Barreirinhas
Barreirinhas cresceu às margens do Rio Preguiças e é uma das portas de entrada dos Lençóis Maranhenses. Passeios de barco revelam povoados ribeirinhos, enquanto dunas e lagoas completam a viagem.
Conheça o lugar
Imagine um deserto de areia branca que se enche de água doce e transparente depois das chuvas: é assim que os Lençóis Maranhenses recebem quem chega. Você sobe dunas a pé, mergulha em lagoas que só existem por alguns meses do ano e termina o dia vendo o sol se pôr sobre um horizonte sem fim.
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses ocupa cerca de 155 mil hectares entre Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão e Primeira Cruz. Barreirinhas é a porta de entrada mais estruturada: dali saem os circuitos de 4x4 para a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita e o passeio de lancha pelo Rio Preguiças até Vassouras, Mandacaru e Caburé. Santo Amaro dá acesso a lagoas maiores e menos visitadas, como a da Gaivota e as Emendadas, e Atins é a vila de pescadores no encontro do rio com o mar.
A oeste, Paulino Neves guarda os Pequenos Lençóis, com dunas e lagoas de acesso mais fácil e muito menos movimento. Os passeios são feitos em veículos 4x4 credenciados e a pé, porque não há estradas dentro do parque. Quem tem fôlego pode atravessar os Lençóis a pé, em travessias de vários dias com guia.
Este destino reúne 4 cidades: Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão, Primeira Cruz, Paulino Neves.
Um olhar pelo lugar
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Barreirinhas cresceu às margens do Rio Preguiças e é uma das portas de entrada dos Lençóis Maranhenses. Passeios de barco revelam povoados ribeirinhos, enquanto dunas e lagoas completam a viagem.
Santo Amaro do Maranhão fica junto às dunas e lagoas dos Lençóis Maranhenses. Caminhadas pela areia, banhos nas lagoas e visitas a comunidades da região aproximam o viajante da paisagem local.
Primeira Cruz reúne paisagens de rios, manguezais e lagoas no litoral maranhense. A vida ribeirinha junto ao Rio Periá e as águas da Lagoa do Cassó revelam diferentes ambientes do município.
Paulino Neves é cortada pelo Rio Novo e integra a paisagem dos Pequenos Lençóis Maranhenses. Dunas, lagoas e praias compõem os passeios, entre a vida ribeirinha e os caminhos da Rota das Emoções.
A experiência do lugar
É a lagoa mais visitada do parque e costuma abrir o roteiro clássico de quem chega por Barreirinhas. A água tem um tom azul-esverdeado que muda conforme a hora do dia.
Fica no povoado do Cassó, a cerca de 207 quilômetros da capital maranhense, com águas cristalinas que formam uma piscina natural. Redes armadas dentro d'água convidam ao descanso, e a lagoa sustenta pescadores e agricultores locais.
Campo de dunas e lagoas sazonais protegido por uma área de proteção ambiental estadual criada em 1991. Difere do parque nacional vizinho pela areia mais grossa e amarelada, pelo litoral mais recortado e pela vegetação mais abundante.
Chega-se a ela subindo uma duna íngreme de cerca de 30 metros, e a recompensa é a vista do campo de dunas inteiro. É o ponto preferido para assistir ao pôr do sol.
Passeio de barco que sai do porto da cidade no período da tarde, por rios e manguezais do entorno. No trajeto é possível observar guarás, macacos-prego, golfinhos e botos, com o pôr do sol no fim do percurso.
Formado há cerca de um século pelo barramento de dunas, atravessa a cidade, que por muito tempo levou o seu nome. É navegável por pequenos barcos, e suas águas calmas, cercadas de manguezal, servem para banho e passeios de caiaque.
Comunidade dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, cortada pelo Rio Alegre, de águas escuras e temperatura agradável para banho. É base de apoio para as lagoas da Betânia, da Pedra e do Cajueirinho, acessadas em veículos credenciados.
Localizada no povoado Campo Novo, integra os circuitos do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses no município. Oferece boas condições para banho, sobretudo no período de seca, e o acesso é feito em veículos credenciados.
Duna alta usada como mirante natural, com vista panorâmica sobre o campo de areia branca, as praias e os parques eólicos da região. É procurada principalmente no fim da tarde, para a observação do pôr do sol.
Próxima à sede do município, é alcançada a pé ou de veículo e integra o circuito mais popular da região. O roteiro inclui também a Lagoa do Maçarico, entre dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.
A cerca de 15 quilômetros da cidade, tem uma longa faixa de areia voltada para o mar aberto e ambiente tranquilo. É um dos pontos procurados para o pôr do sol no trecho entre os Lençóis e o Delta do Parnaíba.
O passeio de lancha desce o rio entre mangues e dunas, com paradas em pequenos povoados ribeirinhos. É o contraponto aquático às caminhadas na areia.
No povoado de Mandacaru, o farol é subida obrigatória de quem faz o circuito do Rio Preguiças. Do alto se vê o encontro do rio com o mar e o campo de dunas ao longe.
Uma faixa estreita de areia com o mar aberto de um lado e o Rio Preguiças do outro. Parada tradicional para almoçar peixe e se banhar nos dois lados.
Antiga vila de pescadores perto da foz do Preguiças, hoje base de kitesurfe e pousadas pé na areia. Daqui saem travessias a pé e de 4x4 para lagoas menos visitadas.
Conjunto de lagoas interligadas que só se alcança caminhando pelas dunas. É a opção para quem quer sentir a escala do parque longe dos grupos maiores.
Sua base para explorar
A hospedagem faz parte da viagem. Escolha a região que combina com seu roteiro.
Pousada de chalés de madeira climatizados à beira da Lagoa do Cassó, na zona rural de Primeira Cruz, alcançada por cerca de 22 km de estrada de areia. Voltada a quem quer passar alguns dias na lagoa, com restaurante no local e acesso direto à água.
Resort de chalés à beira do Rio Preguiças, na Estrada do Carnaubal, com quartos espalhados por um grande terreno arborizado. Tem três piscinas, uma delas com fundo de areia e outra com água do rio, além de sauna, restaurante e caiaques, e agrada a famílias.
Pousada simples na Rua Campos Verdes, junto à rodovia MA-315, em Paulino Neves. Tem café da manhã, terraço e ar-condicionado nos quartos, e funciona também como agência de passeios, o que atende quem usa a cidade como base para os Pequenos Lençóis e as dunas da região.
Pousada de estilo rústico-chique na Rua Olho d'Água, com chalés e quartos cercados de vegetação, a cerca de 2 km da entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Tem piscina, massagens, horta orgânica, canoagem e restaurante de cozinha regional, e serve a quem quer mais conforto na vila.
Pousada de chalés cercados por jardim e mata nativa no bairro Boa Vista, a poucos minutos do centro, ligada por trilha própria ao Rio Preguiças. Tem redes nas varandas, piscina aquecida e o restaurante Bambaê à beira do rio, e serve a quem busca sossego perto da natureza.
Pousada de estrutura recente na Rua São João Batista, no bairro Cajazeiras, em Paulino Neves. Oferece café da manhã, área de churrasqueira e espaço de recreação infantil, e atende sobretudo famílias que vão aos Pequenos Lençóis.
Pousada à beira da Lagoa do Cassó, no povoado de Caçozinho, com piscina, jardim, restaurante e caiaques para os hóspedes. Perfil familiar, para quem quer ficar no local e aproveitar a lagoa sem depender de deslocamentos pela estrada de areia.
Pousada pequena de poucos chalés na Rua Mandacaru, em Santo Amaro do Maranhão, com decoração delicada e vista para o jardim. Os chalés recebem de duas a quatro pessoas e têm chuveiro ao ar livre, e a casa tem restaurante regional e bicicletas, boa para casais e famílias pequenas.
Pousada simples de chalés na Travessa Osvaldo Cruz, no centro da vila, perto do rio e em ambiente tranquilo e arborizado. Tem piscina e um restaurante de pratos regionais aberto também a quem não está hospedado, e serve a quem quer ficar perto de tudo gastando menos.
Pousada pequena na Avenida Fátima Costa, no entorno da Lagoa do Cassó, com quartos para famílias, jardim e restaurante. Alternativa mais simples para quem vai passar alguns dias na lagoa e quer caiaque e trilhas por perto.
Pousada de 30 quartos na Rua Cazuza Ramos, no bairro Carnaubal, às margens do Rio Preguiças e perto do centro de Barreirinhas. Tem piscinas, restaurante e quartos com ar-condicionado, e serve a famílias que querem ficar perto do rio e do comércio da cidade.
Pousada rústica no povoado de Tingidor, junto à Lagoa do Barreiro Azul, na zona rural de Paulino Neves. Para quem busca sossego e contato com a natureza, com a lagoa a poucos passos e os Pequenos Lençóis ao alcance de um passeio.
Sabores do destino
Restaurante à beira do Rio Preguiças criado para atender os hóspedes da pousada Encantes do Nordeste e depois aberto a turistas e moradores. A cozinha une tradição maranhense e técnicas refinadas em pratos de peixes e frutos do mar, como o camarão no abacaxi com creme de coco, e a casa tem música ao vivo e vista para o pôr do sol.
Restaurante na Rua Parazins, em Santo Amaro do Maranhão, dedicado à cozinha maranhense com foco em peixes e frutos do mar. Entre os pratos citados pelos clientes estão o polvo e o camarão empanado, servidos em ambiente agradável, e é bom reservar na alta temporada.
Restaurante à beira da Lagoa do Barreiro Azul, no povoado de Tingidor, na zona rural de Paulino Neves. Serve pratos regionais em ambiente simples, com a lagoa como atração principal, e é programa de dia inteiro para famílias, que combinam banho e almoço no mesmo lugar.
Restaurante da pousada KN Village, à beira da Lagoa do Cassó, aberto também a quem não está hospedado. Serve cozinha maranhense e é ponto de almoço de passeios de bate-volta que saem de São Luís, com mesas perto da água.
Restaurante na Avenida Beira Rio, a orla movimentada do Rio Preguiças, com mesas ao ar livre voltadas para a água. O cardápio vai de petiscos a peixes grelhados e pratos de frutos do mar, com destaque para o camarão no abacaxi, que a casa diz ter criado, e serve a quem quer jantar na beira-rio.
Barraca com mesas na areia da Praia do Barro Vermelho, em Paulino Neves. O cardápio gira em torno de pescados do dia, como camarão, peixe frito, lagosta e mariscos, além de carne de sol e petiscos, e recebe viajantes independentes e grupos que fazem a rota dos Pequenos Lençóis.
Restaurante no Balneário Rio Alegre, com deck e mesas ao ar livre de frente para o Rio Alegre. Serve peixes, camarão e pratos regionais, como a anchova grelhada e o bode ao leite de coco, e atrai quem quer almoçar ou jantar à beira do rio, às vezes com música ao vivo.
Restaurante da Pousada Rancho das Dunas, na Rua Olho d'Água, aberto também a quem não está hospedado. A cozinha trabalha com receitas regionais, frutos do mar e ingredientes da horta da casa, com pratos como camarão e cordeiro, e vale reservar para evitar espera.
Restaurante na Avenida Beira Rio, no centro de Barreirinhas, perto dos pontos de embarque dos passeios de barco. Mistura cozinha regional, peixes, frutos do mar e pratos orientais em porções fartas, com música ao vivo à noite, e serve a quem quer comer de frente para o Rio Preguiças.
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
Aeroporto de São Luís (SLZ) e cerca de 250 km pela MA-402 até Barreirinhas, em umas 4 horas de carro, van ou ônibus. Santo Amaro fica a cerca de 250 km de São Luís, com o último trecho em areia, feito de 4x4. Para Atins, o acesso é de lancha ou 4x4 a partir de Barreirinhas.
De junho a setembro, quando as lagoas estão cheias e o céu já abriu depois das chuvas; julho e agosto costumam ser os melhores meses. As chuvas vão de janeiro a maio e enchem as lagoas. De outubro a dezembro, a água vai baixando e muitas lagoas secam, mas o vento e as dunas continuam.
Reserve pelo menos 3 dias em Barreirinhas: um para o circuito da Lagoa Azul, um para a Lagoa Bonita e um para o passeio de lancha pelo Rio Preguiças. Com 5 ou 6 dias, dá para incluir Santo Amaro ou Atins, e com mais tempo, os Pequenos Lençóis de Paulino Neves.
Barreirinhas tem a maior oferta de pousadas e hotéis e é de onde saem quase todos os passeios. Santo Amaro, mais simples, fica colada às dunas e é boa para quem quer lagoas com menos gente. Atins atrai quem busca sossego, praia e kitesurfe. Uma boa combinação é dividir a viagem entre Barreirinhas e uma das outras duas.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.
Tire suas dúvidas
As lagoas se formam com as chuvas, que vão de janeiro a maio. Elas ficam cheias de junho a setembro, com o melhor período em julho e agosto. A partir de outubro, a água vai diminuindo, e no fim do ano muitas lagoas secam. O volume varia de ano para ano, conforme a quantidade de chuva.
Os passeios tradicionais são feitos em veículos 4x4 de empresas credenciadas, com motorista que conhece as trilhas de areia. Não há estradas dentro do parque, e dirigir um carro particular nas dunas não é permitido. Travessias e caminhadas longas devem ser feitas com guia.
Barreirinhas é a base mais completa, com mais pousadas, restaurantes e passeios. Santo Amaro é a mais próxima das lagoas grandes e tem menos movimento. Atins é uma vila tranquila de praia, boa para kitesurfe e para quem quer desacelerar. Com poucos dias, fique em Barreirinhas.
Não é recomendado. São cerca de 4 horas de estrada em cada sentido até Barreirinhas, e o passeio às lagoas leva mais meio dia. Quem vai só por um dia passa a maior parte do tempo no carro. O ideal é dormir ao menos duas noites na região.
É uma área de dunas e lagoas entre Paulino Neves e Barreirinhas, fora do parque nacional, com paisagem parecida com a dos Lençóis e muito menos visitantes. Fica no caminho entre os Lençóis e o Delta do Parnaíba, e é uma boa parada para quem faz a Rota das Emoções.