Corumbá
Corumbá reúne casario histórico e paisagens pantaneiras às margens do Rio Paraguai. O Porto Geral revela a memória da navegação e do comércio que marcaram a formação da cidade.
Conheça o lugar
A maior planície alagável do planeta é o lugar onde a vida selvagem simplesmente aparece na beira da estrada: jacarés, capivaras, tuiuiús e, com sorte, a onça-pintada. Os dias se dividem entre safáris de barco, cavalgadas com peões pantaneiros e noites de focagem sob um céu sem poluição luminosa. É a experiência mais próxima de um safári africano que o Brasil oferece.
Este destino reúne 6 cidades: Corumbá, Miranda, Aquidauana, Poconé, Cáceres, Barão de Melgaço.
Um olhar pelo lugar
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Corumbá reúne casario histórico e paisagens pantaneiras às margens do Rio Paraguai. O Porto Geral revela a memória da navegação e do comércio que marcaram a formação da cidade.
Miranda combina patrimônio ferroviário, tradições locais e paisagens do Pantanal sul-mato-grossense. A antiga estação preserva parte da história dos caminhos que conectaram a região.
Aquidauana reúne patrimônio histórico e paisagens ligadas ao rio que dá nome à cidade. A igreja matriz e os espaços do centro fazem parte dos caminhos de acesso ao Pantanal sul-mato-grossense.
Poconé é ponto de partida para percorrer a Transpantaneira e conhecer as paisagens do Pantanal. A estrada segue entre áreas alagáveis e vegetação nativa até a região de Porto Jofre.
Cáceres reúne patrimônio histórico e paisagens do Rio Paraguai na borda do Pantanal. A Catedral de São Luiz e o casario do centro revelam diferentes capítulos da formação da cidade.
Barão de Melgaço tem sua paisagem marcada por rios, baías e pelas mudanças das águas do Pantanal. A Baía de Chacororé integra esse ambiente, ligado ao cotidiano das comunidades ribeirinhas.
A experiência do lugar
Uma das maiores baías do Pantanal, ligada ao rio Cuiabá por corixos e abastecida por córregos que descem do planalto. É berçário de peixes e sustenta dezenas de comunidades ribeirinhas.
Cerca de 120 km de estrada de terra que corta o Pantanal Sul entre Corumbá e a BR-262, com pontes de madeira e fauna à vista o tempo todo. É o safári mais fácil de fazer por conta própria.
Esculpido em pedra lioz em Lisboa para marcar a fronteira definida pelo Tratado de Madri, foi fincado na foz do rio Jauru em 1754. Em 1883 foi levado para a praça em frente à catedral, onde permanece.
Fica a cerca de 23 km do centro, com acesso pelo distrito de Camisão e um trecho final de estrada de terra. Do alto se tem vista panorâmica do cerrado e do início da planície pantaneira.
Vizinha da Chacororé, forma com ela um dos cartões-postais do município, que fica quase todo alagado na cheia. É procurada para pesca e passeios de barco pelas águas pantaneiras.
Iniciada em 1919 com projeto inspirado na Notre-Dame de Paris, só foi concluída em 1965, após problemas estruturais e a morte do arquiteto. O estilo mistura elementos góticos e neogóticos.
Ponto em que as águas transparentes do rio Salobra se juntam às águas barrentas do rio Miranda, formando um contraste nítido de cores. O passeio combina navegação e caminhada leve, com observação de cervos, capivaras e tuiuiús.
Distrito a cerca de 31 km do centro, às margens do rio Aquidauana e cercado pela Serra de Maracaju. É procurado para pesca, banhos de rio e provas de mountain bike.
São cerca de 145 km de estrada de terra com mais de cem pontes de madeira ligando Poconé a Porto Jofre. Cada ponte é um mirante improvisado sobre baías cheias de bichos.
Surgido após a descoberta de ouro em 1777, o núcleo antigo foi tombado como patrimônio histórico estadual em 2007. Em torno da praça da Matriz ficam casarões e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, palco da tradicional cavalhada.
Às margens do rio Paraguai, o núcleo da cidade fundada em 1778 recebeu tombamento federal em 2010. Reúne casarões de estilos colonial, neoclássico, art déco e neogótico, como a Casa Dulce, de 1871.
Espaço dedicado à cultura terena e de outros povos originários, reaberto em 2024 após restauração feita pelo governo estadual. Funciona como vitrine e ponto de venda do artesanato produzido sobretudo por mulheres indígenas.
Construída entre 1918 e 1921, tem 23 metros de altura e 63 metros de extensão sobre o rio Aquidauana. Liga a cidade a Anastácio e é um dos marcos históricos da região.
Ponto final da Transpantaneira e base mundial para avistar onça-pintada em liberdade, a partir de barcos no rio Cuiabá. Na seca, os encontros com as onças na beira do rio são quase rotina.
Criada em 1997, é a maior reserva particular do patrimônio natural do país, com cerca de 108 mil hectares, e integra um sítio Ramsar. Recebe visitantes em passeios guiados por pantaneiros.
Dolina a cerca de 25 km do centro, com lago de águas que variam entre azul-turquesa e verde-esmeralda, alcançado por trilha e escadaria. Atrai mergulhadores, e moradores atribuem propriedades curativas à água.
Construída em 1931 com inspiração eclética, fica em frente à praça Agenor Carrilho e é tombada pelo governo estadual desde 1998. Pertence à diocese de Jardim e passou por restauração para recuperar suas características originais.
Matriz da cidade, foi inaugurada em 4 de abril de 1912. Na década de 1930 passou a ser conduzida por padres redentoristas norte-americanos, a primeira igreja brasileira a ficar sob o comando da congregação.
Criado em 2004, protege cerca de 109 mil hectares de Pantanal, a maior parte no município, na confluência de rios como o Cuiabá e o São Lourenço. Abriga grande população de onças-pintadas, observadas em passeios de barco.
Trecho do rio Miranda cercado de pousadas pantaneiras, famoso pela pesca esportiva e pelos passeios de barco ao entardecer. É uma das portas de entrada clássicas da Estrada Parque.
Um cordão de montanhas que rompe a planície pantaneira na fronteira com a Bolívia, acessível por barco pelo rio Paraguai. A vista do alto revela o Pantanal inteiro até o horizonte.
Conjunto de armazéns e sobrados do século XIX à beira do rio Paraguai, lembrança da época em que Corumbá era um grande porto fluvial. Hoje abriga bares, lojas e museus.
Fortificação do século XIX construída para defender a fronteira oeste, hoje aberta à visitação. Do alto se descortina uma das melhores vistas do rio Paraguai.
Fazenda produtiva que abriu suas porteiras ao turismo com safáris fotográficos diurnos e noturnos entre baías e arrozais. É um dos lugares mais confiáveis do Pantanal Sul para ver fauna de perto.
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
Voe para Campo Grande ou Corumbá (Pantanal Sul) e siga pela BR-262 até a Estrada Parque, ou para Cuiabá (Pantanal Norte) e pegue a Transpantaneira em Poconé.
De maio a setembro, na seca, quando os animais se concentram perto da água e as estradas estão trafegáveis.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.