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Minas Gerais
Minas Gerais se conhece por estrada e devagar: o ouro do século XVIII deixou igrejas barrocas por todo o centro do estado, e entre uma cidade e outra há serras, cachoeiras e mesa farta.
Na foto: Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas (MG)
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
O estado
Conheça Minas Gerais
Belo Horizonte foi planejada no fim do século XIX para ser a nova capital, no lugar de Ouro Preto. A cidade tem o Conjunto Moderno da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer e reconhecido como Patrimônio Mundial, o Mercado Central e uma cultura de botecos que vira roteiro por si só. Na região metropolitana, em Brumadinho, o Instituto Inhotim reúne arte contemporânea e jardins botânicos.
O ciclo do ouro e dos diamantes formou as Cidades Históricas de Minas Gerais (Estrada Real). Ouro Preto e Mariana ficam a poucos quilômetros uma da outra e guardam igrejas com obras de Aleijadinho e Mestre Ataíde. Em Congonhas, os doze profetas de pedra-sabão e os Passos da Paixão, no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, são Patrimônio Mundial. Mais ao sul, Tiradentes e São João del-Rei estão ligadas por uma Maria Fumaça, e Sabará fica colada a Belo Horizonte.
No norte desse eixo, Diamantina e Serro marcam o Caminho dos Diamantes. Diamantina tem o centro tombado pela UNESCO e as vesperatas, noites em que músicos tocam das sacadas dos casarões. O Serro dá nome a um dos queijos artesanais mais conhecidos do estado.
A natureza aparece forte na Serra do Espinhaço. Em Santana do Riacho, a Serra do Cipó tem parque nacional com cânions, campos rupestres e cachoeiras perto de duas horas de estrada da capital. No oeste, nas Nascentes das Gerais e Canastra, Capitólio é a base para os passeios de lancha pelos cânions do lago de Furnas; a região se estende até a Serra da Canastra, onde nasce o rio São Francisco.
O Sul de Minas tem outro ritmo. Na Serra da Mantiqueira, São Lourenço e Caxambu são estâncias de águas minerais com parques das águas, Passa Quatro e Itamonte ficam ao pé de montanhas acima de dois mil metros e o frio do inverno atrai casais e famílias. Nas Malhas do Sul de Minas, Borda da Mata, Ouro Fino e Inconfidentes vivem da confecção de roupas de tricô e malha. Em Caminhos Gerais, Andradas mantém a tradição do vinho trazida por imigrantes italianos.
A cozinha mineira nasceu do fogão a lenha: feijão tropeiro, tutu, frango com quiabo, pão de queijo, doce de leite e cachaça. O modo artesanal de fazer o queijo minas foi reconhecido pela UNESCO como patrimônio imaterial da humanidade. No calendário, a Semana Santa de Ouro Preto, com tapetes de serragem nas ruas, e o Jubileu de Congonhas, em setembro, atraem romeiros e visitantes.
Destinos
8 destinos em Minas Gerais
Cidades
73 cidades de Minas Gerais no guia

Belo Horizonte
Belo Horizonte reúne a arquitetura da Pampulha, praças históricas e paisagens da Serra do Curral. Parques, mirantes e espaços culturais permitem conhecer diferentes faces da capital mineira.

Alvorada de Minas
Alvorada de Minas reúne paisagens montanhosas do Espinhaço e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Cachoeiras como a do Carumbé e a do Landim ampliam o interesse pelos passeios rurais. Entre fazendas e cursos d’água, a parada no Caminho dos Diamantes permite conhecer uma parte menos urbana da região.

Andradas
Andradas tem produção de vinho ligada à presença de imigrantes italianos e no Pico do Gavião uma referência de paisagem e voo livre. As Pedras do Elefante e do Pântano também aparecem entre seus pontos naturais. A cidade permite organizar uma viagem de enoturismo e montanha, além da passagem pelas ligações do Caminho da Fé.

Antônio Carlos
Antônio Carlos associa produção de queijos e paisagens da Mantiqueira à história da Fazenda da Borda do Campo. A Locomotiva 66 é outra referência do patrimônio local. O município recebeu o nome de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e reúne tradições rurais que dão conteúdo à passagem pelo Caminho Novo.

Baependi
A devoção a Nhá Chica marca Baependi no santuário que conserva sua memória. A Casa da Cultura Filomena Lara Leite guarda acervo municipal, com objetos antigos, fotografias e referências às personalidades locais. O conjunto religioso e o espaço cultural permitem conhecer duas dimensões da cidade: a tradição das romarias e a preservação de sua história.

Barão de Cocais
Barão de Cocais reúne patrimônio religioso no Santuário de São João Batista e paisagens da Serra da Cambota. No distrito de Cocais, a Igreja de Sant’Ana e o sítio da Pedra Pintada acrescentam história ao roteiro. A cidade articula passeios da sede e de seus arredores nas ligações da Estrada Real.

Barbacena
Barbacena combina produção de rosas, comércio e patrimônio cultural na Serra da Mantiqueira. A Matriz de Nossa Senhora da Piedade e o Museu da Loucura mostram faces distintas da história local. Berço do grupo Ponto de Partida, a cidade tem identidade cultural própria além de sua posição no Caminho Novo.

Bom Jesus do Amparo
Bom Jesus do Amparo tem a Igreja Matriz Bom Jesus do Amparo junto à Praça Cardeal Motta e a Fazenda Rio São João entre os marcos de sua história. O município é terra natal do músico Mozart Bicalho e do cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta. A visita na Estrada Real pode explorar esse patrimônio e a paisagem rural, sem reduzir a cidade a uma passagem entre vizinhas.

Borda da Mata
Borda da Mata combina a produção de pijamas e outras peças têxteis com a Basílica Nossa Senhora do Carmo. Na praça da basílica, o Coreto Agenor de Melo e o busto de Monsenhor Pedro Cintra fazem parte do patrimônio urbano. A cidade recebe o Caminho da Fé e também é chegada do Caminho da Prece, oferecendo uma visita ligada à devoção e ao comércio local.

Brazópolis
Brazópolis reúne o Observatório do Pico dos Dias, voltado à pesquisa astronômica, e o Mirante Vó Cotinha entre suas referências de visita. A paisagem serrana acompanha o município, que também participa das ligações do Caminho da Fé. A experiência no observatório é uma visita agendada às instalações científicas, sem garantia de observar o céu pelos telescópios.

Brumadinho
Brumadinho combina arte contemporânea, jardins e paisagens serranas. Inhotim é o principal cartão-postal, enquanto Piedade do Paraopeba, Casa Branca e a Serra da Calçada ampliam a viagem pelo patrimônio e pela natureza. Planeje os deslocamentos entre os diferentes núcleos.

Caeté
Caeté combina a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso e o Museu Casa João Pinheiro com a paisagem da Serra da Piedade. No alto, o santuário dá conteúdo religioso à visita; em Morro Vermelho, a cavalhada mantém uma tradição local. Esses núcleos ampliam a parada do Caminho do Sabarabuçu.

Camanducaia
Camanducaia fica na Serra da Mantiqueira e abriga o distrito de Monte Verde. Passeios pelo centro e pelas áreas de montanha permitem combinar vida de interior, caminhadas e gastronomia.

Cambuquira
O Parque das Águas reúne os fontanários do centro de Cambuquira. A Fonte do Marimbeiro fica em outro bairro e amplia o passeio pelas águas minerais. O Pico do Piripau tem acesso por estrada de terra e serve de mirante, junto à rampa de voo livre. Já o Espaço Cultural Sinhá Prado ocupa o antigo cinema e recebe a programação audiovisual da MOSCA, conforme sua agenda cultural.

Campanha
Campanha tem dois museus com enfoques diferentes: a casa de nascimento de Vital Brazil conserva a trajetória do cientista, e o Museu Regional do Sul de Minas reúne acervo histórico e arte sacra. A Catedral de Santo Antônio marca o núcleo urbano. Fora dos espaços fechados, o Morro do Cruzeiro oferece outro ponto de observação da paisagem campanhense.

Capitólio
Capitólio combina paisagens do Lago de Furnas, cachoeiras e passeios na natureza. O Mirante dos Canyons, a Cachoeira Lagoa Azul e a Trilha do Sol estão entre as possibilidades do município. A Igreja de São Sebastião oferece uma parada cultural no centro.

Carandaí
Carandaí preserva a Igreja de Nossa Senhora da Glória, conhecida como Igreja da Ressaca, e a memória da antiga ferrovia. O coreto da Praça Barão de Santa Cecília e a banda de mesmo nome acrescentam vida cultural à sede. A Cachoeira do Campestre é uma opção rural para quem estende a parada do Caminho Novo.

Carmo de Minas
Carmo de Minas traz a cafeicultura de altitude para o circuito. A Fazenda Sertão integra as referências da Rota do Café Especial, enquanto a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo registra outra face da cidade. O coreto de Chico Cascateiro aparece na memória local. Quem procura experiências nas lavouras deve combinar a visita diretamente com o responsável pela propriedade.

Carrancas
Carrancas reúne o Complexo da Zilda, com cachoeiras, poços e grutas, e o Complexo da Ponte, onde ficam as quedas do Salomão e do Moinho. A Igreja Matriz e a Praça Manoel Moreira apresentam a sede entre os passeios rurais. No Caminho Velho, a cidade é uma base para explorar paisagens de água e serra, escolhendo os acessos conforme a experiência pretendida.

Casa Grande
Casa Grande reúne a paisagem da Serra do Pombal e o patrimônio do centro em torno da Igreja de São Sebastião. A Casa de Cultura apresenta artesanato e memória municipal, enquanto um mural relembra a construção que deu nome à cidade. É uma parada para conhecer o cotidiano rural e cultural no interior mineiro.

Catas Altas
Catas Altas tem o patrimônio da Matriz e da Capela de Santa Quitéria diante das paisagens do Caraça. O Bicame de Pedra e a localidade de Morro D’Água Quente acrescentam outros pontos ao município. No Caminho dos Diamantes, o roteiro combina núcleo histórico e saídas para a serra.

Caxambu
Caxambu tem o Parque das Águas, com fontes minerais e jardins no centro, e a Igreja Santa Isabel da Hungria, de arquitetura neogótica. O Morro Caxambu oferece uma vista da cidade e dos contornos da Mantiqueira e da Serra do Papagaio. A estância reúne patrimônio, caminhada e paisagem em uma parada do Caminho Velho que pode ser visitada sem concentrar tudo no mesmo dia.

Conceição do Mato Dentro
Conceição do Mato Dentro combina patrimônio religioso e paisagens do Espinhaço, com destaque para a Cachoeira do Tabuleiro. O Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos recebe o tradicional jubileu, enquanto o pastel de angu marca a gastronomia local. A cidade é uma base de passeios no Caminho dos Diamantes.

Conceição do Rio Verde
Conceição do Rio Verde combina o Parque das Águas de Contendas com a Basílica Menor Nossa Senhora da Conceição. Em áreas rurais diferentes, Jurumirim e Lemes acrescentam duas cachoeiras ao passeio. Os acessos locais passam por estradas rurais e as fichas estaduais indicam visita autoguiada. Antes de sair para as quedas, convém conferir as condições do caminho e as orientações locais de acesso.

Congonhas
Congonhas tem sua paisagem histórica marcada pelo Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. A visita aproxima o viajante da arte de Aleijadinho e da tradição religiosa mineira.

Conselheiro Lafaiete
Conselheiro Lafaiete tem um roteiro cultural que reúne o Museu Antônio Perdigão e o Solar do Barão de Suaçuí. A Casa de Cultura Gabriela Mendonça e a Casa de Artesanato João Salgado acrescentam espaços de criação e memória à cidade. Essa estrutura urbana merece uma visita própria no eixo do Caminho Novo.

Consolação
Consolação tem produção de morango, amora e azeite de oliva, além da Pedra da Independência como referência de paisagem. Cercada por vales e montanhas da Mantiqueira, a cidade integra o Caminho da Fé e o Circuito Serras Verdes do Sul de Minas. A visita pode explorar o núcleo local e uma experiência rural confirmada antes da continuação da peregrinação.

Cruzília
Cruzília apresenta a história da criação equina no Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador. Na Praça Monsenhor João Câncio, a Matriz de São Sebastião é uma referência do centro e das celebrações religiosas. A passagem pelo Caminho Velho pode incluir uma visita dedicada à formação dessa raça brasileira.

Diamantina
Diamantina preserva ruas e casarões ligados à mineração de diamantes na Serra do Espinhaço. Caminhar pelo centro e conhecer a cultura musical local ajuda a descobrir a cidade além das fachadas.

Dom Viçoso
Dom Viçoso tem na Pedra Riscada uma de suas referências naturais. A Paróquia Nossa Senhora do Rosário conserva outra marca do município, ligada à sua vida religiosa. A combinação entre o afloramento rochoso e o núcleo da paróquia ajuda a conhecer a paisagem e a história local. O acesso à Pedra Riscada depende das condições e da autorização do responsável pela área.

Entre Rios de Minas
Entre Rios de Minas está ligada à criação dos cavalos Campolina e conserva a Matriz de Nossa Senhora das Brotas, de influência neogótica. O Hospital Cassiano Campolina, com sua arquitetura neoclássica e capela, amplia o interesse pelo patrimônio urbano. Na zona rural, a Cachoeira dos Coqueiros aparece entre as opções de passeio.

Estiva
Estiva é conhecida pela produção de morangos e tem no Recanto do Morango uma referência de produtos regionais junto à Fernão Dias. As cadeias montanhosas da Mantiqueira compõem o entorno do município. No Caminho da Fé, a passagem permite conhecer essa identidade agrícola e organizar uma pausa antes de continuar pelas ligações de peregrinação.

Ewbank da Câmara
Ewbank da Câmara combina a paisagem da Represa de Chapéu d’Uvas com a memória de sua estação ferroviária. A cidade integra o Caminho Novo e tem acesso pelo eixo da BR-040. O reservatório faz parte do sistema de abastecimento da região, por isso o passeio às margens exige atenção às áreas permitidas.

Inconfidentes
Inconfidentes tem a produção de crochê, malhas e artigos de cama, mesa e banho como marcas de seu comércio. O Centro de Cultura Colônia conserva referências da memória local, e as trilhas do Monjolinho e da Grama ampliam o contato com o interior. No Caminho da Fé, a cidade oferece uma parada com artesanato e visitas escolhidas conforme o tempo da viagem.

Itabira
Itabira é a terra natal de Carlos Drummond de Andrade e uma cidade marcada pela mineração. Os Caminhos Drummondianos e a Casa de Drummond dão forma ao roteiro literário da sede. Em Ipoema, distrito do município, o Museu do Tropeiro acrescenta outra perspectiva histórica à viagem pelo Caminho dos Diamantes.

Itabirito
Itabirito cresceu com a mineração do ouro e hoje reúne indústria, serviços e patrimônio histórico no vale do Rio Itabirito. A Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem e o Complexo Turístico da Estação contam etapas diferentes dessa história. O pastel de angu marca a cozinha local, enquanto São Gonçalo do Bação conserva uma igreja e ruas de povoamento antigo. No Circuito do Ouro, a cidade liga o setor de Congonhas ao caminho de Rio Acima.

Itambé do Mato Dentro
Itambé do Mato Dentro tem a Igreja Matriz Nossa Senhora das Oliveiras na sede e o povoado de Cabeça de Boi entre suas referências de viagem. As cachoeiras do Funil, das Maçãs e do Encantado compõem o turismo de natureza. Na Serra dos Milagres, paredões, lapas e pinturas rupestres acrescentam uma dimensão arqueológica à paisagem do Caminho dos Diamantes.

Itamonte
Itamonte fica na Mantiqueira mineira, entre áreas rurais e montanhas do entorno de Itatiaia. É uma base para conhecer caminhos de serra e fazer passeios pela natureza.

Itanhandu
Itanhandu reúne a paisagem do Rio Verde e das Terras Altas da Mantiqueira. O Alto das Posses e a Serra dos Noronhas são referências de seus passeios rurais; no centro, a Estação das Artes e o Museu Histórico de Itanhandu Ênio Brito acrescentam memória ferroviária e história local ao Caminho Velho.

Jesuânia
Jesuânia preserva a devoção ao Senhor Bom Jesus na igreja que leva esse nome. Outra expressão local é a Festa das Congadas, ligada a São Pedro e São Paulo e à Praça do Rosário. As manifestações religiosas ajudam a conhecer a identidade do município, para além da paisagem rural que cerca sua sede. Para acompanhar a festa, vale consultar o calendário municipal de cada ano.

Juiz de Fora
Juiz de Fora cresceu no Caminho Novo e se tornou um polo urbano da Zona da Mata. O Museu Mariano Procópio reúne arte e memória do Brasil imperial, enquanto seus jardins acrescentam um passeio ao ar livre ao roteiro cultural. A antiga Estrada União e Indústria liga a história da cidade à de Petrópolis.

Lagoa Dourada
Lagoa Dourada é conhecida pela produção de rocamboles, tradição transmitida entre gerações. A Matriz de Santo Antônio e a Igreja do Senhor Bom Jesus preservam referências do passado colonial no centro, por onde passa a Estrada Real. A gastronomia dá à parada um motivo próprio para sair da estrada.

Lambari
Em Lambari, o Parque das Águas mantém a ligação com a antiga estância de Águas Virtuosas. O Cassino do Lago recebe visitação cultural em seu edifício histórico. O Parque Estadual Nova Baden protege um trecho de Mata Atlântica, com trilhas e centro de visitantes. A Matriz Nossa Senhora da Saúde acrescenta o patrimônio religioso ao passeio, respeitando os períodos de abertura e de celebrações.

Mariana
Mariana preserva um núcleo histórico ligado ao início da mineração em Minas Gerais. Suas praças e construções religiosas convidam a conhecer a arte e a formação das cidades mineiras.

Matias Barbosa
Matias Barbosa cresceu em torno de uma sesmaria e recebeu imigrantes ligados à lavoura cafeeira. A Capela do Rosário, originalmente associada ao registro do Caminho Novo, preserva um elo com essa história. A Ponte do Arco e a Matriz de Nossa Senhora da Conceição acrescentam patrimônio ao roteiro da cidade.

Morro do Pilar
Morro do Pilar reúne a Igreja Nossa Senhora do Pilar, erguida no alto da cidade, e as ruínas da Real Fábrica de Ferro, que registram sua história industrial. No Caminho dos Diamantes, a paisagem urbana dá lugar às serras e às cachoeiras Andorinha e Naná. O artesanato com palha de indaiá também faz parte da identidade local.

Nova Era
Nova Era se desenvolveu a partir do antigo arraial de São José da Lagoa, junto ao Rio Piracicaba. A matriz setecentista, no alto da ladeira, e o conjunto de casarões da Praça da Matriz preservam a memória desse povoamento. Neste Circuito do Ouro, o município integra o setor visitado com Itabira, antes do retorno às estradas que levam a Santa Bárbara.

Nova Lima
Nova Lima tem uma história marcada pela mineração de ouro e pela presença inglesa, visível no patrimônio da Casa Grande. A queca, bolo de influência inglesa, integra a gastronomia local. São Sebastião das Águas Claras, conhecido como Macacos, acrescenta paisagens e passeios ao município vizinho de Belo Horizonte.

Olímpio Noronha
A Praça Coronel Joaquim Gomes identifica o centro de Olímpio Noronha. A Serra do Bugio aparece nas referências locais e ajuda a explicar a paisagem rural do município. Entre a sede e os arredores, a visita permite observar o contraste entre o espaço de encontro dos moradores e as elevações que marcam esse trecho do Sul de Minas.

Ouro Branco
Ouro Branco reúne patrimônio colonial e a paisagem da serra que marca o início sul do Espinhaço. A Matriz de Santo Antônio conserva talha barroca, enquanto Itatiaia apresenta outra igreja histórica no município. O Parque Estadual Serra do Ouro Branco acrescenta campos rupestres e mirantes ao roteiro do Caminho Novo.

Ouro Fino
Ouro Fino tem no Monumento Menino da Porteira uma referência à canção que cita a cidade. A escultura fica no acesso pela MG-290 e foi inaugurada com a participação de Sérgio Reis. Essa memória da música sertaneja dá identidade à visita, que pode acompanhar a passagem de peregrinação pelo sul de Minas.

Ouro Preto
Ouro Preto ocupa encostas marcadas pelo ciclo do ouro e pela arquitetura colonial. Percorrer suas ladeiras permite conhecer arte sacra, museus e espaços que contam a história de Minas Gerais.

Paraisópolis
Paraisópolis reúne o Centro Cultural Amilcar de Castro e o Mercado Municipal entre as referências do núcleo urbano. No entorno, o Parque Ecológico do Brejo Grande e o Pico do Machadão ampliam as possibilidades de contato com a paisagem. A cidade oferece uma visita cultural própria, além de participar das ligações do Caminho da Fé.

Passa Quatro
Passa Quatro combina fontes de água mineral e casario do fim do século XIX com paisagens da Mantiqueira. Da estação central parte o Trem da Serra da Mantiqueira, enquanto a Floresta Nacional de Passa Quatro acrescenta um passeio de natureza. É uma base com programas próprios no Caminho Velho.

Pouso Alto
Pouso Alto nasceu como lugar de pouso de bandeirantes ao pé da Serra da Mantiqueira. A Matriz de Nossa Senhora da Conceição guarda a imagem da padroeira, e o antigo fórum integra o patrimônio urbano. Santana do Capivari e cachoeiras como a do Florentino acrescentam outros pontos ao roteiro municipal.

Prados
Prados preserva igrejas e casarões no centro histórico e mantém uma tradição musical representada pela Lira Ceciliana. Nos ateliês, madeira, cerâmica e couro ganham formas artesanais. Bichinho, também chamado Vitoriano Veloso, pertence ao município e amplia esse roteiro de produção artística junto à Serra de São José.

Queluzito
Queluzito conserva a Matriz de Santo Amaro, referência do barroco de uma pequena cidade mineira. Fora da sede, a Cachoeira do Maciel e as paisagens da localidade de Castelo ampliam o roteiro. As festas religiosas e os vestígios da Estrada Real dão contexto histórico à visita.

Raposos
Raposos conserva a Matriz de Nossa Senhora da Conceição e o prédio da antiga estação ferroviária. O Manancial do Ribeirão da Prata e a Cachoeira de Santo Antônio acrescentam paisagens de água e mata ao município. A visita pode alternar patrimônio urbano e uma saída de natureza no Caminho do Sabarabuçu.

Ressaquinha
Ressaquinha preserva a memória ferroviária na Estação Museu e tem a Matriz de São José e seus jardins como referências da sede. As capelas de Sant’Ana e Nossa Senhora Aparecida acrescentam patrimônio religioso ao passeio. A cidade integra o eixo histórico do Caminho Novo, com um roteiro próprio de pequenas visitas.

Rio Acima
Rio Acima guarda a Matriz de Santo Antônio e a antiga estação ferroviária em uma cidade formada na história da mineração. A Cachoeira do Viana e a Área de Proteção Ambiental do Mingu acrescentam paisagens naturais ao município. Na rota do Sabarabuçu, a sede pode ser combinada com uma saída rural selecionada.

Sabará
Sabará reúne patrimônio colonial perto de Belo Horizonte e mantém tradições da culinária mineira. Passeios pelo centro revelam construções históricas e espaços ligados à arte e à vida cultural da cidade.

Santa Bárbara
Santa Bárbara conserva um centro histórico com a Matriz de Santo Antônio e o Memorial Affonso Penna. A Casa do Mel acrescenta uma referência de produção local, enquanto Brumal guarda outro conjunto patrimonial do município. A cidade também é uma base de acesso ao Santuário do Caraça, além da passagem no Caminho dos Diamantes.

Santana do Riacho
Santana do Riacho reúne a Serra do Cipó e Lapinha da Serra em um roteiro de cachoeiras, montanhas e vilarejos. Cachoeira Grande e Véu da Noiva permitem conhecer dois cenários de água, enquanto a Estátua do Juquinha apresenta uma homenagem à cultura local.

Santos Dumont
Santos Dumont é a terra natal de Alberto Santos Dumont, nascido na Fazenda de Cabangu, hoje ligada ao museu que guarda sua memória. A locomotiva Zezé Leone e o Memorial Ferroviário mostram outro eixo da história municipal. Queijo do reino e doce de leite também fazem parte da identidade dessa cidade da Zona da Mata.

São Brás do Suaçuí
São Brás do Suaçuí tem a Igreja Matriz como referência de uma etapa do Caminho Velho em direção a Pequeri. A tradição musical local inclui a União Musical Santa Cecília e o legado do maestro Altamiro Firmino Tolentino. A Serra da Antena acrescenta uma referência de paisagem ao pequeno núcleo urbano.

São João del-Rei
São João del-Rei combina patrimônio colonial com uma cidade ativa às margens do Córrego do Lenheiro. Caminhadas pelo centro revelam pontes de pedra e tradições musicais e religiosas ainda presentes.

São Lourenço
São Lourenço integra o Circuito das Águas de Minas Gerais e tem um centro voltado ao turismo. Passeios pelo parque e experiências ligadas à ferrovia ajudam a conhecer o ritmo da cidade.

Serro
Serro preserva o traçado e o patrimônio de uma vila setecentista, com igrejas como Santa Rita e o Rosário. O queijo artesanal é outra referência de sua identidade. Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras pertencem ao município e ampliam o roteiro de cultura e paisagens no Caminho dos Diamantes.

Simão Pereira
Simão Pereira tem sua formação ligada à abertura do Caminho Novo e à história de Simão Pereira de Sá. A sede atual se desenvolveu no antigo povoado de Rancharia, separado do núcleo inicial. O Casarão de Paraibuna e o Cemitério da Rocinha estão entre as referências patrimoniais do município.

Soledade de Minas
Na antiga estação de Soledade de Minas, o Museu Ferroviário conserva peças da trajetória dos trilhos no Sul de Minas. A Casa da Cultura oferece outra visita ligada à memória local, com arquivos e atividades culturais. Na área rural, a Cachoeira do Paiol acrescenta uma paisagem de natureza. Cada passeio tem suas próprias condições de acesso, que devem ser conferidas com os responsáveis locais.

Tiradentes
Tiradentes preserva um centro de ruas de pedra ao pé da Serra de São José. A estadia combina caminhadas pelo casario, artesanato e a culinária mineira.

Tocos do Moji
Tocos do Moji reúne a Serra do Pinhal Redondo e a Cachoeira Zé da Rita entre suas referências de paisagem. A Porteira do Céu é outro ponto associado ao entorno rural. A passagem pelo Caminho da Fé encontra um município de montanhas, onde os passeios fora da sede precisam ser planejados com acesso e recepção confirmados.

Três Corações
Em Três Corações, a Casa Pelé recompõe o ambiente de infância do jogador, com móveis e objetos que remetem aos anos 1940. A Casa da Cultura Godofredo Rangel reúne a memória municipal e o Museu Terra do Rei, dedicado à trajetória do futebolista. O Parque Dondinho acrescenta uma visita ao ar livre ligada à família de Pelé, com espaços para atividades e convivência.
Rotas
Rotas que passam por Minas Gerais

Caminho da Fé
De Águas da Prata a Aparecida, um ramal de peregrinação por cidades e paisagens da Mantiqueira.

Circuito do Ouro
Quinze municípios de Minas Gerais em um roteiro entre patrimônio do ouro, serras, memória ferroviária e cozinha mineira.

Circuito das Águas de Minas
Estâncias de águas minerais, museus, romarias e café em 16 municípios do Sul de Minas, com uma sequência sugerida de carro.

Estrada Real – Caminho Velho
De Ouro Preto a Paraty, o caminho mais antigo da Estrada Real passa por cidades históricas, estâncias de águas e pela Mantiqueira.

Estrada Real – Caminho Novo
Entre as minas e a Baía de Guanabara, o Caminho Novo liga Ouro Preto a Porto Estrela e se completa historicamente no Rio de Janeiro.

Estrada Real – Caminho dos Diamantes
De Diamantina a Ouro Preto, o caminho acompanha paisagens do Espinhaço, distritos históricos e a memória da mineração.

Estrada Real – Caminho do Sabarabuçu
De Cocais a Glaura, o Sabarabuçu aproxima serras, o Rio das Velhas e o patrimônio de Caeté e Sabará.
Quando ir
Minas tem duas estações bem marcadas. A estiagem vai de abril a setembro, com céu limpo e estradas de terra em boas condições; no inverno, a Mantiqueira registra as menores temperaturas do estado e pode ter geada. De outubro a março chove forte: as cachoeiras ficam cheias, mas trilhas e cânions podem fechar por risco de cabeça d'água. A Semana Santa lota Ouro Preto e São João del-Rei; o Jubileu de Congonhas acontece em setembro.
Como chegar
O principal aeroporto é o Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. A BR-040 liga a capital ao Rio de Janeiro, passando por Juiz de Fora, e a Brasília; a BR-381, a Fernão Dias, vai a São Paulo cortando o Sul de Minas; a BR-262 segue para Vitória. Ouro Preto e Mariana são acessadas pela BR-356, a partir da BR-040. O trem da Estrada de Ferro Vitória a Minas chega a Belo Horizonte. Há trens turísticos entre São João del-Rei e Tiradentes, em São Lourenço e em Passa Quatro.
Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes sobre Minas Gerais
Quantos dias reservar para as cidades históricas?
Uma semana permite ver as principais sem pressa. Ouro Preto e Mariana pedem dois ou três dias; Congonhas cabe numa parada de meio dia no caminho para o sul; Tiradentes e São João del-Rei rendem mais dois dias. Diamantina fica mais distante, a norte, e vale uma viagem à parte.
Dá para visitar as cidades históricas sem carro?
Sim. Há ônibus regulares da rodoviária de Belo Horizonte para Ouro Preto, Mariana, São João del-Rei, Tiradentes e Diamantina. Dentro dos centros históricos tudo se faz a pé, em ladeiras de pedra. O carro ajuda para encaixar Congonhas e os distritos no mesmo roteiro.
Como funciona a Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes?
É um trem a vapor que percorre cerca de 12 km entre as duas cidades, numa ferrovia de bitola estreita do século XIX. Opera em dias definidos, com mais viagens em férias e feriados. A viagem é de ida e volta; quem quer pode ir de trem e voltar por estrada.
Onde provar queijo minas artesanal?
Nas regiões produtoras, como o Serro e a Canastra, há queijarias que recebem visitantes. Em Belo Horizonte, o Mercado Central concentra queijos de várias regiões do estado, além de doces, cachaças e linguiças.
A Serra do Cipó dá um bate-volta a partir de Belo Horizonte?
Dá, pela MG-010, mas um fim de semana é melhor. As cachoeiras do parque nacional exigem caminhadas de vários quilômetros, e a vila do Cipó, em Santana do Riacho, tem pousadas e restaurantes para pernoitar.
É seguro nadar nos cânions e cachoeiras na época de chuva?
Exige cuidado. Entre outubro e março, chuvas nas cabeceiras podem provocar trombas d'água mesmo com sol no local. Respeite as interdições da Defesa Civil e dos parques, prefira passeios com condutor credenciado e saia da água ao primeiro sinal de mudança na cor ou no volume do rio.
O Sul de Minas é bom destino para o inverno?
É dos mais procurados. Passa Quatro, Itamonte e as estâncias de São Lourenço e Caxambu têm noites frias entre junho e agosto, fogão a lenha nas pousadas e trilhas em tempo seco. Os fins de semana de julho costumam ser os mais cheios.
Mapa: @svg-maps/brazil, CC BY 4.0
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