Manaus
Manaus reúne patrimônio do ciclo da borracha e paisagens amazônicas às margens do Rio Negro. O Teatro Amazonas, os mercados e os espaços culturais do centro histórico contam diferentes capítulos da capital.
Conheça o lugar
É a porta de entrada da floresta amazônica: em poucos dias você vê dois rios correndo lado a lado sem se misturar, dorme em lodge sobre palafitas e acorda com som de macaco. Manaus mistura ópera da Belle Époque com mercado de peixe e açaí, e a menos de duas horas do centro começam arquipélagos, igarapés e cachoeiras de água preta. É o destino que resume a Amazônia para quem tem uma semana.
Este destino reúne 5 cidades: Manaus, Iranduba, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Careiro da Várzea.
Um olhar pelo lugar
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Manaus reúne patrimônio do ciclo da borracha e paisagens amazônicas às margens do Rio Negro. O Teatro Amazonas, os mercados e os espaços culturais do centro histórico contam diferentes capítulos da capital.
Iranduba fica entre os rios Negro e Solimões e reúne paisagens de floresta e praias fluviais. Na vazante, as areias de Açutuba revelam uma das faces do município, ligado a Manaus pela ponte sobre o Rio Negro.
Novo Airão está às margens do Rio Negro e é uma das portas de acesso ao arquipélago de Anavilhanas. A vida ribeirinha, o artesanato e os passeios pelos canais aproximam o visitante da floresta amazônica.
Presidente Figueiredo é conhecida pelas cachoeiras, grutas e rios cercados pela floresta amazônica. As corredeiras do Urubuí e as trilhas do município revelam a relação entre a água e as formações rochosas.
Careiro da Várzea tem sua paisagem marcada pelos rios e pelo ciclo de cheias da Amazônia. A sede ribeirinha, as comunidades e as áreas alagáveis revelam modos de vida ligados à água e à agricultura.
A experiência do lugar
As águas pretas do rio Negro e as barrentas do Solimões correm lado a lado por quilômetros sem se misturar, por diferença de temperatura e densidade. O passeio de barco costuma seguir para os igapós e as vitórias-régias.
Lago de várzea na Ilha do Careiro, cercado por comunidades ribeirinhas e conhecido pelas vitórias-régias e pela fartura de peixes. O acesso é só por água, em barcos que saem do porto da Ceasa, em Manaus, com baldeação para embarcações menores.
Casarão começado em 1898 pelo governo do Amazonas para hospedar imigrantes italianos e depois usado como escola de ofícios, cadeia e hospital de hansenianos. As paredes em ruínas, entrelaçadas por raízes e cipós, ficam à margem direita do rio Negro.
Estrada de cerca de 21 quilômetros que corta a várzea do município, com o primeiro trecho pavimentado e o restante em terra, procurada por grupos de cicloturismo. Pelo caminho aparecem sumaúmas, mungubas, garças e jacarés, além de fazendas de gado.
Área de lagos e igarapés perto da confluência dos rios Negro e Solimões, visitada em passeios de barco que saem de Manaus. É conhecida pelas vitórias-régias, com folhas de até 2 metros de diâmetro, e pela observação de macacos, preguiças e aves.
Criado em 1980, protege toda a bacia do rio Jaú, de águas pretas, em área dividida com Barcelos, e é Patrimônio Mundial da Unesco desde 2000. A visita, com autorização prévia, inclui o rio Carabinani, corredeiras, praias e inscrições rupestres.
Ópera de 1896 erguida no auge do ciclo da borracha, com cúpula de mosaicos coloridos e salão italiano restaurado. Vale a visita guiada e, se der, um concerto da orquestra.
Conjunto de pequenas quedas no km 12 da rodovia AM-240, alcançado por uma trilha curta sobre deque de madeira e pedras. Entre as rochas junto a uma das quedas há um pequeno santuário, e o poço natural é usado para banho.
Plataforma flutuante na orla onde botos-cor-de-rosa se aproximam dos visitantes, em atividade acompanhada por projeto de pesquisa e manejo do ICMBio desde 2010. As regras proíbem os visitantes de alimentar ou perseguir os animais e exigem colete salva-vidas.
Estrutura de ferro de 1883 inspirada nos mercados europeus, à beira do rio Negro. Concentra peixes amazônicos, ervas, guaraná em bastão e artesanato ribeirinho.
Praia de areia clara e fina numa curva do rio Negro, acessada pelo km 28 da rodovia AM-070 e por um ramal asfaltado. Na vazante surge uma longa faixa de areia; na cheia, a água alcança as copas das árvores e o passeio passa a ser de caiaque.
Lajeiro de arenito com cerca de 250 metros de extensão ao pé de uma encosta, cortado por pequenas quedas e trechos de correnteza fraca. Fica no km 13 da rodovia AM-240 e é um dos geossítios do Geoparque Cachoeiras do Amazonas.
Orla urbana às margens do rio Negro, com faixa de areia que aparece na vazante, calçadão e quiosques. É onde o manauara vê o pôr do sol.
Povoado fundado em 1694 às margens do rio Negro, prosperou no ciclo da borracha e foi esvaziado no século 20, quando os moradores se mudaram para a nova sede. Casarões em ruínas tomados pela floresta e um cemitério antigo podem ser visitados de barco.
No km 57 da rodovia AM-240, a água atravessa um buraco aberto na rocha e cai num poço de areia branca. A escarpa ao lado expõe camadas de rochas sedimentares marinhas e integra o Geoparque Cachoeiras do Amazonas.
Museu a céu aberto dentro da Reserva Adolpho Ducke, com trilhas na mata, orquidário e lago de vitórias-amazônicas. A torre de 42 metros coloca o visitante acima da copa das árvores.
Área de cerca de 13 hectares de floresta mantida pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), aberta ao público em 1995. Tem trilhas, passarelas suspensas, recintos de peixes-bois e ariranhas e a Casa da Ciência, com exposições sobre a região.
Arquipélago fluvial com centenas de ilhas, igapós e furos navegáveis no rio Negro. É um dos melhores lugares da Amazônia para ver botos, jacarés e aves.
Queda larga de água escura sobre lajes de pedra, cercada por floresta densa. É a mais conhecida da cidade apelidada de Terra das Cachoeiras.
Templo neoclássico erguido na Praça XV de Novembro depois que um incêndio destruiu a igreja anterior, em 1850, com inauguração em 1877. De frente para o porto, guarda objetos usados pelo papa João Paulo II na visita de 1980.
Construído em 1903 em estilo eclético como residência do comerciante alemão de borracha Karl Waldemar Scholz, depois serviu de sede do governo estadual. Restaurado, virou centro cultural com exposições, recitais e um acervo de 228 peças.
Cavernas de arenito dentro da APA Caverna do Maroaga, com paredões altos, raízes penduradas e poços de água azulada. A visita combina caminhada na mata com banho dentro da gruta.
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
Voo até o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (MAO), em Manaus; para Presidente Figueiredo, cerca de 110 km pela BR-174, e para Novo Airão pela AM-070 e AM-352.
De junho a novembro, na vazante, quando surgem as praias de rio e as trilhas de floresta ficam secas; de dezembro a maio a cheia favorece a navegação entre as copas.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.