parque · Belterra, PA
Floresta Nacional do Tapajós
Unidade de conservação com trilhas entre árvores gigantes, igarapés e comunidades como Maguari e Jamaraquá. As visitas são guiadas por moradores locais.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Conheça
Sobre Floresta Nacional do Tapajós
A Floresta Nacional do Tapajós, ou Flona do Tapajós, é uma unidade de conservação federal criada em 1974 e administrada pelo ICMBio. Ela se estende pela margem direita do rio Tapajós, entre Belterra, Aveiro, Placas e Rurópolis, no oeste do Pará, e reúne mata de terra firme, igarapés, igapós e praias de rio.
Dentro da floresta vivem dezenas de comunidades tradicionais ribeirinhas e indígenas. Várias delas recebem visitantes num modelo de turismo de base comunitária: moradores treinados como condutores levam os grupos pelas trilhas, e as famílias servem almoço caseiro e vendem artesanato, como as biojoias feitas com sementes da floresta.
As comunidades mais procuradas são Jamaraquá e Maguari. Em Jamaraquá, a trilha passa por árvores enormes, seringueiras e plantas usadas como remédio, e costuma terminar com banho e passeio de canoa pelo igarapé. Em Maguari, o destino é uma samaumeira gigante, chamada pelos moradores de Vovozona, uma das árvores mais famosas da região.
As caminhadas são longas, com calor e umidade altos, e pedem bom preparo físico, principalmente a da samaumeira. Não há estrutura de acessibilidade nas trilhas. Para quem não quer andar muito, dá para ficar na comunidade, conversar com os moradores e aproveitar o rio.
Antes de ir
Informações práticas
Quanto tempo reservar
Um dia inteiro é o ideal para fazer uma trilha com condutor, almoçar na comunidade e tomar banho no igarapé ou no rio; quem quer ir com calma pode dormir em rede na comunidade.
Melhor momento
Dá para visitar o ano todo. Na época seca, no segundo semestre, as trilhas ficam mais firmes e aparecem as praias do Tapajós; na cheia, a água entra na mata e os passeios de canoa ganham força. Comece cedo, antes do calor mais forte.
Como chegar
As comunidades de Jamaraquá e Maguari ficam em Belterra, à beira do rio Tapajós. De Santarém, o caminho é pela rodovia BR-163 e depois por estrada de terra, de carro ou em ônibus de linha; de Alter do Chão, também se chega de lancha pelo rio. Muitas agências de Santarém e Alter do Chão vendem o passeio com transporte incluído.
Dica
Leve água, repelente, protetor solar e um calçado que possa molhar, e combine o condutor com antecedência com a comunidade ou com uma agência. Na chegada, os visitantes preenchem o cadastro na base do ICMBio.
Site oficial
Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes sobre Floresta Nacional do Tapajós
Paga para entrar na Flona do Tapajós?
A entrada na floresta é gratuita. Os serviços dos condutores locais, as refeições e a hospedagem nas comunidades são pagos à parte.
Precisa de guia para visitar a Flona do Tapajós?
Sim, as trilhas são feitas com condutores das próprias comunidades. Na chegada, o visitante se registra na base do ICMBio; grupos grandes precisam pedir autorização antes.
Como chegar à Flona do Tapajós saindo de Alter do Chão?
De lancha pelo rio Tapajós ou por terra, pela BR-163 e estrada de terra até as comunidades. Muitas agências de Alter do Chão e Santarém vendem o passeio com transporte.
A trilha da samaumeira gigante é difícil?
É uma caminhada longa, no calor e na umidade da floresta, e pede bom preparo físico. Saia cedo e leve bastante água.
Dá para dormir na Flona do Tapajós?
Sim. Algumas comunidades, como Maguari e Jamaraquá, recebem visitantes para dormir em rede ou em pousadas simples, com refeições caseiras.