Bonito
Bonito reúne rios transparentes, cavernas e paisagens de mata na Serra da Bodoquena. A Gruta do Lago Azul e os ambientes aquáticos revelam a relação entre as águas e as formações calcárias da região.
Conheça o lugar
Aqui a água é o espetáculo: rios tão transparentes que você flutua sobre cardumes como se estivesse dentro de um aquário. Entre grutas azuis, dolinas gigantes e cachoeiras escondidas na serra, cada dia rende um passeio diferente. É o destino brasileiro que virou referência mundial em ecoturismo organizado.
O segredo da transparência é o calcário da Serra da Bodoquena, que filtra a água dos rios. Em Bonito ficam a Gruta do Lago Azul, o Abismo Anhumas, com descida de rapel até um lago subterrâneo, e as flutuações no Rio Sucuri e no Aquário Natural. Em Jardim, a flutuação do Rio da Prata e o Buraco das Araras, uma dolina onde as araras-vermelhas fazem ninho, estão entre os passeios mais procurados. Bodoquena reúne cachoeiras em sequência, como as da Boca da Onça.
Os passeios ficam em fazendas particulares, com número limitado de visitantes por dia, guia obrigatório e regras de conduta, como não usar protetor solar na água. É isso que mantém os rios tão limpos, e é também por isso que a viagem precisa ser planejada: as vagas dos passeios mais procurados acabam antes, principalmente nas férias e nos feriados.
Este destino reúne 3 cidades: Bonito, Jardim, Bodoquena.
Um olhar pelo lugar
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Bonito reúne rios transparentes, cavernas e paisagens de mata na Serra da Bodoquena. A Gruta do Lago Azul e os ambientes aquáticos revelam a relação entre as águas e as formações calcárias da região.
Jardim combina rios de águas claras e patrimônio urbano no sudoeste de Mato Grosso do Sul. As paisagens da Serra da Bodoquena e os espaços do centro apresentam diferentes aspectos da história local.
Bodoquena reúne rios, cachoeiras e formações calcárias em uma região de serras de Mato Grosso do Sul. A paisagem natural e os espaços da sede municipal aproximam o visitante do cotidiano do interior.
A experiência do lugar
Uma caverna monumental que guarda no fundo um lago de azul intenso, iluminado pela luz que entra pela boca da gruta. A descida por escadas de pedra passa por estalactites enormes.
Trilha leve de cerca de 2,5 km pela mata ciliar do rio Betione, com sete quedas e várias paradas para banho. O passeio inclui trecho de bote pelo rio e pode ser combinado com caiaque ou stand-up paddle.
Uma trilha na mata leva até a nascente, onde começa a flutuação em água cristalina cercada de peixes. A correnteza leve faz o trabalho e você só observa.
Fica no fragmento norte do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, a cerca de 30 km da sede, e é percorrido por trilha de aproximadamente 5 km entre paredões rochosos. O trajeto segue pelas margens e pelo leito do rio, com pequenas cachoeiras e piscinas naturais.
Considerado um dos rios mais transparentes do mundo, nasce em uma piscina natural e segue calmo entre a vegetação aquática. A flutuação é tranquila, ideal para quem nunca mergulhou.
A entrada é por rapel de 72 metros até um lago subterrâneo cercado de cones de calcário. Lá embaixo dá para flutuar ou fazer mergulho autônomo entre as formações.
Às margens do rio Miranda, marca o local onde foram sepultados o coronel Camisão, o tenente-coronel Juvêncio e o Guia Lopes, mortos durante a Retirada da Laguna, em 1867. Os restos foram levados ao Rio de Janeiro, e o sítio é mantido pela prefeitura e pelo Exército.
Povoado na serra com mirantes voltados para o Pantanal do Nabileque e para as terras indígenas Kadiwéu. As formações rochosas da área são apontadas como vestígios de antiga crosta oceânica, e as estradas atraem ciclistas.
Área de lazer pública mantida pela prefeitura às margens do rio Formoso, a cerca de 6,5 km do centro. As águas transparentes permitem ver cardumes de perto, com trechos rasos para crianças e áreas mais fundas para nado.
Uma dolina gigantesca de paredões avermelhados onde vivem araras-vermelhas em liberdade. Mirantes na borda permitem observar o voo delas por cima do abismo.
Ponte em arcos erguida na década de 1930 sobre o rio Miranda, na divisa com Guia Lopes da Laguna. É um dos marcos históricos da ocupação da região e ponto de contemplação do rio.
Trilha de várias horas que passa por uma sequência de quedas d'água e piscinas naturais até a maior cachoeira de Mato Grosso do Sul, com 156 metros. Há ainda rapel de tirar o fôlego.
Um lago em dolina de profundidade ainda não totalmente medida, com água azul e visibilidade impressionante. Dá para flutuar na superfície ou mergulhar com cilindro.
A flutuação começa na própria nascente, dentro de uma área protegida onde os peixes nadam colados ao visitante. É o passeio mais indicado para famílias com crianças.
Sua base para explorar
A hospedagem faz parte da viagem. Escolha a região que combina com seu roteiro.
Fica na Rua Doutor Pires, a pouco mais de um quilômetro do centro de Bonito, com quartos privativos e dormitórios compartilhados, piscina, redes e agência de passeios no local. Atende mochileiros, viajantes sozinhos e grupos que buscam hospedagem econômica.
Fica na Rua 1º de Maio, no centro de Jardim, perto do comércio e de restaurantes, com 25 apartamentos, piscina, academia e estacionamento próprio. Atende quem viaja a trabalho e turistas que usam a cidade como base para visitar o Rio da Prata e o Buraco das Araras.
Fica na zona rural de Bodoquena, a cerca de 25 km da cidade, junto ao Rio Salobra, e reúne pousada, balneário, restaurante e área de camping, com suítes, apartamentos e chalés no alto do morro. Atende famílias e grupos que querem banho de rio, tirolesa e boia-cross sem sair da propriedade.
Fica na Avenida Fernando Aranha, em Jardim, e é um hotel recente, de quartos amplos, com estacionamento e café da manhã. Serve a casais e viajantes de passagem que procuram uma hospedagem nova e prática na cidade.
Fica na Rodovia Bonito–Três Morros, a cerca de 3 km do centro, em área verde onde é comum avistar macacos, tucanos e araras perto dos chalés e apartamentos. Serve a quem quer dormir em ambiente tranquilo, junto à natureza, e tem carro para ir jantar na cidade.
Fica na Rua 29 de Maio, no bairro Vila América, em área urbana de Bonito, com jardim arborizado, área de lazer e café da manhã. É uma opção sem luxo e com estrutura completa para famílias e casais que querem ficar perto do centro.
Fica na Rua 1º de Maio, no centro de Jardim, com 28 apartamentos climatizados, café da manhã, restaurante e salão para eventos. É uma opção econômica para quem viaja a trabalho ou passa pela cidade a caminho dos atrativos da Serra da Bodoquena.
Sabores do destino
Fica na Avenida Duque de Caxias, a principal avenida de Jardim, e serve pizzas, lanches e pratos brasileiros como peixes e bifes. Com ambiente simples, atende moradores e viajantes que procuram uma refeição informal no centro.
Fica na Rua Coronel Nelson Felício dos Santos, no centro de Bonito, em casa de ambiente rústico, às vezes com música ao vivo. A cozinha trabalha com peixes de rio e carnes da região, e a traíra frita é o prato mais conhecido. Recebe casais, famílias e grupos de turistas que querem provar a comida local.
Fica na Avenida Manoel Rodrigues de Oliveira, a via principal do centro de Bodoquena, e serve pizzas, lanches e porções como batata recheada e tilápia. Tem atendimento à mesa e espaço para crianças, e atende famílias e visitantes que passam a noite na cidade.
Fica na Rua Ari Coelho de Oliveira, em Jardim, e serve peixes grelhados, caldeiradas e outros pratos da cozinha regional, com cerveja e drinques. Atende também para viagem e entrega, e recebe moradores e turistas.
Fica na Rua Guilherme Maidana, no centro de Bodoquena, e serve almoço de comida caseira brasileira, com peixe frito como prato semanal. É um restaurante simples, tocado pela própria dona, que atende moradores e visitantes em busca de uma refeição do dia a dia.
Fica na Rua Senador Filinto Müller, no centro de Bonito, e serve pizzas artesanais de massa de longa fermentação, com molhos e coberturas feitos na casa. A carta inclui sucos naturais, vinhos e cervejas artesanais, e há mesas ao ar livre.
Fica na Rua Coronel Pilad Rebuá, a principal rua de Bonito, e serve pastéis tradicionais e de sabores regionais, como o de carne de jacaré, além de caldos. É uma parada rápida e informal depois dos passeios.
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
O Aeroporto de Bonito (BYO) recebe voos regulares em parte do ano. A rota mais comum é voar até Campo Grande e seguir cerca de 300 km de carro ou de van pelas BR-060 e BR-267, em cerca de 4 horas. Jardim fica a cerca de 60 km de Bonito, e Bodoquena a cerca de 70 km.
De abril a setembro, na estação seca, quando os rios costumam estar no auge da transparência e as trilhas estão firmes. De dezembro a março, o calor é maior e as cachoeiras ficam mais cheias, mas chuvas fortes podem turvar a água por alguns dias. Julho e os feriados prolongados são os períodos mais disputados.
Reserve de 4 a 5 dias. A maioria dos passeios dura meio dia ou um dia inteiro, e as fazendas ficam a até uma hora e meia de estrada de Bonito, então dá para fazer um ou dois por dia. Quem quer incluir o Pantanal pode somar mais 2 ou 3 dias, saindo de Bonito para Miranda.
Bonito é a base de quase todos os visitantes: ali estão as pousadas, os hotéis, os restaurantes e as agências que vendem os passeios. Para quem vai focar nos passeios de Jardim, como o Rio da Prata e o Buraco das Araras, há pousadas na própria cidade e em fazendas da região. Algumas fazendas também oferecem hospedagem junto ao atrativo.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.
Tire suas dúvidas
Os passeios são vendidos por agências de turismo credenciadas, por meio do voucher único, um sistema da prefeitura que controla o número de visitantes em cada atrativo. Não se compra na porta das fazendas. O voucher traz a data e o horário do passeio, e o atraso pode fazer você perder a vaga.
Sim, sobretudo os mais procurados, como a Gruta do Lago Azul, o Abismo Anhumas e as flutuações do Rio da Prata e do Rio Sucuri, que têm vagas limitadas por dia. Nas férias e nos feriados, reserve assim que tiver as datas da viagem. Em baixa temporada, há mais flexibilidade.
Não. A flutuação é feita com colete salva-vidas, máscara, snorkel e roupa de neoprene, e a correnteza leva o grupo rio abaixo, sempre com guia. É preciso apenas estar à vontade na água. Crianças costumam ter idade mínima, que varia de passeio para passeio.
Não. Protetor, repelente, cremes e maquiagem são proibidos nas flutuações e nos banhos, porque turvam a água e prejudicam a fauna. Proteja-se do sol com roupa e boné fora da água. As próprias fazendas orientam sobre as regras antes de cada passeio.
Não é obrigatório. A maioria das agências oferece transporte até as fazendas, e há transfer a partir de Campo Grande. O carro dá mais liberdade de horário, mas algumas estradas são de terra e ficam difíceis em dias de chuva.