
Arroz de cuxá
Arroz misturado ao cuxá, um refogado de folhas de vinagreira com gergelim torrado, camarão seco e farinha. Prato símbolo do Maranhão, já era vendido nas ruas de São Luís no século 19.
Cultura · São Luís
O São João de São Luís, no Maranhão, em torno do bumba-meu-boi, patrimônio da humanidade pela UNESCO: grupos de vários sotaques se apresentam em arraiais por toda a cidade, com toadas, matracas, zabumbas e bois bordados.
Na foto: São Luís
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Bumba-meu-boi de São Luís — São Luís
No ciclo junino, ao longo de junho: os bois são batizados em 23 de junho e o ciclo termina em 30 de junho, dia de São Marçal; apresentações podem seguir em julho.
junho
As datas mudam a cada ano: confirme a data deste ano antes de viajar.
A festa
Em junho, São Luís vive o bumba-meu-boi. O Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão foi reconhecido pelo Iphan como patrimônio brasileiro em 2011 e, em 2019, entrou na Lista Representativa da UNESCO. É uma brincadeira que junta dança, música, teatro e devoção aos santos juninos, São João, São Pedro e São Marçal, e também às religiões afro-maranhenses, como o tambor de mina.
O enredo tradicional conta a história do boi preferido de um fazendeiro, morto pelo vaqueiro Pai Francisco para satisfazer o desejo da mulher grávida, Catirina, e depois ressuscitado. Cada grupo tem o seu boi, uma armação coberta de veludo bordado com miçangas e paetês, levada por um brincante por baixo, e personagens como o amo, os vaqueiros, as índias e os caboclos de pena. Os grupos se distinguem pelos sotaques, os estilos de música e dança: de matraca, de zabumba, de orquestra, da baixada e de costa de mão.
O ciclo tem etapas. Os ensaios começam depois da Páscoa; na noite de 23 de junho, cada boi é batizado e recebe licença para sair às ruas. Em junho, os grupos se apresentam em arraiais montados em praças e bairros, no Centro Histórico e em outros pontos da cidade, quase todas as noites. Dois encontros fecham a temporada: a alvorada na Capela de São Pedro, no bairro da Madre Deus, na madrugada de 29 de junho, e o desfile dos bois de matraca na Avenida São Marçal, no bairro do João Paulo, em 30 de junho.
Para o visitante, as noites de junho em São Luís são uma chance de ouvir as toadas ao vivo, ver os bordados dos bois de perto e entender por que o bumba-meu-boi é a principal manifestação da cultura popular do Maranhão. Depois do São João, os bois cumprem a cerimônia da morte, que encerra o ciclo do ano.
Uma noite nos arraiais do Centro Histórico com bois de sotaques diferentes. A alvorada na Capela de São Pedro, na madrugada de 29 de junho. O desfile dos bois de matraca na Avenida São Marçal, em 30 de junho.
Os arraiais funcionam à noite e as apresentações costumam começar tarde e seguir pela madrugada. Hospede-se no Centro Histórico ou perto dele para ir a pé aos arraiais. Pergunte nos arraiais a programação da noite: cada grupo se apresenta em vários pontos. O clima é quente em São Luís; use roupa leve e esteja preparado para chuva.
Arroz de cuxá, torta de camarão, caranguejo, peixe frito, bolo de tapioca e mingau de milho nos arraiais; e o licor e a tiquira, aguardente de mandioca típica do Maranhão, com moderação.
Junho é a época mais movimentada em São Luís. Reserve hospedagem com antecedência, sobretudo para os dias perto de 24, 29 e 30 de junho.
Na cidade
Sabores do Brasil
junho
maio/junhoNos dias que antecedem o domingo de Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa; por isso cai em maio ou junho.
A festa religiosa mais tradicional de Paraty, com novena, cortejos pelo centro histórico e a missa solene e a procissão no domingo de Pentecostes.
maio/junhoEm torno do domingo de Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa, em maio ou junho; as Cavalhadas começam no domingo de Pentecostes e duram três dias.
A Festa do Divino da cidade histórica de Pirenópolis, em Goiás, com folias, missas, mascarados a cavalo e as Cavalhadas, encenação equestre da batalha entre cristãos e mouros.
maio/junho/julhoDurante cerca de um mês, de fim de maio ou começo de junho até o fim de junho ou o começo de julho, com o ponto alto nas vésperas de Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho).
A festa junina de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, que ocupa o Parque do Povo por cerca de um mês com shows de forró, quadrilhas, fogueiras e comidas de milho.
Tire suas dúvidas
Ao longo de junho. Os grupos batizam os bois no dia 23, véspera do santo, e a temporada se encerra em 30 de junho, dia de São Marçal, com o desfile dos bois de matraca no bairro do João Paulo.
São os estilos de música e dança dos grupos. No Maranhão, os principais são os de matraca, de zabumba, de orquestra, da baixada e de costa de mão, cada um com instrumentos, ritmos e figurinos próprios.
Sim. O Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão entrou em 2019 na lista de patrimônio imaterial da humanidade da UNESCO.
Festas e eventos do Brasil
maio/junhoAo longo de junho, com programação que costuma começar no fim de maio ou no começo de junho e terminar perto do dia de São Pedro, 29 de junho; o ponto alto é a noite que antecede o dia de São João.
A festa junina de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, a Capital do Forró, com shows no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, forró pé de serra no Alto do Moura e comidas de milho em tamanho gigante.
junho/julhoEntre o fim de junho e o começo de julho, passando por 29 de junho, Dia do Colono Alemão, feriado em Petrópolis.
A festa do colono alemão de Petrópolis, com comida e cerveja de tradição alemã, grupos folclóricos e programação em volta do Palácio de Cristal.
junho/setembroA cada dois anos, nos anos ímpares; em geral em setembro, às vezes em junho. · A cada dois anos
A grande feira de livros do Rio de Janeiro, a cada dois anos, com estandes de editoras, encontros com autores e programação para crianças e jovens.
junho/julho/agostoEm julho, durante cerca de um mês, às vezes começando no fim de junho e terminando no começo de agosto.
Festival de música clássica de Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, com concertos de orquestras e grupos de câmara no Auditório Claudio Santoro e em outros espaços da cidade, além de um programa de formação para jovens músicos.
junhoNo último fim de semana de junho, em três noites seguidas, de sexta-feira a domingo.
A disputa entre os bois-bumbás Garantido, vermelho, e Caprichoso, azul, no Bumbódromo de Parintins, ilha no Rio Amazonas: três noites de toadas, alegorias gigantes e lendas da Amazônia.
janeiroEm 20 de janeiro, dia do padroeiro da cidade, que é feriado municipal no Rio de Janeiro.
O dia do padroeiro do Rio de Janeiro, com missas e a procissão que leva a imagem do santo da Tijuca até a Catedral Metropolitana, no Centro.