Rio da Prata
Uma trilha na mata leva até a nascente, onde começa a flutuação em água cristalina cercada de peixes. A correnteza leve faz o trabalho e você só observa.
mirante / dolina · Jardim, MS
Uma dolina gigantesca de paredões avermelhados onde vivem araras-vermelhas em liberdade. Mirantes na borda permitem observar o voo delas por cima do abismo.
Conheça
O Buraco das Araras é uma dolina, uma cratera aberta pelo desabamento do teto de uma caverna de calcário. Tem cerca de 100 metros de profundidade e 500 de circunferência, com uma pequena lagoa no fundo, alimentada pela chuva e por nascentes. A cratera começou a se formar há mais de 10 milhões de anos; o formato atual tem cerca de 300 mil anos. Nas paredes de arenito vermelho vivem araras-vermelhas, que fazem ninho nas fendas da rocha.
O lugar tem uma história de recuperação. Durante décadas a cratera serviu de depósito de lixo. A partir de 1986 o dono da área, Modesto Sampaio, começou a proteger o terreno, replantou a mata e retirou caminhões de lixo do fundo. Em 2007 a área virou Reserva Particular do Patrimônio Natural, a RPPN Buraco das Araras, com 29 hectares.
A visita é uma trilha leve, de cerca de um quilômetro, com dois mirantes na borda da cratera. De lá se veem as araras entrando e saindo dos ninhos, voando dentro do buraco, e o verde da mata lá embaixo. A reserva registra cerca de 160 espécies de aves. A visita é sempre acompanhada, sem contato com os animais.
Não se desce na cratera: só pesquisadores autorizados chegam ao fundo. A reserva fica na região de Jardim e costuma entrar no roteiro no mesmo dia do Rio da Prata. A graça é observar: ficar no mirante em silêncio e esperar as araras passarem.
Antes de ir
Cerca de uma hora e meia.
As araras podem ser vistas o ano todo. Entre maio e dezembro, época de reprodução, há mais movimento nos ninhos.
Fica a cerca de 29 km de Jardim e 55 km de Bonito. A visita é guiada e costuma ser reservada por agência de turismo credenciada; dá para ir de carro próprio.
Leve binóculo: os ninhos ficam nas paredes do outro lado da cratera, longe dos mirantes. A trilha é leve e serve para todas as idades.
Tire suas dúvidas
Não. Só pesquisadores autorizados descem. A visita é pela trilha da borda, com dois mirantes.
Não. É uma caminhada leve, de cerca de um quilômetro, que serve para todas as idades.
Cerca de 100 metros, com 500 metros de circunferência. No fundo há uma pequena lagoa.
Não há garantia, mas as araras-vermelhas vivem ali o ano todo. Entre maio e dezembro, época de reprodução, há mais movimento nos ninhos.
Na mesma viagem
Uma trilha na mata leva até a nascente, onde começa a flutuação em água cristalina cercada de peixes. A correnteza leve faz o trabalho e você só observa.
Um lago em dolina de profundidade ainda não totalmente medida, com água azul e visibilidade impressionante. Dá para flutuar na superfície ou mergulhar com cilindro.
Às margens do rio Miranda, marca o local onde foram sepultados o coronel Camisão, o tenente-coronel Juvêncio e o Guia Lopes, mortos durante a Retirada da Laguna, em 1867. Os restos foram levados ao Rio de Janeiro, e o sítio é mantido pela prefeitura e pelo Exército.