Pamplona

Festa popular · Pamplona

San Fermín

Nove dias de festa contínua em Pamplona, capital de Navarra, em honra de São Firmino: a cidade se veste de branco e vermelho, os touros correm todas as manhãs pelas ruas do centro antigo no encierro e a programação segue até a madrugada com gigantes, música e fogos.

Na foto: Pamplona

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San Fermín — Pamplona
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San Fermín — Pamplona

Quando

De 6 a 14 de julho, do meio-dia de 6 de julho, com o Chupinazo, até a meia-noite de 14 de julho, com o Pobre de mí.

julho

Onde

Recorrido del Encierro

Pamplona

Navarra

Organização

Site oficial

Datas, programação e ingressos

As datas mudam a cada ano: confirme a data deste ano antes de viajar.

A festa

O que é San Fermín

As festas de San Fermín, ou Sanfermines, ocupam Pamplona de 6 a 14 de julho. São nove dias em que o centro antigo da capital de Navarra praticamente não dorme: há música desde o amanhecer, desfile de gigantes pela manhã, corrida de touros à tarde, fogos à noite e festa nas ruas até tarde. Quase todo mundo se veste com o traje da festa, camisa e calça ou saia brancas, faixa na cintura e lenço vermelho no pescoço. A festa é declarada de interesse turístico internacional.

São Firmino, que segundo a tradição foi o primeiro bispo de Pamplona e morreu mártir em Amiens, é copadroeiro de Navarra. Na Idade Média, a cidade o celebrava no outono, com cerimônias religiosas e comida para os pobres; em 1591, por causa do mau tempo de outubro, a prefeitura passou a festa para 7 de julho, juntando-a à feira de verão, que já tinha touradas. O encierro nasceu como o jeito de levar os touros dos currais, fora das muralhas, até a praça onde seriam lidados à tarde, e as cercas de madeira do percurso aparecem já no século XVIII. No século XX, o romance O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway, que esteve nas festas pela primeira vez em 1923, espalhou a fama de Pamplona pelo mundo; um monumento ao escritor fica ao lado da praça de touros.

A abertura é o Chupinazo: ao meio-dia de 6 de julho, um foguete lançado da sacada da prefeitura, sobre a Plaza Consistorial lotada, dá início às festas, e cada um amarra o lenço vermelho no pescoço. Quem não cabe na praça acompanha por telões montados em outros pontos da cidade, como o Paseo de Sarasate e a Plaza de los Fueros.

De 7 a 14 de julho, todas as manhãs, os touros da tourada do dia correm pelas ruas em direção à praça de touros, acompanhados de bois-guia, os cabestros, com corredores de branco à frente. Antes da largada, os corredores cantam três vezes diante de uma pequena imagem de São Firmino na Cuesta de Santo Domingo, pedindo proteção ao santo, muitos com um jornal enrolado na mão. O percurso tem cerca de 850 metros: sobe a Cuesta de Santo Domingo, cruza a praça da prefeitura, vira em Mercaderes, segue pela longa rua Estafeta, faz a curva de Telefónica e entra na arena pelo Callejón. A corrida costuma durar poucos minutos e é marcada por foguetes: o primeiro abre os currais, o último avisa que todos os touros já estão recolhidos. Carpinteiros montam e desmontam a cada dia parte das cercas de madeira do trajeto.

O resto do dia tem outro ritmo. Cedo, a banda municipal La Pamplonesa sai tocando as dianas pelo centro. Depois do encierro, a Comparsa de Gigantes y Cabezudos, com gigantes feitos em 1860 e cabeçudos de 1890, percorre as ruas acompanhada de gaiteiros, e os kilikis e zaldikos correm atrás das crianças. Em 7 de julho, dia do santo, a imagem de São Firmino sai em procissão da igreja de San Lorenzo pelas ruas do centro, com autoridades, dantzaris, txistularis e a banda municipal. À tarde há tourada na praça de touros, e as peñas, associações de festa da cidade, saem dela em cortejo com suas bandas. À noite, um concurso internacional de fogos de artifício, tradição que vem do século XVII, ilumina o céu a partir da Cidadela.

O fim é o Pobre de mí: à meia-noite de 14 de julho, a Plaza Consistorial se enche de gente com velas acesas, que ergue o lenço vermelho e canta a despedida até o ano seguinte; muitos deixam depois a vela e o lenço na grade da igreja de San Lorenzo. Para quem visita, San Fermín junta numa mesma semana uma tradição religiosa de séculos, o encierro conhecido no mundo inteiro e uma festa de rua aberta a todos.

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O que não perder

O Chupinazo, que abre a festa em 6 de julho, na Plaza Consistorial ou diante de um dos telões da cidade. As dianas de La Pamplonesa, a banda municipal, que percorrem o centro logo cedo. Um encierro, numa das manhãs de 7 a 14 de julho, visto de um ponto do percurso ou da arquibancada da arena, onde a chegada fecha a corrida. O canto dos corredores diante da imagem do santo na Cuesta de Santo Domingo, minutos antes da largada. A Comparsa de Gigantes y Cabezudos, que sai todas as manhãs do Palacio de Ezpeleta, e a despedida dos gigantes, com dança na Plaza Consistorial, no último dia. A procissão de 7 de julho, com os gigantes dançando no átrio da catedral enquanto toca o sino María. O cortejo das peñas com suas charangas depois da tourada da tarde. Os fogos de cada noite, vistos do gramado da Vuelta del Castillo. A despedida da festa na noite de 14 de julho, com velas acesas e lenços erguidos na Plaza Consistorial ou na Plaza del Castillo, onde as peñas costumam se reunir.

Como aproveitar

O centro antigo, onde acontece quase tudo, é em boa parte de pedestres; a pé se chega a todos os lugares, e os ônibus urbanos, as villavesas, têm serviço reforçado nas festas, com mudanças de linhas e horários. Para ver o encierro, chegue muito cedo às cercas do percurso ou procure lugar na arquibancada da praça de touros; há também sacadas alugadas por moradores ao longo das ruas. Correr tem normas próprias da prefeitura: não podem correr menores de 18 anos, nem quem bebeu ou usou drogas, nem quem leva bolsa, mochila ou calçado inadequado; é proibido filmar ou fotografar no percurso, provocar ou tocar os touros e ficar no trajeto sem intenção de correr, e é preciso obedecer à polícia e aos pastores. Os corredores entram no percurso antes da largada, pela parte de cima, entre a Cuesta de Santo Domingo e a praça da prefeitura. No Chupinazo, a prefeitura não permite vidro, latas nem bastões e desaconselha chinelos e sandálias. Os dias 6 e 7 de julho e os fins de semana são os mais cheios; nos dias de semana o ambiente é mais tranquilo. Leve roupa branca e o lenço vermelho, que também se compram em Pamplona, e água para o calor dos dias de julho.

O que comer

O almuerzo, refeição do meio da manhã, é um ritual das festas: ovos fritos com chistorra, a linguiça fina de Navarra, ou magras com tomate, depois do encierro ou dos gigantes. Churros com chocolate quente são o café da manhã de quem volta da corrida, e algumas churrarias tradicionais do centro antigo só abrem nesses dias. No almoço, os pratos de Navarra ganham as mesas: bacalhau ao ajoarriero, ensopado de rabo de touro, pochas, as favas brancas frescas, e cordeiro ao chilindrón. Durante a tourada, as peñas fazem a merienda nas arquibancadas, com comida trazida de casa. Os bares da rua Estafeta e da Plaza del Castillo servem pinchos o dia inteiro.

Planeje com antecedência

Pamplona recebe muitos visitantes nesses dias, e a hospedagem no centro e nos bairros próximos costuma esgotar com meses de antecedência; reserve cedo ou procure lugar em cidades vizinhas com transporte até Pamplona. As touradas e a arquibancada da praça de touros na hora do encierro exigem ingresso; nos dias mais procurados, compre com antecedência. Confira no site oficial o programa do ano, os percursos dos gigantes e os serviços da cidade antes de viajar.

Na cidade

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Tire suas dúvidas

Perguntas sobre San Fermín

Quando são as festas de San Fermín em Pamplona?

Sempre em julho, do dia 6 ao dia 14. A abertura é o foguete do Chupinazo, na praça da prefeitura, e o encerramento é o canto do Pobre de mí, na última noite. As corridas de touros pelas ruas acontecem todas as manhãs a partir do dia 7.

O que é o encierro de San Fermín?

É a corrida dos touros que vão para a tourada da tarde, soltos dos currais de Santo Domingo e levados pelas ruas do centro até a arena, num percurso de cerca de 850 metros. Corredores vestidos de branco seguem à frente deles, e tudo costuma terminar em poucos minutos.

Quem pode correr no encierro?

A prefeitura de Pamplona só permite adultos, a partir de 18 anos, sóbrios, sem bolsa ou mochila, com calçado apropriado e sem câmera ou celular para filmar. Também proíbe chamar a atenção dos animais ou encostar neles e exige seguir as ordens de policiais e pastores.

Onde assistir ao encierro de San Fermín?

Junto às cercas do trajeto, para quem chega bem cedo, nas arquibancadas da arena, onde a corrida termina, ou em sacadas de moradores ao longo das ruas. A corrida também é transmitida pela televisão.

Por que se usa branco e vermelho em San Fermín?

Roupa branca com faixa e lenço vermelhos é o traje tradicional da festa. Não se sabe ao certo quem o lançou; costuma-se atribuí-lo a uma peña dos anos 1930. O lenço é amarrado no pescoço depois do foguete de abertura e só sai na despedida, e muitos o ligam ao martírio do santo.

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