A Rota das Grutas, que o governo de Minas Gerais chama de Rota das Grutas Peter Lund, reúne as cavernas de calcário abertas à visita na região cárstica ao norte de Belo Horizonte, entre Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e Cordisburgo. É uma paisagem de morros de calcário, lagoas, dolinas e sumidouros, onde a água abriu dezenas de grutas e onde se encontraram alguns dos registros mais antigos da presença humana na América do Sul.
O nome homenageia o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, que se instalou em Lagoa Santa em 1835 e ali viveu até morrer, em 1880. Lund explorou mais de 200 cavernas da região, reuniu milhares de fósseis de animais extintos, como a preguiça-gigante, e encontrou ossos humanos misturados a eles, o que mudou o que se sabia sobre a antiguidade do homem no continente. Seu túmulo fica em Lagoa Santa, sob um pequizeiro.
As três grutas da rota têm visita guiada, com passarelas e iluminação. A da Lapinha, no Parque Estadual do Sumidouro, em Lagoa Santa, tem salões em vários níveis e o Museu Peter Lund ao lado. A Rei do Mato, em Sete Lagoas, à beira da BR-040, é conhecida pelas colunas gêmeas de calcita. A de Maquiné, em Cordisburgo, foi explorada por Lund em 1834 e é a maior das três, com sete salões. Cordisburgo é também a cidade natal de João Guimarães Rosa, cuja casa virou museu.
As cidades ficam perto da capital e do Aeroporto de Confins, o que permite conhecer uma gruta por dia em bate-volta ou percorrer a rota em dois ou três dias, de Lagoa Santa a Cordisburgo, pela BR-040 e pela MG-010.
Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Lagoa Santa, Sete Lagoas, Cordisburgo.