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Sobre Rua Teresa
A Rua Teresa já aparece na planta original de Petrópolis, de 1846, e o nome homenageia a imperatriz Teresa Cristina. Fica no Alto da Serra e foi por muito tempo a entrada da cidade: por ali passavam o caminho para Minas e, a partir de 1883, os trilhos do trem. Até 1928, era o único acesso ao centro para quem vinha do Rio.
No começo do século XX, oficinas da ferrovia e fábricas de tecido se instalaram na região. Quando as grandes fábricas fecharam, nos anos 1970, ex-operários abriram confecções na própria rua. O polo de malhas nasceu daí. Hoje são mais de mil lojas em cerca de 2 quilômetros, no maior polo de moda da Região Serrana, que gera perto de 20 mil empregos diretos.
A rua é praticamente plana, com leve subida, e tem lojas dos dois lados, uma atrás da outra. Vende-se de tudo em roupa: malha, tricô, moda feminina, masculina e infantil. Muitas lojas fazem preço de atacado a partir de poucas peças, e é comum ver excursões e revendedoras com malas de rodinha. Grande parte do que se vende é produzido em confecções da própria cidade.
O movimento é maior no sábado e nas trocas de coleção, quando há liquidações. Em fevereiro de 2022, no temporal que atingiu Petrópolis, a água desceu dos morros do Alto da Serra e alagou parte da rua. As lojas reabriram em menos de três semanas. Em épocas de festa, como a Bauernfest, a associação dos lojistas já organizou vans do centro até a rua.