Domingos Martins
Domingos Martins reúne núcleos de colonização europeia e paisagens de montanha no Espírito Santo. A viagem combina passeios rurais, gastronomia e caminhadas na região de Pedra Azul.
Conheça o lugar
É a serra do Espírito Santo, colonizada por alemães e italianos, onde o sotaque muda, a polenta vira festa e o café é servido na varanda da propriedade que o produziu. O roteiro se faz de carro por estradas sinuosas entre plantações, com paradas em cafés, cervejarias e queijarias que abrem as porteiras para o visitante. No centro de tudo está a Pedra Azul, um monólito que troca de cor conforme a luz do dia.
Este destino reúne 8 cidades: Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Marechal Floriano, Castelo, Alfredo Chaves, Conceição do Castelo, Afonso Cláudio, Vargem Alta.
Um olhar pelo lugar
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Domingos Martins reúne núcleos de colonização europeia e paisagens de montanha no Espírito Santo. A viagem combina passeios rurais, gastronomia e caminhadas na região de Pedra Azul.
Venda Nova do Imigrante mantém tradições italianas ligadas à agricultura familiar. Visitas a propriedades e experiências de agroturismo aproximam o viajante da culinária e dos modos de vida locais.
Marechal Floriano cresceu junto à ferrovia nas montanhas capixabas e preserva referências da imigração europeia. O visitante encontra passeios por jardins, propriedades rurais e espaços de memória local.
Castelo tem paisagens de montanha e uma história ligada às fazendas do interior capixaba. A viagem pode combinar patrimônio rural, caminhadas e sabores produzidos na região.
Alfredo Chaves combina vales rurais e rios entre as montanhas e o litoral capixaba. Em Matilde, passeios aproximam o visitante das cachoeiras e da história da ferrovia.
Conceição do Castelo tem um centro pequeno cercado por montanhas e lavouras de café. Estradas rurais permitem conhecer a vida no campo e fazer passeios pela paisagem serrana.
Afonso Cláudio reúne áreas rurais e formações rochosas nas montanhas capixabas. O visitante pode conhecer propriedades do campo e explorar trilhas com vistas para os Três Pontões.
Vargem Alta ocupa uma região de serras e mata no sul do Espírito Santo. Cachoeiras e caminhos rurais oferecem passeios para quem quer conhecer a paisagem e a rotina do interior.
A experiência do lugar
Queda de aproximadamente 40 metros na localidade de Castelinho, junto à rodovia ES-164, apontada como a mais alta do município. O local tem área de piquenique e a visitação depende de agendamento.
Vila de colonização italiana com estação ferroviária de 1903, da antiga Leopoldina, hoje usada para exposições de artesanato. Reúne ainda a Casa Rosa, com mobiliário de imigrantes, e um centro cultural com museu.
Unidade de conservação que protege o monólito símbolo do Espírito Santo, com trilha guiada de cerca de seis quilômetros até as piscinas naturais escavadas na rocha. A visita é gratuita e exige agendamento porque o número diário de visitantes é limitado.
Formação rochosa de três picos separados por fendas profundas, a cerca de 8 km do centro, usada para voo livre, rapel e escalada. Fica em propriedade particular, e a trilha até a base exige bom preparo físico.
Vale entre as comunidades de Monforte Quente e Monforte Frio, a cerca de 15 km da sede, por onde passavam antigas rotas de tropeiros. Reúne cachoeiras, piscinas naturais e trilhas rurais entre montanhas.
Queda de cerca de 30 metros à margem do km 69,5 da BR-262, perto do distrito de Victor Hugo. O acesso é feito pela propriedade do restaurante Casa da Bica, onde pontes de madeira sobre o córrego permitem ver a cachoeira de perto.
Tem queda principal com cerca de 70 metros de altura e fica na Fazenda Breda, propriedade de uma família tradicional. Abaixo dela, um trecho de corredeiras forma áreas usadas para banho.
Cachoeira próxima à sede, com acesso pela rodovia ES-375, que segue em direção a Iconha. Forma um lago de águas claras usado para banho, alcançado por uma trilha de nível leve.
Inaugurada em 1910 no distrito de Matilde, integrou a ferrovia que levava o café da região até o porto de Vitória. Hoje funciona como espaço de memória e preserva a caixa d'água de ferro e a ponte sobre o Rio Benevente.
Elevação de cerca de 1.110 metros de altitude, a poucos quilômetros do centro, com acesso por estrada de terra. Abriga rampa de decolagem de voo livre e parapente, com vista ampla dos vales e montanhas da região.
Estrada charmosa na região de Pedra Azul, forrada de restaurantes, cafés, ateliês e cervejarias artesanais. O nome vem do ângulo em que a Pedra Azul parece um lagarto subindo a montanha.
Percurso de cerca de 9,5 km que acompanha trechos de um antigo caminho calçado de pedras do período imperial. O destaque é um jequitibá centenário cujo tronco exige ao menos nove pessoas para ser abraçado.
Comunidade rural onde ficam uma lagoa cercada de montanhas e uma cachoeira formada por uma sequência de sete quedas. O entorno tem estradas e trilhas para caminhada entre propriedades rurais.
Pequena queda de cerca de 6 metros que desliza por 30 metros sobre as rochas no distrito de Soturno, perto da divisa com Itapemirim. As águas rasas e calmas tornam o local procurado por famílias com crianças.
Queda d'água na Fazenda Viçosa, perto da sede, com acesso aberto aos visitantes. O nome vem da névoa de gotículas que se forma quando a água se choca contra as pedras.
Queda de cerca de 90 metros de altura, a aproximadamente 21 km da sede do município. O local conta com área de camping e é procurado para a prática de rapel no paredão.
Núcleo urbano de herança alemã com a Rua do Lazer, a Casa da Cultura, igreja luterana e lojas de artesanato e conservas locais. É onde acontecem as festas de tradição germânica da cidade.
Abrigo natural de pedra que serviu de moradia ao primeiro colonizador de Santa Maria de Marechal. Hoje guarda imagens de Nossa Senhora de Lourdes e de Santa Bernadete e recebe devotos o ano todo.
Maciço rochoso de cerca de 1.200 metros de altitude no Vale do Empoçado, na zona rural. Tem via de escalada com mais de 1 km de extensão, e a trilha de montanha até o alto é feita com guia local.
Galeria de pedra em arcos construída no início do século XX, perto da estação de Matilde, para desviar um córrego que passava sobre a linha férrea. A travessia, em ambiente escuro e úmido, tem 65 degraus de pedra.
Pequena capela erguida em 1902 sobre um grande bloco de rocha, a cerca de 450 metros de altitude, pelo imigrante italiano Amadio Partele. Recebe todos os anos, em agosto, a festa em louvor ao santo.
Espaço de memória da imigração italiana, com acervo de mais de 600 peças ligadas aos colonos que chegaram à região em 1892. Fica no centro, a poucos metros da Paróquia São Pedro Apóstolo.
Queda d'água com mais de 70 metros de altura, a cerca de 10 km do centro, integrada ao Circuito Turístico do Galo. O caminho até ela atravessa comunidades rurais e é usado para caminhada, ciclismo e rapel.
Conjunto de propriedades rurais de famílias descendentes de italianos que recebem visitantes para degustar socol, queijos, vinhos, geleias e café da roça. A cidade é reconhecida por lei federal como Capital Nacional do Agroturismo.
Ocupa o lugar de uma capela original de 1887 e foi inaugurada em 1949, no centro urbano. É a matriz da paróquia dedicada a São Sebastião, padroeiro do município.
Elevação de cerca de 1.400 metros de altitude na comunidade de Estreito, alcançada por estrada de terra íngreme. Do alto se tem vista panorâmica da sede do município e das serras ao redor.
Rampa de voo livre a cerca de 900 metros de altitude, na comunidade de Córrego de Ubá, com desnível de aproximadamente 860 metros até o vale. Já recebeu campeonatos brasileiros e etapas da Copa do Mundo de Parapente.
Capela no alto de um morro da localidade de Carolina, a cerca de 860 metros de altitude, construída há mais de um século por um imigrante italiano. O acesso é por trilha de aproximadamente 30 minutos na mata, e o topo tem cruz de 11 metros.
Núcleo da antiga Colônia de Santa Isabel, formada pelas primeiras famílias de imigrantes alemães chegadas à província em 1846. Fica a poucos quilômetros da sede e preserva a Igreja Matriz de Santa Isabel, construída em 1852.
Caverna de grandes salões formada em rocha granítica, também sítio arqueológico com vestígios de ocupação indígena antiga. A visita é feita com guia e inclui uma subida de escadaria até a entrada.
Unidade de conservação criada em 1992, com cerca de 800 hectares de Mata Atlântica a 4 km da sede. Protege espécies ameaçadas como o jequitibá-rosa e tem trilha circular de 800 metros, percorrida com agendamento.
Parque de altitude com formações rochosas arredondadas, campos de altitude e trilhas que levam a mirantes com vista para boa parte da serra capixaba. É um dos melhores lugares do estado para ver o pôr do sol.
Queda alta em meio à Mata Atlântica no distrito de Matilde, com poço para banho e estrutura de apoio para visitantes. O distrito também guarda um viaduto ferroviário histórico e cafés de estrada.
Sua base para explorar
A hospedagem faz parte da viagem. Escolha a região que combina com seu roteiro.
Hotel no distrito de Aracuí, onde fica o santuário que recebe milhares de romeiros por mês. Consta da lista oficial de hospedagens da prefeitura de Castelo e serve a quem visita o santuário.
Hotel em área de Mata Atlântica ligado à Reserva Ambiental Águia Branca, com piscinas aquecidas, quadras, spa, trilhas e acesso a cachoeira. Serve a famílias e a quem faz a Rota Caminhos da Mata Atlântica Capixaba.
Pousada com chalés espalhados pelas montanhas diante de um lago, que reúne restaurante de cozinha regional e italiana e a Cervejaria Aurora. Serve a famílias que querem área verde com pedalinho, parquinho e trilha.
Pousada em Santa Maria de Marechal, com acesso pela BR-262, que trabalha com pensão completa de comida caseira preparada pelos donos. Tem suítes, piscina e aceita animais de estimação, o que a torna opção para famílias.
Hotel do Sesc a cerca de dois quilômetros do centro de Domingos Martins, com cinco blocos de apartamentos em arquitetura de estilo germânico, piscinas aquecidas, lagos e trilhas. Atende comerciários e dependentes e recebe o público em geral conforme disponibilidade.
Hotel em estilo de mansão clássica no alto de um morro às margens da BR-262, em Pedra Azul, dentro de uma reserva de Mata Atlântica. Serve a quem busca hospedagem com restaurante, adega e programação de observação de aves e natureza.
Hospedagem em chalés no km 102 da BR-262, na localidade de Tapera, em Venda Nova do Imigrante. Serve a quem quer ficar perto da rodovia e das propriedades de agroturismo do município.
Pousada rural na localidade de São José do Alto Viçosa, que também aparece entre os locais para comer listados pela prefeitura. Serve a quem quer se hospedar na zona rural de Castelo, fora do centro.
Pousada em Santa Maria de Marechal que reúne hospedagem, restaurante e pizzaria no mesmo endereço. Consta da lista de hospedagens da prefeitura e serve a quem quer ficar perto das cervejarias e cachoeiras da região.
Pousada rural na localidade de Alto Chapéu, listada pela prefeitura tanto entre as hospedagens quanto entre os locais para comer. Serve a quem quer se hospedar na zona rural de montanha de Castelo.
Pousada em Araguaia, a vila de colonização italiana de Marechal Floriano. Consta da lista oficial de hospedagens da prefeitura e serve a quem quer ficar perto dos restaurantes de comida italiana e da cervejaria da vila.
Pousada no km 88 da BR-262, na Rota do Lagarto, com suítes, chalé e o Restaurante Lago Negro, à beira de um lago interno com cisnes. Serve a casais, famílias e a quem organiza casamentos com vista para a Pedra Azul.
Sabores do destino
Bistrô na zona rural de Vargem Alta aberto pelo chef Ricardo Silva e por Cidineia Pandolfi, com cardápio inspirado em ingredientes da Mata Atlântica. Além de pizzas e hambúrgueres, tem pratos com frutos nativos como guabiroba, juçara e brejaúba.
Propriedade de agroturismo em Forno Grande com produção hidropônica de morangos, petiscaria e loja. Além do almoço, o visitante pode colher os morangos direto das estufas no sistema colha e pague.
Restaurante na vila de Araguaia que serve comida caseira italiana feita no fogão a lenha, com massas artesanais e polenta com frango ensopado. Serve a quem visita a vila de tradição italiana de Marechal Floriano.
Restaurante de comida brasileira servida direto do fogão a lenha, comandado pela chef Rosi Reis, na ES-164 em Pedra Azul. O bufê reúne pratos como feijoada, galo caipira e frango com quiabo, em área cercada de mata.
Restaurante instalado em um casarão de madeira de 1904, com varandas, no bairro Bananeiras. Serve comida caseira com receitas de família ligadas à imigração italiana do fim do século XIX, com ingredientes quase todos da região.
Restaurante de cozinha italiana no Vale da Pedra, às margens da BR-262, que produz na casa as próprias massas e risotos. Tem vista para a Pedra do Lagarto e trabalha com ingredientes de produtores locais.
Restaurante de família no km 66 da BR-262 com bufê por quilo, churrasco na parrilha, café especial e mercearia de produtos caseiros. Usa verduras da própria horta e mantém receitas de origem alemã, como a carne ensopada da casa.
Fazenda no km 98 da BR-262 que combina restaurante de comida roceira feita no fogão a lenha, com a polenta como prato-símbolo, e pesque-solte. Serve a famílias que querem passar o dia com pedalinho, tirolesa e jardins.
Queijaria em Forno Grande que integra a Rota Caminhos da Mata Atlântica Capixaba, lançada em 2026. Aparece na lista de locais para comer da prefeitura e serve a quem quer provar queijos produzidos na propriedade.
Restaurante aberto em julho de 2026 no Hotel Natureza Eco Lodge, com cardápio da chef consultora Suely Faiçal e foco em vegetais. Tem lareira, adega, bar e dois salões, um deles com vista para a piscina e o campo de golfe.
Restaurante às margens da BR-262, junto ao braço sul do Rio Jucu, reconstruído depois de um incêndio em 2016. Aparece na lista de restaurantes da prefeitura e serve a quem faz parada na subida para as montanhas.
Restaurante e café colonial da família Fiorese na Rodovia Pedro Cola, a 12 km do centro, que antes funcionava como espaço de eventos. Serve almoço caseiro feito no fogão a lenha e café colonial, com vista para as montanhas.
Cervejaria artesanal com bar de torneiras e cozinha no Vale da Pedra, em Pedra Azul. Serve as cervejas da casa com pratos como joelho de porco com batatas rústicas e chucrute, para quem quer parar na rota com vista para a pedra.
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
Fica a cerca de uma a duas horas do Aeroporto de Vitória, pela BR-262, que corta a região ligando Vitória a Domingos Martins, Pedra Azul e Venda Nova do Imigrante.
De maio a agosto, o inverno capixaba, quando o frio da serra combina com os festivais gastronômicos e a Festa da Polenta em Venda Nova do Imigrante.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.