Florianópolis
Florianópolis combina bairros históricos, praias e morros na Ilha de Santa Catarina e no continente. O visitante pode alternar passeios culturais com trilhas, lagoas e caminhadas junto ao mar.
Conheça o lugar
Floripa é a ilha das 42 praias, onde no mesmo dia você troca o mar bravo dos surfistas pela água calma do norte e termina a noite comendo ostra em vila de pescadores de origem açoriana. Tem dunas para sandboard, trilhas que descem em praias desertas, fortalezas do século 18 e uma lagoa que é o centro da vida noturna.
A ilha se divide em jeitos diferentes de viajar. O norte, com Jurerê, Canasvieiras e Ingleses, tem mar mais calmo e estrutura de balneário. O leste reúne a Lagoa da Conceição, a Joaquina e a Praia Mole, com dunas, surfe e bares. O sul, mais preservado, guarda a Lagoinha do Leste, só alcançada por trilha, e vilas como o Pântano do Sul. Santo Antônio de Lisboa e o Ribeirão da Ilha conservam o casario açoriano e as fazendas de ostras.
Do outro lado das pontes, o destino continua: São José e Biguaçu têm os centros históricos mais antigos da região, Governador Celso Ramos leva de barco à Fortaleza de Anhatomirim e aos golfinhos, e Palhoça tem a Guarda do Embaú, a Pinheira e o Parque da Serra do Tabuleiro. É praia com cidade grande por perto.
Este destino reúne 5 cidades: Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Governador Celso Ramos.
Um olhar pelo lugar
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Florianópolis combina bairros históricos, praias e morros na Ilha de Santa Catarina e no continente. O visitante pode alternar passeios culturais com trilhas, lagoas e caminhadas junto ao mar.
São José preserva um centro histórico de origem açoriana às margens da Baía Sul. Caminhadas pelas praças e ruas antigas permitem conhecer o patrimônio arquitetônico e a relação da cidade com o mar.
Palhoça reúne praias, rios e áreas de Mata Atlântica no litoral catarinense. Na Guarda do Embaú, o visitante encontra a foz do rio da Madre e caminhos que revelam a paisagem entre a restinga e o mar.
Biguaçu reúne áreas rurais e patrimônio histórico próximo à Baía Norte, na Grande Florianópolis. Um passeio por São Miguel permite conhecer construções antigas e observar a paisagem costeira.
Governador Celso Ramos ocupa uma península com enseadas, costões e comunidades pesqueiras. O visitante pode conhecer pequenas praias e observar a paisagem marinha cercada pela Mata Atlântica.
A experiência do lugar
Traçado em ruas geométricas para receber imigrantes açorianos, reúne casarios de arquitetura luso-brasileira em torno da Praça Hercílio Luz. A Igreja Matriz, erguida em 1765, é o edifício mais antigo do conjunto, que inclui ainda a Bica da Carioca, de 1840.
Projetada pelo brigadeiro José da Silva Paes e erguida a partir de 1739 na Ilha de Anhatomirim, foi tombada como patrimônio nacional em 1938. Restaurada pela UFSC em parceria com o Iphan, é aberta à visitação e acessada por passeios de barco.
Vila de pescadores e surfistas cercada pela Mata Atlântica, ganhou fama nos anos 1980 e foi reconhecida como Reserva Mundial de Surf. Para chegar à praia é preciso atravessar o Rio da Madre a nado, a pé na maré baixa ou nas canoas dos moradores.
Integra o conjunto arquitetônico e paisagístico da antiga Vila de São Miguel, tombado pelo Iphan em 1969. Considerada uma das igrejas mais antigas do estado, resulta da ampliação de um templo erguido na primeira metade do século 18.
Coração da ilha, reúne esportes aquáticos, dunas, restaurantes e a badalada Avenida das Rendeiras. De dia é stand up paddle e kite; à noite vira o principal polo boêmio de Floripa.
Erguido em arcos de pedra por mão de obra escravizada, levava a água da Cachoeira de São Miguel até a antiga praia da vila. Restaram quatro arcos após a construção da BR-101, e o monumento integra o conjunto tombado pelo Iphan em 1969.
Famosa pelas ondas fortes e por sediar campeonatos de surfe, tem também dunas enormes usadas para sandboard. É um dos endereços mais icônicos do surfe brasileiro.
Dividida em Praia de Baixo e Praia de Cima, tem águas limpas e calmas, protegidas do vento sul. O trecho maior, com cerca de 7 km, conserva ares de vila de pescadores de tradição açoriana, e trilhas ao sul levam a piscinas naturais entre as rochas.
Maior praia do município, com quase 3 km de extensão, concentra a principal estrutura de serviços do litoral local. O canto sul, protegido por um costão, tem mar calmo e é procurado para caiaque e passeios de banana boat.
Inaugurado em 1856, é o teatro mais antigo de Santa Catarina e já funcionou como cinema e como quartel na Revolução de 1930. Restaurado e reaberto em 2020, leva o nome do violinista e compositor Adolpho Ferreira Mello.
Instalado em um sobrado colonial com janelas de guilhotina, faz parte do conjunto tombado da Vila de São Miguel. O acervo reúne móveis, roupas e objetos da cultura açoriana, além de uma maquete de engenho de açúcar e um carro de boi em tamanho real.
Ocupa um sobrado colonial dos anos 1770 que pertenceu a Luiz Ferreira de Mello, presidente da província, e recebeu Dom Pedro II em 1845. O acervo, com cerca de 5 mil peças, vai de objetos indígenas a porcelanas, armas, moedas e documentos históricos.
Maior unidade de conservação de Santa Catarina, tem uma de suas principais portas de entrada no município. Abriga o Morro do Cambirela, cuja trilha exigente leva a uma vista que, em dias claros, alcança toda a Ilha de Santa Catarina.
Com cerca de 1 km de areia branca cercada de vegetação, mantém o selo internacional Bandeira Azul desde a temporada 2016/2017. Conta com quiosques, banheiros e duchas e também é frequentada por surfistas.
Point tradicional da juventude e dos surfistas, com bares na areia e rampa de voo livre no morro ao lado. O mar é forte, então a praia vale tanto pelo banho quanto pelo ambiente.
Também chamada de Baía de São Miguel, abriga uma população de 60 a 80 botos-cinza, que podem ser avistados o ano todo. O melhor ponto de observação fica nas proximidades da Fortaleza de Anhatomirim, alcançada em passeios de barco.
Povoado fundado em 1750 pelo navegador Domingos de Brito Peixoto, abriga uma das três paróquias mais antigas de Santa Catarina. A igreja, tombada pelo estado em 1998, tem torre de três estágios e guarda imagens de Nossa Senhora do Rosário, São Francisco e São Domingos.
Praia selvagem sem acesso por carro, alcançada apenas por trilha a partir do Pântano do Sul ou do Matadeiro. O mirante no caminho entrega uma das vistas mais bonitas da ilha.
Prédio histórico no centro que concentra boxes de peixe fresco, bares e restaurantes tradicionais. É parada certa para comer pastel de camarão e tomar chope no fim da tarde.
Forte do século 18 restaurado, entre a Praia do Forte e Jurerê, com muralhas, canhões e casa do comandante abertos à visita. Oferece vista privilegiada da baía norte.
Cartão-postal da capital, construída em 1926 e com 819 metros de extensão, hoje restaurada e aberta a pedestres. À noite a iluminação faz a estrutura metálica se destacar sobre a baía.
Vila açoriana no norte da ilha que preserva casario colonial, igreja antiga e ateliês de renda de bilro. É o melhor lugar para comer ostras vendo o pôr do sol na baía.
Sua base para explorar
A hospedagem faz parte da viagem. Escolha a região que combina com seu roteiro.
Hotel de villas privadas numa península de Governador Celso Ramos, antes chamado Ponta dos Ganchos, com spa e restaurantes próprios. Serve a quem busca isolamento, trilhas e passeios guiados diante do arquipélago de Três Ilhas.
Hotel simples às margens da BR-101, no bairro Serraria, em Biguaçu. Serve a quem viaja de carro pela rodovia e precisa de pernoite perto de Florianópolis, a cerca de 20 km do aeroporto Hercílio Luz.
Resort de inspiração mediterrânea na Avenida dos Búzios, em Jurerê Internacional, com suítes, piscina aquecida e restaurantes próprios. Serve a famílias e casais que querem ficar no norte da Ilha, perto da praia de Jurerê.
Hotel de 120 apartamentos no bairro Campinas, integrado ao K-Platz Center, complexo com restaurantes, cervejaria e espaço de eventos. Atende viajantes a trabalho, famílias e quem quer ficar a poucos quilômetros do Centro de Florianópolis.
Pousada aberta em 1997 a uma quadra da praia da Guarda do Embaú, com dez suítes e práticas como captação de água da chuva e energia solar. Serve a casais, famílias e surfistas que visitam a Reserva Mundial de Surfe.
Hotel com 75 apartamentos distribuídos em três blocos na Praia de Palmas, com parque aquático e quiosque de praia. Atende principalmente famílias e também recebe eventos e comemorações.
Hotel de 259 quartos na Avenida Beira-Mar Norte, ao lado do Beiramar Shopping, com spa, restaurante e espaços para eventos. Atende quem viaja a trabalho ou a passeio e quer se hospedar no Centro, junto à orla da Baía Norte.
Pousada na Praia de Cima, na Pinheira, a 150 metros do mar, com apartamentos de um a três quartos e suítes com cozinha em terreno arborizado. Atende famílias e grupos e fica a cerca de 2 km da Guarda do Embaú.
Hotel econômico da rede Slaviero com 58 apartamentos no Kobrasol, perto do acesso à BR-101. Serve a quem viaja a trabalho ou usa São José como base para visitar as praias da Grande Florianópolis.
Aparthotel na Cidade Universitária Pedra Branca, com apartamentos e suítes equipados com cozinha compacta. Serve a quem visita a Unisul ou a Arena Opus e a quem precisa de estadia prolongada na parte continental da Grande Florianópolis.
Hotel no bairro Campinas, perto do Centro Multiuso de São José, com três salas para pequenas reuniões e café da manhã servido aos hóspedes. Atende viajantes a trabalho, famílias e passageiros em trânsito pelo aeroporto de Florianópolis.
Hotel-fazenda com spa em área de mata atlântica próxima à Praia de Palmas, com piscinas coberta e externa e trilhas. Serve a quem quer combinar descanso no campo com acesso às praias do município.
Pousada de perfil ecológico com 16 unidades entre suítes, bangalôs e chalés, a poucos minutos a pé da Praia do Campeche. Oferece aulas de ioga e serve a quem procura descanso em meio a jardim no sul da Ilha.
Sabores do destino
Restaurante de frutos do mar no Balneário São Miguel, com mesas ao ar livre voltadas para a baía. Funciona no almoço e é parada de quem viaja pela BR-101 entre Florianópolis e o litoral norte catarinense.
Restaurante de cozinha brasileira e frutos do mar na Rua Hercílio Nicolau dos Santos, perto da praia da Guarda do Embaú. Tem mais de um pavimento e estacionamento, e recebe famílias para o almoço depois da praia.
Restaurante instalado em casarão histórico da Rua Gaspar Neves, no Centro Histórico de São José, com vista para o mar. O cardápio trabalha com produtos frescos e locais e inclui fondues nos meses de inverno.
Restaurante aberto em 1997 por Jaime Barcellos em sua antiga oficina mecânica, na Freguesia do Ribeirão da Ilha. É especializado em ostras cultivadas na região, servidas ao natural, ao bafo e gratinadas, com sistema próprio de depuração.
Restaurante à beira da praia na Armação da Piedade, aberto pelo pescador Tonho, com mesas sob árvores diante da baía. Serve peixes, camarões, ostras e mariscos e participou do festival Sabores do Mar em 2025.
Bar e restaurante à beira-mar no Centro Histórico de São José, com ambientes internos e externos voltados para a baía. A cozinha do chef Filipe Duarte trabalha com peixes, ostras e frutos do mar, e a casa tem música ao vivo.
Bar aberto em 1984 por Beto Barreiros dentro do Mercado Público de Florianópolis, onde se tornou ponto de encontro do Centro. Serve petiscos de frutos do mar, como o pastel de camarão, e uma seleção de cachaças.
Restaurante de frutos do mar no Balneário São Miguel, junto à BR-101, com mesas à beira da baía e vista para o mar. Atende famílias e grupos que buscam a rota gastronômica de pescados do balneário.
Restaurante de cozinha italiana na Avenida Caravelas, na Praia Grande, com massas e molhos preparados na casa. Sediou o lançamento do 2º Festival Gastronômico de Governador Celso Ramos, em setembro de 2026.
Restaurante japonês no Edifício Office Green, na Rua da Praça, no bairro planejado Pedra Branca, com sushis, temakis e carta de vinhos. Serve a moradores e visitantes da região que querem jantar sem atravessar para Florianópolis.
Restaurante de cozinha autoral aberto em 2023 no Rio Tavares, no sul da Ilha, comandado pelo chef Rafael Sinko. Usa ingredientes sazonais de pequenos produtores da região e foi finalista do Prêmio Prazeres da Mesa 2026 na categoria Sul.
Pizzaria de massa de longa fermentação com unidade na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Campinas, e outras casas em Florianópolis. Tem espaço infantil com monitores e atende famílias com crianças.
Restaurante junto à BR-101, ao lado de uma cachoeira e perto do antigo aqueduto de São Miguel, especializado em frutos do mar. Os pratos, com destaque para o camarão, vêm em porções para dividir, e o lugar agrada a famílias e grupos em busca de um almoço cercado de natureza.
Restaurante com vista para o mar na Praia de Calheiros, de cozinha regional à base de frutos do mar. Participou do festival Sabores do Mar de 2025 com um prato de camarão.
Pub de cervejas artesanais na Rua da Universidade, na Pedra Branca, com mesas no térreo e no mezanino e pedidos feitos por tablet. Serve chope e petiscos a quem procura um happy hour no bairro.
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
Aeroporto Internacional Hercílio Luz (FLN), no sul da ilha, com voos das principais capitais e de países vizinhos. Por estrada, a ilha é ligada ao continente pelas pontes, a partir da BR-101; fica a cerca de 300 km de Curitiba e 470 km de Porto Alegre.
De dezembro a março para praia, mar mais quente e vida noturna, lembrando que janeiro é o mês mais cheio. De setembro a novembro e em abril, o clima é ameno, as trilhas estão mais vazias e os preços caem. De junho a agosto, é época de tainha e de observação de baleias-francas no litoral sul, com dias frios.
Reserve de 4 a 7 dias. Em 4 dias dá para conhecer o centro e a Ponte Hercílio Luz, a Lagoa da Conceição com as praias do leste e um dia no sul da ilha. Com uma semana, cabem a trilha da Lagoinha do Leste, o passeio de barco a Anhatomirim e um dia na Guarda do Embaú.
Para praia com estrutura e mar calmo, o norte da ilha, em Jurerê, Canasvieiras ou Ingleses. Para vida noturna e acesso rápido às praias do leste, a Lagoa da Conceição. Para quem quer sossego e natureza, o sul, com o Campeche e o Ribeirão da Ilha. O centro é prático para quem chega a trabalho, mas longe das praias. Como a ilha é grande e o trânsito é pesado no verão, escolha a base pela região que você mais quer aproveitar.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.
Tire suas dúvidas
Ajuda bastante. A ilha tem 54 km de norte a sul, as praias ficam longe umas das outras e o ônibus depende de troca de linha nos terminais. Com carro ou aplicativo, dá para aproveitar mais de uma região por dia. No verão, planeje os deslocamentos fora dos horários de pico, porque as estradas da ilha congestionam.
As do norte da ilha, como Jurerê, Canasvieiras, Daniela e Ponta das Canas, e as da baía, como Santo Antônio de Lisboa. São as melhores para crianças. No leste e no sul, as praias de mar aberto, como Joaquina, Mole e Moçambique, têm ondas fortes e são as preferidas dos surfistas.
Florianópolis é o maior produtor de ostras do Brasil. Os lugares mais tradicionais para comê-las são Santo Antônio de Lisboa e o Ribeirão da Ilha, vilas de origem açoriana na costa oeste da ilha, com restaurantes à beira da baía e as fazendas marinhas logo em frente.
Só por trilha ou de barco. A trilha mais usada sai do Pântano do Sul e leva cerca de uma hora e meia; há outra, mais longa e puxada, que sai da Praia da Armação. Não há estrutura na praia: leve água e comida e traga o lixo de volta.
As baleias-francas aparecem no litoral sul de Santa Catarina entre julho e novembro, com mais frequência de agosto a outubro. Perto de Florianópolis, a observação é feita de mirantes e costões, principalmente na região de Garopaba e Imbituba, ao sul da Pinheira.