de entrada terrestre para quem chega do país vizinho.
Tepui de topo plano na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, dentro do Parque Nacional do Monte Roraima. A travessia leva vários dias de caminhada e é uma das grandes expedições da América do Sul.
É a cachoeira mais conhecida da Serra do Tepequém, com queda d'água e poços cercados pela vegetação de serra. A região guarda marcas do antigo garimpo de diamantes, que ajudou a moldar as piscinas naturais.
Aldeia macuxi e taurepang no Alto Miang, dentro da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, com visitação organizada pela própria comunidade por meio de uma agência de turismo indígena. O roteiro inclui uma cachoeira, sistemas agroflorestais e o cultivo de café arábica.
Aldeia macuxi da Terra Indígena Raposa Serra do Sol pioneira em plano de visitação aprovado pela Funai, recebe turistas em casas de famílias, com barracas ou redes. A vivência inclui dança do parixara, oficinas de cerâmica e cestaria e culinária tradicional.
Platô a cerca de 600 metros de altitude, com clima ameno, cachoeiras e antigas áreas de garimpo de diamante. É o refúgio de fim de semana dos roraimenses.
Queda d'água na Comunidade Indígena Raposa I, alcançada pela Trilha Cultural marcada por um totem macuxi. Por estar em terra indígena, só é visitada nos roteiros organizados pela comunidade, conforme o plano de visitação aprovado pela Funai.
Com poços de águas calmas, é a mais indicada para famílias que buscam banho tranquilo na Serra do Tepequém. Fica no alto da serra, onde a paisagem passa do lavrado à vegetação de montanha.
Fica a cerca de 13 km da sede, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, e chama atenção pelas águas verde-esmeralda. A visita é organizada pela secretaria municipal de turismo, que encaminha o visitante a guias indígenas credenciados.
Bloco rochoso de dezenas de metros no meio do lavrado, com abrigo na base coberto por pinturas rupestres de milhares de anos que revelam ocupação humana muito antiga. Fica na Terra Indígena São Marcos, e a visita depende de autorização da Funai.
Lago de água clara cercado por cajueiros e faixa de areia, em pleno lavrado. Boa parada para banho e descanso no roteiro leste do estado.
Inaugurada em 2004, a estrutura suspensa sobre a margem direita do rio Branco fica junto ao ponto onde nasceu o povoado original da capital. Das plataformas se avistam a ilha de São Sebastião, a Ponte dos Macuxis e, ao longe, a Serra Grande.
Com 120 metros de altura, a torre inaugurada em dezembro de 2020 no Parque do Rio Branco oferece vista panorâmica de toda a cidade e do rio. O acesso ao observatório exige agendamento prévio pela internet.
Ponto de referência do extremo norte do território brasileiro, na fronteira com a Guiana. O acesso exige expedição guiada e é procurado por viajantes que colecionam extremos do país.
A paróquia remonta a 1856, e o templo atual foi reconstruído por monges beneditinos na década de 1920, com traços da arquitetura germânica. Protegida por lei municipal, passou por restauração entre 2005 e 2007, quando foram redescobertas as pinturas originais das paredes.
Maior área verde de lazer da capital, com lagos, pistas de caminhada e espaço para eventos. É onde a cidade se encontra no fim da tarde.
Centro do traçado em leque que dá a Boa Vista seu desenho urbano único, com a estátua que homenageia os garimpeiros. Ponto de partida do city tour pela capital.
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
Voo até o Aeroporto Internacional de Boa Vista (BVB); de lá, BR-174 rumo a Pacaraima e BR-401 para o lado leste do estado.
De outubro a abril, período mais seco no lavrado e mais seguro para as travessias e trilhas em serra.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.